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Moedas

Com Lula na corrida eleitoral, mercado teme que dólar possa disparar

Apreensão com o câmbio

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Bolsonaro vs Lula

O mercado financeiro vive o presente com um olho no futuro e sem esquecer o passado. Essa combinação deixa o segmento em polvorosa quando o assunto é política. Isso porque com Lula no páreo, o temor é de que o dólar volte a disparar.

Como dito antes, presente, futuro e passado se conectam na figura do líder trabalhista, visto que isso já aconteceu.

Ocorre que na eleição de 2002 quando o ex-operário estava à frente na disputa pela presidência o dólar foi nas alturas.

À época, a moeda norte-americana bateu R$ 3,95. Para atualizar essa cifra basta considerar a evolução das taxas de inflação americana e brasileira desde 2002. Ou seja, hoje esse valor seria de R$ 7,88.

Lula

Entretanto, cabe ressaltar que isso é apenas um temor, não há como cravar, hoje, o que acontecerá amanhã, até por conta do cenário político-econômico.

Naquela época não se tinha a experiência de ter vivenciado um período com Lula na presidência. Uma parte dos temores se mostraram infundados.

Não significa que o mercado seja, atualmente, pró-Lula, visto que o sindicalista ainda provoca calafrios em alguns setores comandados a partir da Faria Lima (SP).

O caso é que o atual presidente, Jair Bolsonaro, se mostrou mais afoito do que comedido em suas palavras e atitudes. E isso pode se tornar um problema de voto.

Com relação ao câmbio, porém, possivelmente haja uma oscilação para cima, mas trata-se de um movimento típico de períodos eleitorais.

Acontece que toda incerteza proveniente das eleições acaba causando uma indisposição no mercado, ainda que temporária.

A grande questão está no quão suportável será essa alta. Se for generalizada, alguns setores da economia vão sofrer, principalmente quem depende de importação.

Por sorte, Paulo Guedes, atual ministro da Economia, ainda tem voz ativa entre empresários e investidores e poderá acalmar o mercado mais à frente. Até porque da perspectiva do próprio mercado, ele vem fazendo um bom trabalho até então.

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Moedas

Dólar sobe 0,34% e fecha acima de R$ 5,30 após anúncio do Fed

Banco Central norte-americano começará a retirar os estímulos monetários ainda este ano.

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As indicações de que o Banco Central norte-americano começará a retirar os estímulos monetários ainda este ano fizeram o dólar subir e fechar acima de R$ 5,30. A bolsa de valores fechou em alta pelo segundo dia seguido e retomou os 112 mil pontos, ainda refletindo o alívio em relação às medidas da China para evitar uma crise no mercado imobiliário local.

Leia também: É oficial: Banco Central eleva Selic para 6,25% ao ano; Quais os impactos?

O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (22) vendido a R$ 5,304, com alta de R$ 0,018 (+0,34%). A cotação operou em queda na maior parte do dia, mas passou a oscilar bastante após o anúncio do resultado da reunião do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano), até consolidar a alta perto do fim da sessão.

No mercado de ações, o otimismo prevaleceu. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 112.282 pontos, com alta de 1,84%. O indicador, que chegou a subir 2,58% na máxima do dia, por volta das 15h, desacelerou após o fim da reunião do Fed, mas a recuperação do preço de diversas commodities (bens primários com cotação internacional) após a incorporadora chinesa Evergrande ter anunciado um pequeno acordo com um dos credores para evitar calote de títulos privados.

No mesmo dia em que o Comitê de Política Monetária (Copom) deve aumentar os juros básicos no Brasil, o Fed manteve os juros básicos dos Estados Unidos no menor nível da história, entre 0% e 0,25% ao ano e não alterou o programa mensal de compra de títulos. No entanto, o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que a redução dos estímulos pode começar em novembro e ser concluída em meados de 2022. Paralelamente, os juros começariam a ser elevados no próximo ano.

O fim dos juros baixos nos Estados Unidos estimula a retirada de capitais financeiros de países emergentes, como o Brasil. Desde o início da pandemia de covid-19, o Fed tem mantido os juros básicos no menor nível da história e injetado dólares na economia internacional.

Em relação ao mercado chinês, os temores de que uma eventual falência da Evergrande provoque um efeito dominó que diminua as exportações do Brasil e de outros países emergentes. Caso a segunda maior economia do planeta desacelere e consuma menos commodities, como soja, petróleo e minério de ferro, o Brasil seria atingido. Desde 2009, a China é o principal destino das exportações brasileiras.

* com informações da Reuters

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Criptomoedas

O que é uma stablecoin e por que investir nessa criptomoeda?

Entenda como funciona as criptomoedas estáveis e quais as vantagens para os investidores. Mercado tem crescido cada dia mais.

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Uma das principais críticas às criptomoedas é sobre sua instabilidade. O valor da mais famosa delas, o Bitcoin, já variou mais de US$ 30 mil dólares só em 2021. Por isso, muitos investidores têm preferido apostar nas chamadas stablecoins.

