Tecnologia
Chile produz combustível sintético sem usar o petróleo como matéria-prima
Uma indústria chilena está produzindo em larga escala um tipo de combustível que trás em seu processo de produção uma imensa contrapartida ambiental.
O dióxido de carbono é emitido através da queima dos combustíveis fósseis, emissão que causa danos ao meio ambiente, pois contribui para o efeito estufa que ocorre na atmosfera.
O excesso de gases prejudiciais na atmosfera resulta em uma certa “abertura” para a entrada dos raios solares, com isso, o clima, fator determinante para nossa sobrevivência na Terra, acaba sendo afetado, pois as temperaturas se elevam.
Assim, a consequência do efeito estufa causada pelos combustíveis fósseis é o aquecimento global.
O petróleo é o combustível fóssil mais usado em todo mundo, portanto, pensando em uma contrapartida ambiental, a Porsche está desenvolvendo uma opção de combustível que pode ser uma verdadeira solução para esse problema.
Trata-se da produção em larga escala de uma gasolina sintética que não usa o petróleo como matéria-prima. A Haru Oni é a primeira usina a realizar esse tipo de produção em massa e está localizada ao Sul do Chile.
O e-Metanol é uma gasolina neutra em carbono e sua produção se dá através da junção entre energia elétrica, água e CO2. Apesar da emissão de CO2 também contribuir para o efeito estufa, o fato da gasolina sintética não ser produzida com petróleo já pode ser considerado um grande avanço de preocupação ambiental.
Os combustíveis produzidos na Haru Oni são intitulados de eletrocombustíveis ou combustível elétrico (e-Fuels), inclusive, a indústria possui a certificação de “combustível verde”.
Parte da produção do combustível sintético ocorre por meio da eletricidade eólica. A indústria está posicionada geoestrategicamente, pois essa região do Chile apresenta um clima favorável para o funcionamento das turbinas eólicas, já que conta com fortes ventos constantes.
Foram justamente esses ventos fortes que levaram a indústria a ser chamada de “Haru Oni”, pois no idioma dos povos tradicionais do Chile, essa é a tradução de ventos fortes.
A Porsche, a Siemens Energy e a Highly Innovative Fuels (HIF) uniram-se para que esse projeto fosse viável. Estima-se que no próximo ano, a indústria do combustível sintético produza mais de 130 mil litros de e-Fuels.
Daqui a dois anos, o esperado é que a produção anual seja de 55 milhões de litros. Caso os objetivos de produção sejam alcançados, em 2027, a capacidade de produção chegará a 550 milhões de litros por ano.

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