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Economia

Para CEO da Reach Capital, 2º turno entre Bolsonaro e Luna não é o ideal

Apesar do cenário turbulento na política, à frente, enxerga boas oportunidades de investimentos no curto prazo

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CEO da Reach Capital, Ricardo Campos diz acreditar que um eventual segundo turno entre Bolsonaro e Lula não é o ideal.

Ele deu entrevista ao portal Money Times e declarou que apesar do cenário turbulento na política, à frente, enxerga boas oportunidades de investimentos no curto prazo – seja na renda fixa, seja no mercado de ações.

Também destacou que, vença quem vencer, a Reach mantém seu plano de multiplicar por oito o patrimônio sob gestão nos próximos dois anos, saltando dos atuais R$ 500 milhões para R$ 4 bilhões. Ele tem 27 anos de experiência no mundo dos investimentos.

“Tem muita coisa boa no Brasil para se investir”, afirmou.

Para CEO da Reach Capital, 2º turno entre Bolsonaro e Luna não é o ideal

Reach Capital

De acordo com o especialista, em setembro do ano passado a Bolsa saiu de 94 mil para 116 mil pontos. “Acho que uma valorização de 23% em cinco meses é boa, não? O cenário internacional está melhorando. No começo do ano, a previsão era que a economia global crescesse 5,2% em 2021. Agora, já está em 5,6%, puxada pelos EUA. Biden aprovou o pacote de estímulos à economia e já anunciou um novo”, disse.

E acrescentou: “a vacinação está acelerando por lá, com 130 milhões de doses produzidas em março. Em fevereiro, eram apenas 48 milhões. Nesse ritmo, em junho, entre 60% e 70% dos americanos com mais de 12 anos estarão vacinados.”

Ricardo Campos

Quando à zona do Euro, a previsão de crescimento caiu de 4,6% para 4,2%, mas ainda assim, é muito boa, porque a Europa não cresce há muitos anos. A China deve crescer 8%. Os juros baixos e os estímulos fiscais permitem boas perspectivas de crescimento mundial.

Em relação ao Brasil, ele disse que o país cresceu mais que o esperado em 2020, devido ao auxílio emergencial. “O cenário é novamente desafiador, por causa da segunda onda da pandemia e dos lockdowns. Provavelmente, vamos vacinar todos os grupos de risco até o fim de maio ou junho. Há algum tempo, o Brasil aplicava 300 mil doses por dia. Hoje, já estamos em 700 mil. Entre setembro e dezembro, é provável que todos os brasileiros estejam vacinados”, destacou.

E disse mais: “agora, é claro que essa demora dos países emergentes em concluir a vacinação, em relação aos países desenvolvidos, terá reflexos no crescimento. O Brasil deve crescer cerca de 3,5% neste ano – o que, em termos reais, é praticamente zero, porque a maior parte será carrego estatístico.”

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