Leia mais: Aprenda como investir na Bolsa de Valores com pouco dinheiro

O que é stablecoin?

O nome inglês tem tradução literal para “moeda estável”. A stablecoin é isso mesmo: uma criptomoeda que oferece estabilidade em seu valor. Não quer dizer que não existam variações, mas apenas que elas não são tão gritantes.

Como funciona?

O principal motivo que faz uma criptomoeda, como o bitcoin, variar tanto, é a falta de lastro. Em outras palavras, a falta de ancoragem em outro ativo deixa um vácuo de parâmetros. Não tem como comparar se está caro ou barato, é mais uma questão de oferta e demanda apenas. Ou seja, depende do interesse momentâneo.

Por isso, a stablecoin acaba sendo lastreada em ativos reais, como petróleo e dólar. Assim, é possível identificar parâmetros de alta e de queda. O valor só varia conforme seus ativos também variam.

Como exemplo, existe a stablecoin Tether – uma das mais famosas. Ela está lastreada em dólar, então seu valor é igual a US$ 1. Sempre que o dólar aumenta, ela aumenta e sempre que cai, ela cai. 

Qual a vantagem?

Dessa forma, qual é a vantagem em comprar um stablecoin no lugar do ativo. Porque um investidor compraria 500 Tether e não US$ 500, por exemplo?

“A vantagem de comprar uma stablecoin em vez do ativo no qual ela está lastreada (como o dólar, no caso do Tether) é conseguir combinar a estabilidade do ativo com a praticidade de uma moeda digital”. É o que explica a fintech Nubank, em seu blog.

Existem casos em que é mais barato fazer uma transação por stablecoin do que em dólar. Pois os meios para transação são mais práticos e menos burocráticos. Dessa forma, o público investidor acaba sendo um pouco específico.

Tipos

Para quem tem interesse em investir na área. Existem quatro tipos de stablecoin:

Centralizadas: geralmente lastreadas em moedas reais;

Cripto-colateralizadas: lastreadas em criptomoedas descentralizadas;

Commodity-colateralizadas: lastreadas em ativos, como ouro, imóveis, obras de arte etc.

Não-colateralizadas: baseada em algoritmos que definem quantidades de moedas em circulação.

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Bancos

Limite de transferências internacionais sobe para US$ 10 mil

Medida integra nova regulamentação do mercado de câmbio, por BC/CMN

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Crédito: investidorsardinha

Com a atualização das normas que regem o mercado de câmbio, a partir de 1º de outubro próximo, transferências internacionais poderão ser feitas até o limite de US$ 10 mil, conforme estabelece nova regulamentação do Banco Central (BC) e do Conselho Monetário Nacional (CMN).

‘Gastos correntes’ – Pelas novas regras, as transferências poderão ser feitas entre contas de um mesmo cliente (no país e no exterior), assim como para terceiros, sob a forma de ‘gastos correntes’. Nessa lista também entram finalidades, como manutenção de uma pessoa no exterior, aposentadorias, pensões e doações.

Segundo o BC, a medida deve impulsionar a demanda por eFx, assim batizado, pela autoridade monetária, o serviço prestado por empresas facilitadoras de pagamentos internacionais e de cartão, por exemplo, agora com teto de transferência ampliado.

Pequeno porte – Também foi facilitado o envio e recebimento de recursos internacionais, por meio do cartão de crédito, o que deve beneficiar mais diretamente o segmento de valores de pequeno porte, também conhecido como o de ‘transferências pessoais’. Neste caso, estão brasileiros no exterior que enviam dinheiro aos seus familiares, no Brasil, ou pais que o fazem a seus filhos, no exterior.

Novos operadores – Outra novidade da nova regra é permitir que instituições de pagamento peçam autorização à autoridade monetária para operar no mercado de câmbio, a partir de setembro de 2022, mediante operação apenas por meio eletrônico, sem qualquer troca física.

Remessa facilitada – Uma solução rápida, barata e simples, assim considera o chefe da subunidade do Departamento de Regulação Prudencial e Cambial do Banco Central, Lucio Holanda Oliveira, ao explicar que, a partir de agora, “uma pessoa detentora de cartão de crédito internacional poderá fazer uma remessa para ela mesma ser creditada no país”.

Competição favorecida – Oliveira acrescenta que as mudanças baixadas pelo governo, igualmente, favorecem a competição e expansão das fintechs que atuam como instituições de pagamentos, além de preservar os requerimentos referentes à Prevenção de Lavagem de Dinheiro (PLD) e àqueles referentes à prestação de informações ao BC.

Estrangeiro tem vez – As determinações do BC alcançam, ainda, os estrangeiros aqui residentes, que agora poderão abrir conta no país, antes limitada à abertura de conta de depósito, facilitando a vida de quem precisa de recursos no Brasil, assinalou o chefe do BC.

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