Conecte-se conosco

Ações, Units e ETF's

Ibovespa inicia abril em queda com fiscal, política e Covid endossando ajuste

Índice de referência do mercado caiu 1,18%, a 115.253,31 pontos

Publicado

em

Ibovespa encerra o pregão com alta de 0,87%, aos 122.964,01 pontos

O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira (1), véspera de feriado, em sessão de ajustes após performance positiva em março e com permanentes preocupações com o cenário fiscal e a situação política no Brasil, além do coronavírus.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,18%, a 115.253,31 pontos, encerrando a semana mais curta com elevação de 0,41%. No pior momento do pregão, chegou a 114.990,54 pontos.

O volume financeiro nesta quinta-feira somou 27,5 bilhões de reais, bem abaixo da média diária do ano, de 37,2 bilhões de reais. Na sexta-feira, a B3 (SA:B3SA3) estará fechada em razão do feriado do dia da Paixão de Cristo.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,18%, a 115.253,31 pontos,

Ibovespa

No mês passado, o Ibovespa subiu 6%, o primeiro desempenho positivo de 2021 e melhor resultado para março desde 2016, em meio a expectativas relacionadas a vacinas contra a Covid-19, apesar do país viver o pior momento da pandemia.

Estrategistas do BTG Pactual (SA:BPAC11) ressaltaram que, apesar da alta, os preços (valuations) das ações na bolsa paulista ficaram mais atrativos, na esteira de resultados corporativos melhores do que o esperado na última safra de balanços.

“O Ibovespa voltou a ser negociado (com múltiplo) em linha com sua média histórica, um nível que não era visto desde abril de 2020”, afirmaram Carlos Sequeira e Osni Carfi, em relatório a clientes com as recomendações para o mês de abril.

Bolsa

Mesmo com ‘valuations’ mais atrativas, entretanto, eles ponderaram que as preocupações com a situação fiscal do país, uma profunda crise de saúde pública e tensões políticas estão mantendo os investidores, principalmente estrangeiros, de lado.

Dados da B3 mostram que, em março até o dia 30, o saldo de estrangeiro no segmento Bovespa estava negativo em 3,3 bilhões de reais, no segundo mês seguido de saída líquida de estrangeiros do mercado secundário de ações brasileiro.

No ano, as entradas ainda superam as saídas em 13,4 bilhões de reais, de acordo com os dados mais recentes disponibilizados pela bolsa, que não incluem dados sobre as ofertas de ações (IPOs e follow-ons).

Cenário

Da cena fiscal, a semana acabou com o foco voltado para as negociações envolvendo o Orçamento do ano aprovado na semana passada pelo Congresso, com aparente descompasso entre as alas política e econômica do governo sobre o tema.

Na visão do analista da Clear Corretora Rafael Ribeiro, o declínio nesta sessão também está atrelada a dados da indústria nacional, que decepcionaram e revelam o arrefecimento da economia.

A produção da indústria caiu 0,7% em fevereiro na comparação com o mês anterior, contrariando expectativa de economistas de crescimento e interrompendo nove meses de resultados positivos, de acordo com dados do IBGE nesta quinta-feira.

Nesse cenário, a bolsa mais uma vez descolou do exterior. Wall St fechou com o S&P 500 renovando recorde, cima dos 4.000 pontos, impulsionado por Microsoft (NASDAQ:MSFT) (SA:MSFT34), Amazon (NASDAQ:AMZN) (SA:AMZO34) e Alphabet (NASDAQ:GOOGL) (SA:GOGL34), além de otimismo sobre a recuperação norte-americana.

A B3 também divulgou nesta quinta-feira a primeira prévia da carteira teórica do Ibovespa para o período de maio a agosto, com a entrada da ação da Locaweb (SA:LWSA3).

