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Economia

Novo reajuste: gasolina e diesel ficam mais caros para as refinarias nesta segunda

Óleo diesel acumula alta de 65% e gasolina de 73% só em 2021. Preços devem continuar subindo até o final do ano.

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Um dos fatores que puxa a inflação para altos patamares é o constante aumento dos combustíveis. Só em 2021 a gasolina subiu 73% e o diesel mais de 65%, desde janeiro. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Leia mais: Gasolina está cara? Confira 3 formas de economizar na hora de abastecer

Para agravar o problema, a Petrobras divulgou nova rodada de aumentos nesta segunda-feira (25). De acordo com a estatal, a gasolina subirá 7% e o diesel 9%. Os preços atualizados serão aplicados às refinarias a partir desta terça-feira (26). Isso quer dizer que não necessariamente o aumento será repassado aos consumidores. Pelo menos, não de forma imediata, é o que se espera.

Gasolina bate recordes

Os reajustes no preço final (aplicado na bomba) dependem de mais fatores. No caso, é preciso avaliar as porcentagens dos impostos e da margem de lucro das distribuidoras.

Apesar disso, a ANP aponta para o preço médio de R$ 6,36 o litro da gasolina no Brasil. Em algumas unidades da Federação, o valor já ultrapassa a casa dos R$ 7.

Política de preços

Desde 2016, a Petrobras adora um reajuste de preços pautado pelas variações internacionais do petróleo. Desde a última alta anunciada pela estatal no Brasil, o petróleo já subiu quase 4%. Atualmente, o barril do tipo Brent (padrão) aumentou e ficou cotado a US$ 86,35.

A ANP também chegou a apontar mais de oito altas consecutivas no preço do barril de petróleo. O valor está em constante elevação e reflete diretamente no preço dos combustíveis. Entenda o que fez o prelo subir:

Por que o petróleo está tão caro?

Aumento na demanda

No último dia 28 de setembro, o preço do barril do tipo Brent passou de US$ 80. É a primeira vez que atinge um valor nesse patamar desde 2018. Porém, este não é um fator isolado que faz o preço crescer no mundo inteiro.

A China, por exemplo, tem utilizado mais gás natural para substituir o uso do carvão. Isso faz com que o petróleo eleve seu custo. Na Europa, o gás natural também tem sido utilizado com mais frequência.

Alguns parques eólicos produziram menos por conta da escassez de ventos. De modo geral, o mundo passa por uma crise energética, o que faz o petróleo seu mais utilizado e subir de preço. Em contrapartida, a produção do combustível fóssil não aumentou.

Dólar em alta

O preço do barril é avaliado em dólar. Portanto, toda vez que o dólar sobe, o petróleo acompanha a alta. Em especial no Brasil, o dólar tem quebrado recordes de altas.

Analistas dizem que um dos principais problemas está na crise institucional. As brigas entre os poderes geram insegurança e pouco investimento no país. Isso eleva cada vez mais a cotação da moeda norte-americana.

Biocombustíveis caros

Os biocombustíveis também ficaram mais caros. Eles são componentes que compõe combustíveis como gasolina e diesel. Tanto o etanol quanto o biodiesel ficaram mais caros.

Esse encarecimento também está ligado à crise energética e à crescente demanda diante da mesma oferta.

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Automobilística

Detran divulga lista de motoristas com a CNH suspensa, cancelada ou cassada

Ao acessar documento, motorista poderá consultar o tipo de penalidade aplicada, número do processo e o prazo para a apresentação de recurso.

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Perder CNH

Condutores notificados devem apresentar recurso ou entregar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Foi o que divulgou o Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) na última segunda-feira, 22.

Leia mais: Comissão aprova 14º salário para segurados do INSS até 2023

Segundo o edital, a apresentação do recurso ou entrega da carteira deve acontecer no prazo de até 30 dias a partir da data de publicação da lista de nomes.

Os motoristas foram notificados em razão de penalidades do trânsito relacionadas à suspensão, cancelamento ou cassação do direito de dirigir.

Ao consultar o documento, o interessado encontrará informações básicas, como o nome do condutor, o tipo de penalidade aplicada, o fundamento legal com base no Código de Trânsito Brasileiro, número de processo e o prazo para apresentação de recurso ou entrega da CNH.

