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Política

Aprovado novo auxílio de meio salário para jovens órfãos na pandemia

Mais um auxílio para jovens no valor de meio salário foi aprovado. A decisão vai beneficiar crianças e adolescentes vítimas da pandemia.

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Mais um auxílio para jovens foi aprovado nesta semana. A Assembleia Legislativa do Pernambuco (Alepe) aprovou nesta quinta-feira, durante sessão plenária, uma espécie de pensão para jovens que perderam os pais na pandemia.

Veja também: De olho na bomba: Aplicativos ajudam a economizar com combustíveis

O Projeto de Lei 2591/2021 propõe que crianças e adolescentes órfãos em decorrência da pandemia de Covid-19 recebam um auxílio do governo de meio salário mínimo até os 18 anos. O auxílio será chamado de Benefício Continuado Pernambuco Protege.

De acordo com o texto do projeto de lei, os jovens órfãos terão direito ao benefício mesmo que apenas um dos pais tenha falecido. Todos os menores de 18 anos que moram em Pernambuco há pelo menos um ano. Além disso, os jovens não podem estar recebendo pensão por morte do INSS no momento da solicitação.

“A mortalidade de pais e mães por Covid-19 resultou em desamparo afetivo, econômico e social para muitas crianças e jovens. Com esse projeto, tenta-se diminuir os efeitos disso”, explicou a deputada Jô Cavalcanti (PSOL).

Auxílio emergencial prorrogado

O auxílio emergencial do Governo Federal vai ser pago até novembro. O presidente da República, Jair Bolsonaro já destacou que após o término, haverá a criação de um novo auxílio.

“Logo depois do pagamento da quinta, da sexta e da sétima parcelas, nós teremos então o novo programa social, o Auxílio Brasil, que terá reajuste de no mínimo 50% do valor médio que se paga atualvemente no Bolsa Família”, destacou.

O ministro da cidadania, João Roma, também falou da importância de ajudar os brasileiros neste momento de dificuldade. “Acima de tudo, foi um grande empenho de todos para fazer a execução do benefício, com a aprovação da PEC Emergencial pelo Congresso Nacional”, explicou.

Confira o calendário da extensão das parcelas do auxílio:

  • Quinta parcela – Pagamento a partir de 20 de agosto. Saques até 20 de setembro.
  • Sexta parcela – Pagamento a partir de 21 de setembro. Saques até 19 de outubro.
  • Sétima parcela – Pagamento a partir de 20 de outubro. Saques até 19 de novembro.

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Economia

Vale-gás pode ficar no papel para que novo Bolsa Família seja lançado

Governo quer impedir o Congresso de aprovar o projeto do vale-gás por medo de falta de verbas para o novo Bolsa Família.

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O projeto que cria o chamado vale-gás pode acabar novamente fora da pauta do Senado por pressão de líderes governistas. O benefício, prometido pelo presidente Jair Bolsonaro, tem como objetivo custear a compra do botijão de gás de cozinha de famílias de baixa renda.

Leia mais: Quando será depositada a última parcela do auxílio emergencial? Veja aqui

Para tentar dissuadir os senadores de votarem a proposta, o governo defende que o espaço aberto no Orçamento pelo parcelamento de dívidas judiciais contra a União, os chamados precatórios, deve ser usado no novo Bolsa Família.

“Me parece que a situação do precatório não está equacionada até agora e nós temos um caminho claro para resolver o problema do gás”, contrapôs o senador Eduardo Braga (MDB-AM), autor do projeto que cria o programa Gás para os Brasileiros.

Na Câmara dos Deputados, outros textos com o mesmo fim também estão ameaçados. Na próxima semana, o deputado Christiano Áureo (PP-RJ), relator de uma proposta semelhante, deve divulgar seu parecer.

O deputado defende a liberação de recursos suficientes para que as famílias possam comprar um botijão de 13kg a cada dois meses. Para isso, uma opção é criar uma taxa de R$ 2,18 por botijão na Cide para os combustíveis, atualmente zerada, e usar o dinheiro para o vale-gás. A segunda alternativa é utilizar parte royalties da União sobre o petróleo.

Vale-gás

As discussões sobre a criação do benefício ganharam impulso após Bolsonaro sinalizar que a Petrobras dispõe de R$ 3 bilhões voltados para a distribuição de um vale-gás bimestral. A princípio, a iniciativa atenderia aos beneficiários do Bolsa Família.

Braga sugere o uso de dividendos da Petrobras e recursos da cessão onerosa na casa dos R$ 6 bilhões por ano para financiar o programa. O vale-gás deve atender aos inscritos no CadÚnico, famílias com renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo, ou que tenham em sua composição alguém que recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

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Política

Importação de carros usados é discutida entre governo e entidades privadas

Proposta foi vista com maus olhos por quase todos os envolvidos. Associação e representantes da iniciativa privada também não apoiaram.

