Conecte-se conosco

Bancos

Cias&Cifras | Ibovespa: Usiminas (USIM5) lidera ranking de ações com maiores altas

Publicado

em

Por: Junior Alves

A USIM5, ação da Usiminas, encerrou o mês de agosto como a ação com maior valorização. É o que aponta levantamento realizado pelo Yubb.

No comparativo entre as 10 ações com os melhores desempenhos durante o mês, a USIM5 aparece em 1º lugar, com valorização de 24,85%, e a KLBN11, da Klabin, em segundo lugar, com valorização de 24,39%.

Outros destaques

Outro destaque são as empresas CSN e Marfrig, que marcaram presença no ranking de maiores altas do mês pela segunda vez consecutiva.

“A principal razão foi o saldo positivo nos resultados trimestrais de ambas. A CSN apresentou lucro líquido de R$ 446 milhões e a Marfrig registrou lucro líquido de R$ 1,6 bilhão”, pontua Pascowitch.

Setor educacional em queda

Na análise de maiores quedas de agosto, a Cogna Educação liderou o ranking, com queda de -31,16%. Confira:

Em primeiro lugar, a Cogna Educação enfrenta problemas internos e baixo desempenho. “Desde o IPO da Vasta, empresa subsidiária da Cogna, seus papéis tiveram forte baixa. Além disso, a companhia apresentou resultados trimestrais fracos, sendo bastante afetada pela queda de receita e elevação da inadimplência”, pontua.

Em segundo lugar, a estatal paulista de água e saneamento Sabesp foi impactada por conta do cenário político. “A Sabesp foi afetada principalmente por uma fala do governador João Dória, que declarou em reunião que a estatal iria entrar no modelo de capitalização”, conclui Pascowitch.

> Abrasf vai ao Congresso em defesa da proposta SIMPLIFICA JÁ

A Associação Brasileira das Secretarias de Finanças das Capitais (Abrasf) vai defender a proposta SIMPLIFICA JÁ na comissão mista que tratará da Reforma Tributária no Congresso nesta quarta-feira (9).

O requerimento da participação da entidade foi apresentado pelo vice-relator da comissão, Senador Major Olímpio (PSL-SP), que também protocolou a alternativa como Emenda Substitutiva Global 144 à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 110/2019.

Frente Nacional de Prefeitos

A 9ª reunião da comissão acontecerá às 10h, por videoconferência. Além do presidente da Abrasf e secretário municipal de Finanças de Curitiba (PR), Vitor Puppi, também está confirmada a presença do presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e prefeito de Campinas (SP), Jonas Donizette.

Os secretários de Finanças e Fazenda e prefeitos das capitais descartam qualquer proposta que unifique os impostos.

“Qualquer alternativa que afaste mais o dinheiro que hoje está no município, seja para os Estados ou para União, é deletéria para o país. Não podemos correr o risco de ficar de carona na reforma”, ressalta Puppi.

O colegiado

O colegiado entende que o SIMPLIFICA JÁ é a solução factível e menos onerosa para o país como um todo.

“Além de trazer benefícios imediatos para a sociedade, propicia uma divisão equilibrada dos resultados, sem perdas ou ganhos excessivos entre os setores econômicos e entre os entes federados, respeitando o Pacto Federativo. Não precisamos criar problemas novos no nosso sistema tributário. Vamos tratar dos problemas velhos, com os remédios e profilaxia que sabemos que é possível”, defende o presidente da Abrasf.

A proposta

A proposta “se diferencia das demais, tais como a PEC 45/2019 e a PEC 110/2019, pois estas provocam aumento da carga tributária (em especial no setor de serviços), grande complexidade fiscal, desestímulo ao emprego e aumento dos custos orçamentários dos municípios”, aponta a carta.

Perdas expressivas

Se a reforma tributária fosse aprovada nos moldes do Imposto Sobre Bens e Serviços (IBS) – conforme preveem as PECs em debate –, resultaria na queda da qualidade dos serviços públicos, no aumento dos preços em geral e, especialmente, do setor de serviços e na complexidade de conviver com dois sistemas durante anos, o que geraria insegurança jurídica.

Os prejuízos para os municípios também seriam expressivos. Entre eles, a perda de autonomia, a entrada num sistema de gestão de alta complexidade e a perda de receita crescente ao longo dos próximos anos.

Com a eventual extinção do ISS, estima-se uma perda de mais de R$ 206 bilhões nos próximos 15 anos.

O imposto

O imposto é o que mais cresce no país, sendo chamado de “imposto do futuro”.

Com o SIMPLIFICA JÁ, o ISS poderá ser mais bem distribuído, com compartilhamento entre município de origem e o de destino, nas operações intermunicipais.

“Se perdermos a capacidade de gerir nossos tributos, todos os cidadãos brasileiros irão pagar, pois serão privados de acesso à saúde, segurança, transporte, educação, e assistência social justamente em um momento de pandemia, no qual as incertezas econômicas podem persistir e os municípios não terão como custear os serviços públicos”, finaliza Puppi.

O SIMPLIFICA JÁ

Diferentemente das PECs 45 e 110, não prevê a junção de tributos e nem a criação de um novo.

Centra suas soluções na uniformização das regras fiscais do ISSQN e do ICMS, contempla a desoneração parcial da tributação da folha de pagamentos, e altera as regras de outros tributos federais como o PIS e a COFINS, uniformizando-as.

O texto também unifica o padrão das notas fiscais de serviços a das notas fiscais de mercadorias, sendo que a nota fiscal eletrônica de serviços (NFS-e Nacional) é um sistema, desenvolvido pela Abrasf em parceria com a Receita Federal do Brasil (RFB) e o setor privado, que já está pronto para uso.

