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Bancos

‘Boom’ mundial em emissões de dívida deve favorecer companhias nacionais

Somente no 1º dia útil do ano, foram emitidos bônus no montante de US$ 12 bi, nos EUA

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Crédito: Valor Investe

Tendência já antecipada por analistas, o mercado internacional de dívida opera, no momento, em forte alta, pois as emissões de bônus totalizaram US$ 12 bilhões, somente no primeiro dia útil do ano (3), nos Estados Unidos, mas que deverá ser acessível a companhias nacionais, dentro de alguns dias.

Reuniões agendadas – Exemplo disso, a Açu Petróleo (joint venture entre a Prumo Logística e a alemã Oitanking) já agendou reuniões com investidores internacionais, com objetivo de emitir títulos de dívida, em operação sob liderança do banco de investimentos Goldman Sachs.

Bônus gigantes – A primeira segunda-feira do ano (3) foi marcada pelo lançamento de bônus gigantes, como aqueles realizados pela gestora estadunidense Blackstone, o canadense Bank of Nova Scotia, o Santander USA e a fabricante de equipamentos Caterpillar, esta última, que conseguiu captar, sozinha, US$ 2 bilhões.

Emissão de US$ 10 bi – No caso brasileiro, a estimativa dos bancos de investimento é que em torno de 15 empresas deverão acessar o mercado internacional de bônus, logo no início de 2022, o que corresponderia a emissão no montante de US$ 10 bilhões – parte delas, em conformidade a critérios de sustentabilidade.

Captações adiadas – Para alguns banqueiros, a volatilidade acentuada do mercado financeiro tupiniquim, sobretudo a partir de setembro último, fez com que muitas empresas adiassem seus planos de captação, tanto internos quanto externos.

‘Janela’ de rolagem – Agora, porém, a expectativa é de que a referida ‘janela’ desse mercado se ‘abra’ em janeiro corrente e fevereiro próximo, o que servirá para que os investidores rolem vencimentos de curto prazo ou reforcem o ‘caixa’, enquanto não chegam as eleições, em outubro. A previsão de analistas é de que, apenas este ano, vençam US$ 13 bilhões em dívidas de empresas brasileiras.

Liquidez predomina – No front externo, os fatores de tensão para os negócios giram em torno do comportamento da variante viral laboratorial ômicron, como também para a crise econômica da Turquia e a elevação dos juros pelo Federal Reserve (Fed), banco central ianque. Ainda assim, predomina liquidez no mercado internacional.

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