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A abertura para a importação de carros usados foi tratada na última quarta-feira (13), na Câmara dos Deputados. O tema foi visto com preocupação pela Comissão de Viação e Transportes da Casa. Entre as restrições apontadas para não liberar a importação de usados, estão as questões ambientais. Além disso, as condições de segurança e o estado dos veículos também foram alvos de debates.

Leia mais: Gasolina batizada? Entenda por que se coloca etanol na gasolina

Mudanças

Atualmente, é permitida a importação de veículos automotores nos casos em que o carro não tenha similar no país. Essa premissa deve ser utilizada para atender às missões diplomáticas e anseios de colecionadores. Os projetos de Lei 6468/2016 e 237/20, em tramitação, querem modificar essa limitação. 

As propostas visam liberar a importação para pessoas físicas e jurídicas, quase sem restrições. A justificativa é a de reduzir os preços de venda de veículos novos e usados no país.

Contudo, a liberação da importação pode trazer mais inseguranças para os veículos que rodam no país. Uma vez que pode desencadear a entrada de veículos velhos, que não atendem às normas de segurança brasileiras. È o que avalia o coordenador-geral de Segurança no Trânsito do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Daniel Tavares. As informações foram cedidas pela Agência Brasil.

Preocupação

Segundo Tavares, o Denatran vê com preocupação a aprovação da proposta. Ela pode contribuir para o aumento na idade da frota em circulação no país, que já tem uma idade avançada.

“O Brasil possui uma frota com idade bastante avançada e existem diversos projetos que buscam melhorar a idade média da frota e, obviamente, as condições de segurança desses com itens mais novos. A importação de veículos usados acaba por não estar alinhada com essa condição de aprimoramento da segurança dos veículos que circulam no Brasil”, disse.

Outro ponto que deve ser levado em consideração é com os níveis de emissão de poluentes. Foi o que pontuou a  diretora de Qualidade Ambiental (Diqua) do Ibama, Carolina Mariani.

Ela disse que é preciso ficar atento para questões como a reposição de peças. Isso porque o Brasil é signatário de diversos tratados internacionais de proteção ao meio ambiente. Segundo a diretora, alguns veículos antigos possuem peças fabricadas com substâncias proibidas no Brasil, como o amianto.

“Tem que ser feita uma verificação bastante cautelosa, até porque o Brasil é signatário de outros compromissos internacionais e pode ser que alguns desses componentes não estejam em harmonia com a nossa atual situação de importação de substâncias”, observou.

Consumidores

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacom) também se posicionou com preocupação. Uma vez que a legislação nacional não pode ser aplicada em outros países, isso poderia gerar problemas com a importação de veículos com defeito. Esse ponto pode afetar diretamente os direitos dos consumidores.

Um dos exemplos citados são os recalls. O procedimento serve para acionar os proprietários a fazerem reparos nos veículos. Em caso de carros importados, o procedimento ficaria inviável.

Além disso, setores patronais e representantes do setor automotivo também foram contrários. Apenas representantes de importadores acreditam em melhorias geradas pela liberação. O tema continua em debate na esfera pública.

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Política

De olho na reeleição, Bolsonaro confirma diversos benefícios

Presidente Jair Bolsonaro aprova mudanças em programas já existentes e cria novos para aumentar sua popularidade.

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O presidente Jair Bolsonaro aumentou na última segunda-feira, 13, o teto do programa Casa Verde e Amarela, voltado para a compra da casa própria de famílias de baixa renda. O chefe do Executivo também editou a medida provisória do Habite Seguro, iniciativa que oferece subsídios para policiais e bombeiros.

Veja também: Imposto de Renda: Reforma terá texto alterado pelo Senado

No domingo, 12, ele havia sancionado a lei que mais que dobra os número de cidadãos elegíveis ao programa de tarifa social de energia. Com ele, as famílias recebem desconto de até 65% na conta de luz e isenção da bandeira tarifária.

O que essas medidas têm em comum é a busca de Bolsonaro por popularidade em meio à degradação das expectativas econômicas. O Boletim Focus mais recente espera crescimento de 1,72% para o PIB em 2022, reduzindo a projeção anterior de 2,04% divulgada há um mês. Já a inflação prevista para este ano chegou a 8%, mais que o dobro do centro da meta (3,75%).

Fontes do governo afirmam que essa queda foi o principal motivo que levou o presidente a escrever uma carta de recuo na última quinta-feira. Afinal, 2022 é ano de eleição.

Redução dos juros

Também há uma forte expectativa sobre a redução das taxas de juros para financiamento da casa própria praticadas pela Caixa Econômica Federal. O anúncio foi feito pelo presidente do banco, Pedro Guimarães, durante um evento no Palácio do Planalto.

“A Caixa vai reduzir os juros. Não está aumentando a Selic? Então a Caixa, com o lucro que nunca teve, sem roubar, vai diminuir os juros da casa própria”, antecipou.

Ainda segundo o executivo, a estatal deve anunciar o “maior programa de crédito do mundo” ainda nesta semana. As informações preliminares são de que os empréstimos, oferecidos por meio de aplicativo Caixa Tem, chegarão a cerca 105 milhões de brasileiros.

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