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Investimentos

Corretoras poderão oferecer BDRs para Pessoas Físicas no início de setembro, diz Palhares

Nova regra passa a ser válida no início de setembro e conta com disponibilização de ETFs e títulos de dívidas no exterior.

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bdrs

A B3 está trabalhando para oferecer os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) para investidores de varejo em curtíssimo prazo. Na última terça-feira, 11, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou a mudança das regras para o segmento, válidas a partir de 1º de setembro. 

Além das ações estrangeiras, estarão disponíveis fundos de índice (ETFs) e títulos de dívida no exterior. O novo regulamento também permite que empresas brasileiras listadas em bolsas no exterior emitam seus BDRs no mercado local. 

Segundo a regra, o emissor estrangeiro deve ter como principal mercado de negociação uma bolsa com sede no exterior definida como “mercado reconhecido”. De acordo com os diretores da B3, a princípio, as bolsas que se encaixam nesse critério seriam as norte-americanas. As corretoras locais também vão precisar passar por adaptações em seus canais, de modo que os home brokers possam oferecer investimentos a pessoas físicas. 

“Agora entramos numa fase que a B3 e os agentes de mercado vão começar a se debruçar na operacionalização dos produtos para clientes pessoas físicas”, disse Mários Palhares, diretor de produtos listados. Segundo ele, esse processo pode ocorrer logo no início de setembro, “ou um pouco depois”.  Em um segundo momento, a bolsa também vai trabalhar para que as empresas listadas no exterior possam listar seus BDRs no Brasil. 

Felipe Paiva, diretor de relacionamento com cliente da B3, afirmou que as ações de empresas do exterior podem ser objetos de listagem no Brasil, em caso de BDRs não-patrocinados. “Estamos discutindo com as companhias para compreender o entendimento delas em relação a se vão ser patrocinados ou não patrocinados ou se têm o desejo de fazer o registro para realizar follow-on no Brasil”, completou.

A B3 tem cerca de 500 empresas estrangeiras à disposição dos investidores. A negociação média se localiza abaixo de R$ 100 milhões ao dia. Atualmente, há quatro formadores de mercado atuando no segmento. De acordo com Palhares, a B3 fez uma mudança recente do lote padrão de negociação 100 para 10 BDRs. Também será disponibilizado a opção do mercado fracionário para BDRs, afirma o executivo.

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Ações, Units e ETF's

Hotmart e Ebanx preparam IPOs na Nasdaq

Empresas brasileiras registram forte crescimento e presença internacional

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Crédito: Folha UOL

Motivados pela temporada efervescente de lançamento de ações nos Estados Unidos, as brasileiras Hotmart e Ebanx também planejam realizar as respectivas ofertas iniciais (IPOs) na maior bolsa de tecnologia do mundo, a norte-americana Nasdaq.

Renome mundial – Desde o início do ano, a Hotmart prepara sua IPO, que deverá levantar US$ 400 milhões, sob a supervisão dos pesos-pesados JP Morgan, Morgan Stanley e Goldman Sachs, além de ser conduzida por investidores de renome mundial, como a gestora General Atlantic e o fundo soberano de Cingapura GIC.

Aporte da Advent – Já o Ebanx, que deverá fazer sua IPO somente no início do ano que vem (ainda sem estimativa de valores para a operação), recebeu, em junho último, aporte de US$ 430 milhões do fundo de private equity Advent.

Valor similar – Celebrizada por responder pelos pagamentos da empresa de streamig Spotify, a Ebanx poderá captar um valor similar ao da Hotmart. Só em 2020, a paranaense Ebanx, presente em 15 países da América Latina, processou 145 milhões de transações.

Forte crescimento – A posição de destaque de ambas as companhias brasileiras decorre do ‘forte crescimento obtido nos últimos anos, inclusive com operações importantes fora do Brasil’.

Vez do Nubank – Avaliado em torno de US$ 50 bilhões, o Nubank também está perto de listar suas ações, o que deve ocorrer entre outubro e novembro.

Nada a declarar – A Hotmart, por sua vez, informou, em nota, que a empresa “não tomou (ainda) nenhuma decisão, nem tem previsão de anunciar um movimento nesse sentido”.

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Agronegócio

Ucrânia conclui colheita de trigo em 33 mi toneladas

Volume da safra 20/21 representa alta de 33%

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A Ucrânia concluiu a safra de trigo de 2021. E o resultado final representa um alta de 33% em relação ao volume colhida no último ciclo. Ao todo, foram 33 milhões de toneladas com um rendimento de 4,65 toneladas por hectare, segundo informou o Ministério da Agricultura do país na sexta-feira

Na safra anterior, foram 24,9 milhões de toneladas de trigo produzidas. Até setembro, 45,7 milhões de toneladas de grãos foram colhidos em 65,3% da área plantada, com a produção média de 4,39 toneladas por hectare. As exportações 2020/21 foram registradas em 44,7 milhões de toneladas e podem saltar para 60,7 milhões de toneladas em 2021/22.

O país planeja ainda atingir um recorde de 80,6 milhões de toneladas de grãos em 2021, ante 65 milhões de toneladas em 2020. No ano passado, a Ucrânia também colheu 24,9 milhões de toneladas de trigo e 7,6 milhões de toneladas de cevada.

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Agronegócio

Café avança e açúcar recua

Interrupção no fornecimento asiático, alta do dólar e energia influenciaram variações

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Nesta sexta-feira, os contatos futuros do café robusta subiram para uma máxima de quatro anos na ICE. Embora o fluxo de fornecimento do maior produtor, o Vietnã, estejam interrompidas, em virtude da pandemia do Covid-19 e falta de capacidade de carga em contêineres, o produto registrou recuperação na demanda, o que ajudou a restringir a oferta.

Para novembro, o café robusta fechou em alta de 44 dólares, ou 2,1%, em 2.151 dólares a tonelada, após atingir a máxima de quatro anos, de 2.157 dólares. Segundo os operadores, houve uma procura maior pelos grãos de robusta nas últimas semanas, devido ao alto custo do café arábica. Os estoques de robusta da bolsa caíram de 141.330 toneladas para 131.270 toneladas.

Já o café arábica recuou 1,75 centavo de dólar, ou 0,9%, em 1,864 dólar por libra-peso para dezembro. No Brasil, a expectativa futura é positiva, já que há previsão de chuvas nas áreas cafeeiras do Brasil para os próximos meses. Em nota, a exportadora Comexim informou que “o mercado de café está atento à previsão do tempo e bastante positivo, esperando chuvas que podem induzir uma floração”.

Por outro lado, os preços do açúcar diminuíram. Para outubro, o açúcar bruto ​​fechou em queda de 0,31 centavo de dólar, ou 1,6%, em 19,18 centavos de dólar por libra-peso. Já o açúcar branco fechou em queda de 8,10 dólares, ou 1,6%, em 504,80 dólares a tonelada para dezembro. De acordo com os operadores, os preços do dólar e da energia contribuíram para a variação.

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