Cotidiano
Brasileiros trocam cerveja por vinho e Wine festeja a mudança
O consumo de vinho está em ascensão no Brasil, com um aumento significativo de apreciadores ao longo da última década.
Uma revolução palatal está tomando conta do Brasil à medida que mais e mais brasileiros se voltam para o vinho como a bebida de escolha.
De acordo com dados fornecidos pela Wine Intelligence, uma respeitada consultoria de pesquisas do setor, a quantidade de apreciadores de vinho no país mais que dobrou na última década, sinalizando uma mudança marcante nos hábitos de consumo.
O consumo per capita de vinho, embora flutuante, revela uma trajetória ascendente. Em 2018, a média era de 1,93 litro por pessoa, subindo para 2,8 litros em 2020 e, posteriormente, se estabilizando em 2,5 litros em 2022.
Comparativamente, o líder do ranking europeu, Portugal, registrou um notável consumo de 67,5 litros de vinho per capita em 2022.
A empresa impulsionando esse fenômeno é o Grupo Wine, uma associação de assinatura com quase 400 mil assinantes ativos e uma influente revendedora de vinhos no Brasil. Surpreendentemente, a Wine é responsável por trazer 15 a cada 100 garrafas importadas para o mercado brasileiro, refletindo sua influência na cena vinícola local.
Marcelo D’Arienzo, CEO da Wine desde 2019, observa que o mercado ainda tem um vasto potencial de crescimento. Ele destaca que, embora o interesse pelo vinho esteja em ascensão, a cultura do vinho ainda está em seu estágio de consolidação no país.
Ele observa que a mudança nos hábitos é evidente, especialmente quando considera a geração anterior:
“Tenho 38 anos e a minha geração não viu os pais bebendo vinho em casa. Este hábito não existia nas famílias de classe média.”
A trajetória de crescimento constante e sólido do consumo de vinho no Brasil, como exposto por D’Arienzo, é reforçada pelo pico de consumo ocorrido em 2020 durante a pandemia. No entanto, a pesquisa revela que cerca de 60% do vinho consumido no país é do tipo suave e que 90% das garrafas adquiridas custam entre R$ 45 e R$ 50.
D’Arienzo aponta que esses dados evidenciam a natureza emergente do mercado nacional, ainda conquistando novos consumidores com orçamentos mais modestos, onde a relação custo-benefício é de suma importância.
A Wine projeta um ano promissor, com a expectativa de comercializar 30 milhões de garrafas em 2023, principalmente provenientes da Argentina e do Chile.
No segundo trimestre de 2023, a empresa apresentou um impressionante lucro líquido de R$ 8,8 milhões, representando um crescimento impressionante de 134,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Apesar de desafios como a retração do mercado e as flutuações tributárias, a Wine continua a prosperar, registrando um aumento de participação de mercado e um crescimento consolidado.
A empresa adotou uma estratégia de compra em escala para melhorar a margem bruta e minimizar a exposição às variações cambiais, demonstrando sua capacidade de adaptação e inovação.
A Wine não apenas se concentra nas assinaturas, que compõem a maior parte de seu faturamento, mas também busca oportunidades de crescimento através de aquisições e do aumento da escala de operações.
Enquanto o Brasil celebra a expansão do setor de vinhos, a União Europeia, conhecida como a maior produtora mundial de vinho, enfrenta desafios que afetaram seus produtores e estoques.
A combinação de inflação nos preços de alimentos e bebidas, bem como flutuações cambiais, levou a quedas significativas no consumo e nas exportações, destacando as complexidades em um mercado global em constante evolução.
Enquanto a Wine continua a brindar ao crescimento e à evolução do mercado de vinhos no Brasil, o setor se mantém em constante transformação, impulsionado por mudanças nos gostos dos consumidores e por dinâmicas globais em constante mudança.

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