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‘Calmaria’ externa, inflação ianque e negociação federal com grevistas pautam Ibovespa de quinta

Mercados mundiais mantêm ‘bom humor’; inflação dos EUA ‘em linha’ com expectativas; Guedes vai à luta

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A princípio, com viés de alta (Dow Jones, +0,03%; S&P 500, +0,05%; Nasdaq, +0,09%), os índices futuros ianques operam sem tendência definida para a sessão dessa quinta-feira (13), ainda precificando o tom mais ‘gradual’ das medidas de política monetária que serão adotadas pelo Federal Reserve (Fed) – banco central estadunidense – nos próximos meses, tendo em vista conter a ‘crista’ (ou o ímpeto altista) da inflação local.

Abordagem amena – A abordagem mais amena apresentada pelo presidente do Fed, Jerome Powell, animou os mercados mundiais, parecendo menos ‘agressiva’ do que anteriormente, quando este deixou subentendido que a autoridade monetária deverá reduzir mais lentamente seu balanço patrimonial, assim como não pretende ‘acelerar’ o cronograma de alta dos juros locais, mantendo para março próximo a primeira delas.

Mercado atento – Mesmo assim, o mercado segue atento à inflação dos EUA, que bateu a casa dos 7% em 2021 (maior taxa em 40 anos) e ainda não está totalmente ‘dominada’ por Tio Sam, uma vez que o choque de oferta nas cadeias de suprimento (maior demanda do que oferta), enquanto a economia local ensaia forte recuperação, o que significa novas pressões inflacionárias.

Retrospectiva positiva – No retrospecto da semana, até agora, enquanto que o Dow Jones mantinha o patamar da segunda-feira, o S&P 500 e o Nasdaq subiram 1,1% e 1,7%, respectivamente. Também cresce a expectativa quanto à divulgação dos resultados referentes ao quarto trimestre (4T21) por parte dos bancos, amanhã (14).

Mercado desacelera – Entre as informações divulgadas pelo chamado ‘Livro Bege’, destaque para a desaceleração do mercado de trabalho ianque, mais por causa da escassez de mão-de-obra do que por falta de demanda. O documento acentua, ainda, que “a economia dos Estados Unidos expandiu a um ritmo modesto nas últimas semanas de 2021, com alguns distritos notando recuo súbito nos segmentos de lazer, viagens, hospedagem e alimentação fora do domicílio, como reflexo do avanço da variante ômicron”.

Acomodação da inflação (lá) – Outro indicador de acomodação da inflação foi dado com o recuo substancial do índice de preços ao produtor dos EUA, que teve elevação de 0,2% em dezembro, contra 1% no mês anterior, acompanhando a redução de custos de bens, face ao início de normalização das cadeias de suprimentos, em crise desde a pandemia. O dado também pode marcar o pico inflacionário no país. No acumulado anual, a variação atinge 9,7%, pouco menor do que os 9,8% previstos pelo mercado. Ao mesmo tempo, o número de pedidos de seguro-desemprego da última semana, nos EUA, superou a expectativa de analistas (200 mil), tendo chegado a 230 mil no período.

Crise interminável – O aprofundamento da interminável crise imobiliária chinesa acabou ‘contaminando’ a maior parte das bolsas asiáticas, com o nipônico Nikkei (Japão) caindo 0,96%, o chinês Shanghai SE (China) recuando 1,17%, o mesmo com o sul-coreano Kospi, com baixa de 0,35%. Única exceção para o Hang Seng Index, de Hong Kong, que avançou mínimos 0,11%. A região também acompanha a evolução da inflação norte-americana, assim como da covid e não mais ômicron, de acordo com o gosto do noticiário internacional.

Europa negativa – Com predomínio do viés negativo, a Europa registra recuo de 0,10% do Stoxx 600, em decorrência das baixas de 0,3%, 0,12% e 0,05% do francês CAC 40; DAX alemão e britânico FTSE 100, respectivamente, com exceção, apenas, para o FTSE MIB italiano, que subiu 0,15%. Ao mesmo tempo, o ‘velho continente’ aguarda um desfecho positivo das negociações entre as superpotências EUA e Rússia, tendo em vista evitar um conflito militar na Ucrânia, aliada ocidental.