DESTAQUES
  • BRADESCO PN (SA:BBDC4) caiu 3,66% e ITAÚ UNIBANCO PN (SA:ITUB4) cedeu 3,06%, tendo no radar discussões relacionadas ao orçamento e receios fiscais. As ações ampliaram as perdas no final após ruídos sobre medidas de tributação que afetem o setor, incluindo mudanças nas regras nesse sentido em relação a fundos de investimento, tributação sobre lucros e dividendos.
  • QUALICORP ON (SA:QUAL3) recuou 4,42%, mais uma vez entre as maiores perdas, ainda na esteira do resultado trimestral divulgado na noite de terça-feira, que mostrou queda em receitas, desempenho operacional e margens. Para o BTG Pactual, além de números poluídos no quarto trimestre, a parte recorrente dos resultados ainda mostra perspectivas pouco claras.
  • COGNA ON (SA:COGN3) fechou em baixa de 3,52%, devolvendo a alta da véspera, quando divulgou balanço trimestral e executivos falaram com analistas. Para o Credit Suisse (SIX:CSGN), as decisões relacionadas à operação presencial em 2020 e ao balanço de contas a receber e intangíveis foram corretas. “No entanto, a magnitude dos efeitos do ‘turnaround’ ainda não foi observada.”
  • GERDAU PN (SA:GGBR4) recuou 2,78%, após renovar cotação recorde intradia mais cedo, a 30,77 reais, com o setor de mineração e siderurgia na bolsa paulista como um todo fechando no vermelho. VALE ON (SA:VALE3) caiu 0,59%, mesmo após alta dos preços futuros do minério de ferro na China.
  • PETROBRAS PN (SA:PETR4) caiu 0,87%, seguindo a dinâmica mais negativa na bolsa, sem conseguir acompanhar a alta dos preços do petróleo no exterior, onde o Brent subiu 3,38%, a 64,86 dólares o barril.
  • BRASKEM PNA (SA:BRKM5) fechou em alta de 2,19%, tendo renovando cotação recorde intradia a 41,17 reais. Nessa semana, analistas do Santander Brasil (SA:SANB11) reiteraram recomendação de ‘compra’ para a ação e elevaram o preço-alvo de 28 para 47 reais, avaliando que a petroquímica continua bem posicionada para aproveitar a sólida demanda por produtos petroquímicos.
  • B2W ON (SA:BTOW3) valorizou-se 1,35%, em sessão de recuperação de papéis atrelados ao ecommerce, após a companhia fechar março com declínio de quase 26%. MAGAZINE LUIZA ON (SA:MGLU3) subiu 0,99% e VIA VAREJO ON (SA:VVAR3) avançou 1,49%.
  • M.DIAS BRANCO ON (SA:MDIA3), que não está no Ibovespa, caiu 6,19%, após queda no lucro do quarto trimestre, pressionado por maiores custos com trigo e câmbio e recuo da demanda interna recuou. A Mirae Asset destacou que, no geral, o desempenho operacional foi mais fraco do que o esperado, e que o resultado só não foi pior em razão do aumento de preços no período.

Publicidade
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Ações, Units e ETF's

Hotmart e Ebanx preparam IPOs na Nasdaq

Empresas brasileiras registram forte crescimento e presença internacional

Publicado

em

Crédito: Folha UOL

Motivados pela temporada efervescente de lançamento de ações nos Estados Unidos, as brasileiras Hotmart e Ebanx também planejam realizar as respectivas ofertas iniciais (IPOs) na maior bolsa de tecnologia do mundo, a norte-americana Nasdaq.

Renome mundial – Desde o início do ano, a Hotmart prepara sua IPO, que deverá levantar US$ 400 milhões, sob a supervisão dos pesos-pesados JP Morgan, Morgan Stanley e Goldman Sachs, além de ser conduzida por investidores de renome mundial, como a gestora General Atlantic e o fundo soberano de Cingapura GIC.

Aporte da Advent – Já o Ebanx, que deverá fazer sua IPO somente no início do ano que vem (ainda sem estimativa de valores para a operação), recebeu, em junho último, aporte de US$ 430 milhões do fundo de private equity Advent.

Valor similar – Celebrizada por responder pelos pagamentos da empresa de streamig Spotify, a Ebanx poderá captar um valor similar ao da Hotmart. Só em 2020, a paranaense Ebanx, presente em 15 países da América Latina, processou 145 milhões de transações.

Forte crescimento – A posição de destaque de ambas as companhias brasileiras decorre do ‘forte crescimento obtido nos últimos anos, inclusive com operações importantes fora do Brasil’.

Vez do Nubank – Avaliado em torno de US$ 50 bilhões, o Nubank também está perto de listar suas ações, o que deve ocorrer entre outubro e novembro.

Nada a declarar – A Hotmart, por sua vez, informou, em nota, que a empresa “não tomou (ainda) nenhuma decisão, nem tem previsão de anunciar um movimento nesse sentido”.

Continue lendo

Ações, Units e ETF's

Ibovespa fecha em baixa de 2,07%, aos 111.439,37 pontos

O dólar encerrou em alta de 0,32%, a R$ 5,2821

Publicado

em

Crédito: Suno

O Ibovespa fechou a sessão desta sexta-feira (17) em baixa de 2,07%, aos 111.439,37 pontos, com volume de R$ 44,6 bilhões.

