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Economia

Aversão ao risco externo e avanço de serviços ‘premiam’ alta de juros futuros

Combinação de fatores conduziu ‘ponta curta’ a 11,035%, ao passo que a ‘longa’ chegou a 11,50%

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A combinação de fatores, como a aversão ao risco e liquidação expressiva dos Treasuries (papéis do Tesouro ianque), no exterior, com o avanço, acima das expectativas, na criação de vagas pelo setor de serviços (anunciada pelo Cadastro Geral de Empregados, o Caged), no plano doméstico, ‘turbinou’ o movimento as taxas de juros futuros, na sessão desta segunda-feira (2).

Em consequência, na ‘ponta curta’, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025 superou 11%, ao fechar em 11,035%, ante 10,829%, no ajuste de sexta-feira (29); a do DI para janeiro de 2026 passou de 10,57% para 10,83%; a do DI para janeiro de 2027, cresceu de 10,80% para 11,04%. Na ‘ponta longa’, a taxa do DI para janeiro de 2029 subiu de 11,30%, na sexta-feira (29), para 11,50%.

Segundo a economista-chefe da Veedha Investimentos, Camila Abdelmalack ,“temos o setor de serviços como protagonista, indicando resiliência da atividade e também trajetória mais lenta do grupo de serviços, que é o que vem sendo observado pelo Banco Central”. Apenas o setor de serviços foi responsável por metade do saldo líquido de agosto, com 114.439 postos de trabalho.

Em outro campo de análise, o economista-chefe do Banco Bmg, Flávio Serrano, assinalou que “a precificação da curva a termo mantinha 10% de probabilidade de aceleração no ritmo de queda da Selic para 0,75 ponto no Copom de novembro e 90% de chance de 0,50 ponto”.

Ao mesmo tempo, as apostas de um corte de 0,75 ponto percentual foram zeradas, ao passo que a possibilidade de uma redução de 0,25 ponto percentual já varia entre 30% e 35%, abaixo daquela que opta por uma queda de meio ponto percentual, correspondente a 70%. “Para o Copom de janeiro, a probabilidade de 0,25 já está em 40%”, afirma Serrano. Para o fim deste ano, a projeção da curva é de uma taxa pouco superior a 11,75% ao ano, e de 10,50%, para o final do ano que vem.

No front externo, por sua vez, persistem as preocupações quanto à eficácia do aperto monetário promovido pelo Federal Reserve (Fed) – o bc ianque – uma vez que há a perspectiva, não apenas de elevação do juro (para a próxima reunião do colegiado monetário dos EUA, em novembro próximo), mas também dos preços da economia estadunidense.

No paralelo, o juro da T-note de dez anos chegou a bater 4,70%, nas máximas do dia (nível mais alto em 16 anos), enquanto o do T-bond de 30 anos, ao tocar recorde de 13 anos, chegou a 4,81%, e o T-Note de dois anos, por sua vez, apresentou máxima a 5,12%.

Sou um profissional de comunicação com especialização em Economia, Política, Meio Ambiente, Ciência & Tecnologia, Educação, Esportes e Polícia, nas quais exerci as funções de editor, repórter, consultor de comunicação e assessor de imprensa, mediante o uso de uma linguagem informativa e fluente que estimule o debate, a reflexão e a consciência social.

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