Petróleo ‘dá marcha-a-ré‘– No campo das commodities, os preços do petróleo dão ‘marcha-a-ré’, uma vez que o contrato futuro para fevereiro próximo mostrava queda de 0,40% a US$ 82,31 por barril, embora o item tenha valorizado 5,5%, somente nos últimos dois dias, o que é interpretado, por analistas, como ‘realizada de lucros’ por investidor do setor. No acumulado de janeiro, a alta acumulada se aproxima de 10%.

Minério avança firme – Tendência inversa ostenta o minério de ferro (com entrega para maio deste ano), que subiu 1,09%, para 739 iuanes (US$ 116,21) por tonelada, enquanto o contrato para setembro próximo avançando 1,28%, para 710 iuanes ou US$ 111,65 por tonelada. Pela taxa de câmbio usada pelo Banco Central (BC), para fazer a conversão dos preços dos contratos da commoditie, estava ontem (13) em 6,358 iuanes por dólar.

Serviços crescem 2,4% – Na pátria tupiniquim, uma das principais notícias é o crescimento de 2,4% dos serviços prestados em novembro último, em comparação com o mês anterior, o que implica recuperação da perda acumulada em 2,2% no ano passado, indicou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No documento divulgado, o instituto acentua que “considerando o resultado de novembro, o setor ficou 4,5% acima do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020, mas está 7,3% abaixo do recorde alcançado em novembro de 2014”. Em outra projeção, no acumulado de 2021 até novembro, os serviços tiveram expansão de 10,9%, ante igual período de 2020. Em 12 meses, até novembro último, a alta é de 9,5%, superior à de 8,2%, registrada em outubro.

Quatro avançam – Das cinco atividades pesquisadas pela instituição, quatro tiveram avanço, com destaque para os   serviços de informação e comunicação (5,4%) e tecnologia da informação (10,7%).

Entre os setores de maior peso no resultado dos serviços, o IBGE aponta:

  • Serviços prestados às famílias: 2,8%.
  • Serviços de alojamento e alimentação: 2,8%.
  • Outros serviços prestados às famílias: 0,4%.
  • Serviços de informação e comunicação: 5,4%.
  • Serviços de tecnologia da informação e comunicação (TIC): 5,6%.
  • Telecomunicações: 1,4%.
  • Serviços de tecnologia da informação: 10,7%.
  • Serviços audiovisuais: 1,4%.
  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: -0,3%.
  • Serviços técnico-profissionais: -1,9%.
  • Serviços administrativos e complementares: 1,1%.
  • Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: 1,8%.
  • Transporte terrestre: 0,7%.
  • Transporte aquaviário: 1,6%.
  • Transporte aéreo: 7,6%.
  • Armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio: 1,6%.
  • Outros serviços: 2,9%

Negociação fatal – Na treta fiscal-eleitoreira, o ministro da Economia, o investidor offshore isento Paulo Guedes se encontra, após o encerramento da sessão, no final do dia, com o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco), Isac Moreno, a fim de negociar uma solução para a greve dos servidores federais e encontrar saídas para repor as perdas salariais das categorias profissionais, ‘esquecidas’ pelo ocupante do Planalto.

Covid sobe 7% – No diário da covid, o vírus chinês matou 123 pessoas, com alta de 7%, se considerada a média móvel de mortes dos últimos sete dias, em comparação com o patamar de 14 dias antes, informou o consórcio de veículos de imprensa.

Principais indicadores

EUA (futuros)

Dow Jones, +0,03%.

S&P 500, +0,05%.

Nasdaq, +0,09%.

Ásia

Nikkei (Japão), -0,96% (fechado).

Shanghai SE (China), -1,17% (fechado).

Hang Seng Index (Hong Kong), +0,11% (fechado).

Kospi (Coreia do Sul), -0,35% (fechado).

Europa

FTSE 100 (Reino Unido), -0,05%.

Dax (Alemanha), -0,12%.

CAC 40 (França), -0,3%.

FTSE MIB (Itália), +0,15%.

Commodities

Petróleo WTI, +0,07%, a US$ 82,7 o barril.

Petróleo Brent, +0,2%, a US$ 84,81 o barril.

Minério de ferro, -0,68% a 726 iuanes ou US$ 114,12.

Criptomoedas

Bitcoin, +2,42%, a US$ 43.909,94.

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