O dólar, por sua vez, encerrou em alta de 0,32%, R$ 5,2821, com exterior e Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), entre a mínima de R$ 5,2524 e máxima de R$ 5,3474.

Conforme o BTG Pactual, o Ibov foi influenciado pela baixa das commodities, bem como pelo desempenho negativo das bolsas lá fora e aumento de imposto no Brasil.

Em Nova York, o Dow Jones caiu 0,48%, aos 34.582,90 pontos, e o S&P 500 recuou 0,92%, aos 4.432,74. O Nasdaq caiu 0,91%, aos 15.043,97.

Segundo analistas, os mercados europeus seguiram NY de perto e, diante do mau humor de Wall Street, aprofundaram baixas.

Já na Europa, o Stoxx caiu 0,96%, aos 461.48). Em Frankfurt, a bolsa recuou 1,05%. Em Londres, caiu 0,93%. Em Paris, recuou ,79%. Madri subiu 0,40%.

Ibovespa: entre altas e baixas

Confira as 3 maiores altas do Ibovespa de hoje, segundo a Eleven Financial:
📈#VIVT3 +1,45% (R$ 42,11)
📈#MGLU3 +1,22% (R$ 16,57)
📈#NTCO3 +1,14% (R$ 48,10)

Confira as 3 maiores baixas do Ibovespa de hoje:
📉#BIDI11 -7,02% (R$ 60,01)
📉#GGBR4 -6,82% (R$ 24,60)
📉#GOAU4 -5,59% (R$ 11,48)

Crédito: Suno Research

Coronavírus

Levantamento do consórcio de imprensa mostra que o Brasil registrou na quinta-feira (16) 637 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, com o total de óbitos chegando a 589.277 desde o início da pandemia.

Assim, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias ficou em 582 –acima da marca de 500 pelo terceiro dia seguido. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -7% e aponta tendência de estabilidade pelo segundo dia, após 22 dias seguidos em queda.

Também disse que o número de casos registrados em 24 horas, de 35.128, é o maior em quase um mês, mas isso se deve à inserção de uma só vez de mais de 22 mil casos represados por parte de São Paulo, após ajuste no sistema de notificações.

Continue lendo

Ações, Units e ETF's

CSN (CSNA3): BB Investimentos recomenda Compra com preço-alvo em R$46

Resultados excelentes em cenário favorável

Publicado

em

CSN (CSNA3): BB Investimentos recomenda Compra com preço-alvo em R$46

O BB Investimentos analisou o ativo CSN (CSNA3) em seu portfólio e optou por manter a recomendação de Compra com preço-alvo em R$ 46 por ação.

De acordo com a instituição financeira, o ano de 2021 tem sido bastante positivo para a companhia, que no primeiro semestre apresentou resultados excelentes, aproveitando-se do cenário favorável para os segmentos de siderurgia, mineração e cimentos, com recordes em diversos indicadores.

Também disse que a forte geração de caixa operacional e sua disciplina financeira e de capital levaram a uma redução substancial do seu nível de alavancagem financeira, atingindo antecipadamente suas metas previstas para o final de 2021, que considerávamos ambiciosas quando de sua divulgação.

CSN (CSNA3): BBB Investimentos recomenda Compra com preço-alvo em R$46

CSN

Ainda de acordo com o BB, a empresa deu importantes passos em direção às estratégias de crescimento e geração de valor estabelecidas pelo grupo, tais como a independência dos negócios – com o IPO da CSN Mineração – e a forte expansão no segmento de cimento – com a aquisição da Elizabeth Cimentos e a recém-anunciada aquisição da LafargeHolcim, que robusteceram a tese de investimento para a abertura de capital da CSN Cimentos.

“Apesar do cenário de cautela para mineração, com as fortes quedas de preços de minério de ferro, sobretudo pela desaceleração do ritmo da atividade siderúrgica na China, entendemos que as perspectivas são de bons resultados para a CSN nos próximos trimestres, sustentados pelos preços de aço elevados no mercado interno, bem como demanda aquecida no setor de cimento e margens ainda atrativas na mineração, em função dos baixos custos de produção da empresa frente aos pares internacionais”, destacou.

Veja CSNA3 na Bolsa:

CSN (CSNA3): BBB Investimentos recomenda Compra com preço-alvo em R$46

Continue lendo

MAIS ACESSADAS