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Economia

Nova Délhi proíbe exportação de 1,8 milhão de tonelada de trigo na Índia

A Índia é o segundo maior exportador de trigo do mundo, e os compradores contavam com esta remessa após a interrupção de fornecimento com a Rússia.

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Devido a uma onda de calor que prometeu comprometer a produção de trigo na Índia, Nova Délhi proibiu as exportações do grão que já estavam nos portos. Foram cerca de 1,8 milhão toneladas de trigo, que agora serão vendidos a preços mais baixos no mercado interno.

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Dias atrás, o país comemorava o recorde de exportação, que seria de 10 milhões de toneladas neste ano. A notícia fez com que os preços do grão aumentassem nos contratos futuros com os Estados Unidos, chegando ao limite diário de 70 centavos de dólar por bushel.

Exportações com cartas de crédito que foram emitidas antes do dia 13 de maio podem seguir seus rumos, as demais entram na nova decisão de proibição.

Com isso, os exportadores não sabem bem o que fazer, pois eles só conseguirão exportar 400 mil toneladas de trigo, contra 2,2 milhões de toneladas paradas nos portos do país.

Alguns exportadores estão pensando em declarar força maior para os clientes do exterior: “Compramos trigo de comerciantes e transferimos para os portos”, disse o comerciante.

“Nossa intenção é cumprir os compromissos de exportação, mas não podemos anular a política do governo. Portanto, não temos qualquer opção a não ser declarar força maior.”

A Índia é o segundo maior exportador de trigo do mundo, e os compradores contavam com esta remessa após a interrupção de fornecimento com a Rússia, devido a guerra da Ucrânia.

A dificuldade de importação cresce para países como Bangladesh, Indonésia e Emirados Árabes, ainda mais com o aumento dos preços globais.

Os portos que mais acumulam toneladas de trigo na Índia agora são os de Mundra e Kandla, com cerca de 1,4 milhão de toneladas.

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