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Nestlé cria fertilizante a partir de resíduos de Kit Kat

Fábrica do Reino Unido começou a testar a novidade em propriedades rurais que fornecem trigo para a fabricação de chocolates.

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A unidade da Nestlé, no Reino Unido, decidiu inovar e iniciou testes para criar fertilizantes de baixo carbono, a partir das cascas de cacau utilizadas na fabricação do chocolate KitKat. Isso mesmo, a solução pode estar dentro da própria fábrica.

A ideia é avaliar por dois anos o desempenho do novo fertilizante na produção agrícola, na preservação do solo e, também, na redução das emissões de gases de efeito estufa.

Se a novidade se mostrar eficaz, a Nestlé já divulgou que será possível produzir até 7 mil toneladas de fertilizantes de baixo carbono. Eles seriam destinados aos agricultores de trigo que fazem parte da cadeia de abastecimento da fábrica.

Essas 7 mil toneladas equivalem a cerca de 25% de todo o fertilizante utilizado pela Nestlé, no Reino Unido, para cultivar trigo. A expectativa é que os resultados sejam positivos e o cenário mude nas próximas décadas.

Origem

As cascas de cacau são fornecidas pela empresa Cargill, dos Estados Unidos. É ela quem processa o cacau nas instalações da indústria que ficam na cidade de York até ele ficar pronto para o preparo de produtos, como Kit Kat e Aero.

Além da Nestlé, estão envolvidas também nessa fase de testes a CCm Technologies, que fica em Swindon, e a Fera Science, de York. Elas vão monitorar o uso do novo fertilizante em fazendas de Suffolk e Northamptonshire.

As duas empresas vão investigar o desempenho do produto em termos de rendimento e qualidade do trigo, impactos na biodiversidade do solo e as emissões de gases estufa, comparando os índices com os produtos convencionais.

Meta

A Nestlé estipulou uma meta ambiciosa para o futuro. A companhia pretende atingir zero emissões líquidas até 2050 e obter 50% dos seus ingredientes principais a partir de métodos regenerativos, até 2030. A ideia de criar um fertilizante com baixa emissão de carbono surge como um complemento e um reforço dessa meta.

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG), com especialização em Comunicação Digital, e que trabalha há 14 anos como repórter e redator

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