Brasília

> Indicador Antecedente de Emprego no Brasil mantém trajetória

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostrou nesta terça-feira (8) que o mercado de trabalho do Brasil manteve trajetória de recuperação em agosto, sugerindo que o pior momento para o emprego doméstico neste ano ficou para trás.

O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, saltou 8,8 pontos em agosto, para 74,7 pontos, maior patamar valor desde março deste ano, quando registrou 82,6 pontos.

“O resultado de agosto mantém a trajetória positiva do indicador sugerindo que o pior momento do mercado de trabalho parece ter sido no início da pandemia”, disse em nota Rodolpho Tobler, economista do FGV Ibre.

Dois terços

Ainda assim, destacou Tobler, o indicador recuperou apenas dois terços do que foi perdido durante a crise do coronavírus, ea expectativa é de que recuperação possa desacelerar nos próximos meses anteriores do alto nível de incerteza e da proximidade do término dos programas de auxílio do governo.

O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD), que capta a percepção das famílias sobre o mercado de trabalho, teve perda de 0,8 ponto em agosto, para 96,4 pontos.

O comportamento do CID é semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto menor o número, melhor o resultado.

Em agosto, os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) impedem que o Brasil encerrou o segundo trimestre com a maior taxa de desemprego em três anos e redução recorde no número de pessoas ocupadas, como consequência das medidas de contenção da pandemia de coronavírus , que deixou 12,8 milhões de desempregados no período.

> Mercado financeiro prevê queda da economia em 5,31% este ano

A previsão do mercado financeiro para a queda da economia brasileira este ano foi ajustada de 5,28% para 5,31%.

A estimativa de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – está no boletim Focus, publicação divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para o próximo ano, a expectativa é de crescimento de 3,50%, a mesma previsão há 15 semanas consecutivas. Em 2022 e 2023, o mercado financeiro continua a projetar expansão de 2,50% do PIB.

Inflação

As instituições financeiras consultadas pelo BC alteraram a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 1,77% para 1,78%, neste ano.

Para 2021, a estimativa de inflação permanece em 3%, há 12 semanas consecutivas. A previsão para 2022 e 2023 também não teve alteração: 3,50% e 3,25%, respectivamente.

A projeção para 2020 está abaixo do piso da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC.

A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.

Para 2021, a meta é 3,75%, para 2022, 3,50%, e para 2023, 3,25%, com intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, em cada ano.

Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 2% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2020 em 2% ao ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa básica chegue a 2,88% ao ano.

Para o fim de 2022, a previsão é 4,5% ao ano e para o final de 2023, 5,75% ao ano.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Entretanto, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar permanece em R$ 5,25, ao final deste ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 5.

> Financiamentos de veículos somam 503,6 mil unidades em agosto

As vendas financiadas de veículos em agosto de 2020 somaram 503,6 mil unidades, entre novas e usadas.

Esse número representa um uma queda de 5,4% em relação a agosto de 2019 e engloba veículos novos e usados – incluindo motos, autos leves e pesados – em todo o país.

O maior impacto negativo foi observado nas vendas a crédito de veículos 0km, que tiveram queda de 26,5% entre os autos leves na comparação com agosto de 2019.

Já as vendas financiadas de autos usados tiveram impacto positivo, com alta de 1,9%, na mesma base de comparação.

> Cenário para indústria de SP melhora, mas 40% ainda não têm capital

As indústrias paulistas de pequeno porte apresentaram melhora do cenário em agosto, estendendo a recuperação dos últimos meses após o pior momento da pandemia do coronavírus, mas várias delas ainda não têm capital suficiente para seguir funcionando, segundo uma pesquisa Datafolha contratada pela entidade do setor, Simpi.

De acordo com o levantamento, a taxa de empresas funcionando normalmente atingiu 47% no fim do mês passado, após ter caído a mínimo de 16% no início de maio.

Mas, 5% das entrevistadas relataram que ainda estão com atividades totalmente paradas.

A pesquisa

A pesquisa feita com 661 revelou revelou ainda que 48% delas considera que a crise ainda é muito forte e não dá para prever quando a economia irá se recuperar, enquanto 44% já veem que a economia irá recuperar nos próximos meses.

A dificuldade de acesso a crédito ainda é relatado como um dos principais problemas, com 81% das indústrias paulistas afirmando que não têm acesso a financiamento para se manter funcionando e 39% declarando que têm capital insuficiente para fazer o giro dos negócios.

Falência

A parcela que teve algum cliente empresarial que deixou de comprar porque faliu ou entrou em recuperação judicial é de 33%.

Uma parcela de 7% das empresas afirmaram que correm risco de falir em 30 dias, metade do índice registrado em junho.

Perfil dos investimentos

Já o perfil dos investimentos produtivos feitos por estrangeiros no Brasil está se alterando. Levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), com base em dados do Banco Central, mostra que o setor primário da economia brasileira, puxado pela extração de petróleo e minerais, recebeu nos últimos anos fatia maior de recursos voltados para novos projetos empresariais ou compra de participação em negócios já existentes.

Em contrapartida, diz o Estadão, a parcela de investimentos para a indústria encolheu.

Os dados compilados pela Sobeet mostram que, de 2011 a 2018, o setor primário recebeu 14,3% dos Investimentos Diretos no País (IDP) direcionados a participação no capital, considerando a média do período. No intervalo de 2019 a junho de 2020, o porcentual saltou para 24,9%.

Continue lendo
Publicidade
Comentários