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Ações, Units e ETF's

Com salto de pelo menos 30% em ações do Banco do Brasil, aquisição dos papéis é bom negócio ou cilada?

Seis instituições elaboraram relatórios sobre o balanço e as perspectivas do BB para 2021, sendo que a valorização das ações pode variar entre 30,4% e 65,9%. Confira quais são suas recomendações.

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Banco do Brasil

Recentemente, o Banco do Brasil (BBAS3) divulgou o balanço do quarto trimestre de 2020. Com os resultados, os analistas ficaram divididos: enquanto uma parte percebe seu potencial e indicam a aquisição de ações, outros estão receosos e recomendam que investidores evitem a compra desses papéis.

Isso porque o levantamento indica uma disparada das ações do Banco do Brasil neste ano. Seis instituições elaboraram relatórios sobre o balanço e as perspectivas do BB para 2021, sendo que a valorização das ações pode variar entre 30,4% e 65,9%. Destes, quatro relatórios recomendam a aquisição das ações, enquanto os outros dois se mantêm neutros.

O Banco Safra é a instituição que mais aposta no crescimento do Banco do Brasil. O relatório é o único com recomendação de outperform, que é quando o desempenho esperado supera a média do mercado. Ademais, o Safra é o que aposta no maior preço-alvo, de R$ 56 por ação, o que representa um potencial de alta de 65,9%.

De acordo com os autores do relatório do Banco Safra, Luis Azevedo e Silvio Dória, embora os resultados do BB no quarto trimestre não tenham impressionado tanto, ficando dentro do esperado, o guidance de 2021 ficou um pouco acima do consenso do mercado, o que foi um atrativo para a dupla de especialistas.

O balanço do Banco do Brasil prevê um lucro líquido ajustado de R$ 16 bilhões a R$ 19 bilhões em 2021, com Retorno sobre Patrimônio Líquido Médio (ROAE) de 13,5%. “Considerando isso, vemos o Banco do Brasil negociando a múltiplos muito baixos, de 5,6 vezes o Preço/Lucro projetado para 2021, e de 0,8 vez o Preço/ Valor Patrimonial de 2021”, afirmam os analistas.

Outro ponto que deve ser positivo para o BB, além do preço, é a cautela na concessão de crédito. “Acreditamos que a composição conservadora de sua carteira de crédito será um diferencial em 2021, quando haverá deterioração no índice de inadimplência nos bancos”, disse Leo Monteiro, responsável pela análise da Ativa. A instituição prevê um preço-alvo de R$ 47 por ação e potencial de alta de 39,2%.

As duas instituições mais céticas em relação ao balanço trimestral do Banco do Brasil são a Ágora e o BTG Pactual. Ambas apresentaram recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 44 e R$ 48 e potencial de alta de 30,4% e 42,2%, respectivamente. Segundo analistas da Ágora, o BB deverá apresentar “muito mais do que resultados melhores” para uma mudança na recomendação.

A gestora defende que somente o fato de ação ser negociada por múltiplos baixos não é atrativo, uma vez que isso indica que os investidores devem esperar mais antes de adquirir os papéis. “O mercado espera que mensagens mais fortes sejam transmitidas, provavelmente apontando para cortes de custos mais agressivos ou pelo menos algumas outras iniciativas que possam desbloquear valor de uma forma mais eficaz (apenas vender subsidiárias não deve ser a solução)”, diz o relatório.

Os analistas da Ágora ainda acrescentam que “a menos que nós e o mercado tenhamos qualquer indicação nesse sentido, é improvável que as ações saiam do nível 0,7vez o Preço/Valor Patrimonial por Ação em que estão sendo negociadas.”

Já o BTG Pactual defende que é necessário reiterar “a agenda de eficiência, aliada ao plano de vendas/parcerias de ativos (BV e IPO Elo, o que fazer com a Cielo, venda de participação na BB Asset etc.)”, e assim será possível fazer com que as ações do banco sejam reavaliadas.

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