Para fazer o download do edital, acesse aqui e vá direto para a página 54 do arquivo.

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Economia

Comissão aprova 14º salário para segurados do INSS até 2023

Benefício busca reduzir os impactos da pandemia entre os segurados da Previdência. Saiba o que muda com a recente aprovação.

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14º SALÁRIO DO INSS

Foi aprovada na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados a proposta que estabelece o pagamento do 14º salário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Leia mais: Sem o ICMS, como fica o preço da gasolina daqui para frente?

Segundo o texto do projeto, o abono terá o valor máximo de até dois salários mínimos e será destinado aos aposentados, pensionistas e segurados que recebem auxílios pela autarquia (por morte, reclusão, acidente ou doença). Já os pagamentos acontecerão até 2023.

O 14º salário do INSS foi criado por meio do Projeto de Lei 4367/20, de autoria do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS). Enquanto esteve na CTF, o relator e deputado Fábio Mitidieri (PSD-SE) recomendou a aprovação da medida. Para ele, o benefício busca reduzir os impactos da pandemia entre os segurados da Previdência.

“Além de ser composto, em sua maioria, por pessoas de baixa renda, seus benefícios foram severamente corroídos pela inflação que assola o País desde 2020 e que também deverá ser elevada em 2021”, disse Mitidieri. Segundo o congressista, a grande maioria dos beneficiários também não dispõe de capacidade laboral para melhorar o sustento da família.

Fonte de recursos

Buscando adequar a proposta à legislação fiscal, que exige uma compensação financeira em caso de ampliação ou criação de despesas públicas, Mitidieri definiu três pilares que funcionarão como fonte de recursos para a medida:

  • revogação de diversas isenções fiscais;
  • redirecionamento dos dividendos arrecadados de estatais dos setores bancário e de combustíveis (Petrobras) para o financiamento do programa até 2023;
  • aumento das alíquotas da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) sobre os setores financeiro e de combustíveis entre 2022 e 2023.

Com a aprovação, a proposta tramita em caráter conclusivo, devendo ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Caso receba um parecer favorável, ela então seguirá para apreciação pelo Senado. Para entrar em vigor, o projeto precisa ainda da sanção presidencial.

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Economia

Sem o ICMS, como fica o preço da gasolina daqui para frente?

Acompanhe as últimas atualizações nos valores dos combustíveis e descubra se a isenção do tributo está fazendo a diferença nos preços.

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Combustível ICMS

Os estados e o Distrito Federal, na tentativa de conter os avanços nos preços dos combustíveis, optaram por congelar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Agora, a incidência do tributo sobre o preço dos combustíveis é nula entre os período de 1º de novembro de 2021 e 31 de janeiro de 2022.

Leia mais: Faça as contas: Quanto custa um ano de combustível dos carros econômicos?

A ação, que busca suavizar a disparada de preços, não conseguirá segurar os futuros reajustes da gasolina e do diesel, por exemplo. O motivo está associado a um dos “motores” que causam esse aumento, neste caso, a desvalorização do real em relação ao dólar.

A alta acumulada da moeda chega a 7,82% sobre o real só este ano e, como ela está atrelada ao valor do petróleo, há chances de subida dos combustíveis mesmo com o ICMS zerado, fato visto no começo deste mês. No mês de outubro, a gasolina subiu 3,10%, seu maior impacto individual na inflação até então.

Mas e como está a gasolina hoje com o ICMS zerado?

Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina nos postos de todo o país apresentou estabilidade na última semana, com a média de R$ 6,752 sendo cobrada pelo litro. Em 2021, a alta acumulada do produto é de 49,48%.

No caso do diesel, o cenário da semana passada também foi estável nos preços, em que o litro foi comercializado na média de R$ 5,356. Já alta acumulada do produto é de 47,35%. O botijão de gás também foi outro que manteve o preço médio, custando cerca de R$ 102,27.

O único que apresentou subida foi o etanol, que aumentou 0,37% no mesmo período, custando em média R$ 5,414 e acumulando 70,25% de alta no ano.

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