Economia
Preocupação fiscal pode voltar a pesar no mercado acionário
Investidores ficaram decepcionados com a estrutura do Renda Cidadã e avaliam falta de compromisso do governo.
As incertezas sobre a dinâmica das contas públicas após o anúncio do Renda Cidadã devem ditar o ritmo dos negócios no mercado acionário. Ontem, o Ibovespa sucumbiu ao mau humor após o governo anunciar o novo programa social. Os investidores ficaram decepcionados com a estrutura apresentada, por considerarem que não há um compromisso efetivo com a questão fiscal. A notícia levou o índice doméstico para os 94 mil pontos, patamar que não era visto desde junho.
Às 9h05, o Ibovespa futuro indicava recuo de 0,31%, aos 94.222 pontos.
O governo informou que pretende utilizar parte dos recursos do Fundeb e dos precatórios para bancar e ampliar o número de indivíduos no Renda Cidadã. A solução, no entanto, foi mal recebida pelo mercado que interpretou a iniciativa como uma forma de driblar o teto de gastos. Ontem, o diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFF) do Senado Federal, Felipe Salto, afirmou que a proposta do governo não está cancelando gastos para criar a nova despesa. “É preocupante, porque pode representar uma maneira de driblar a regra do teto de gastos”, afirmou.
Além das preocupações domésticas, os investidores também estarão atentos ao avanço da covid-19 no mundo. Ontem, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que disponibilizará cerca de 120 milhões de exames de diagnóstico rápido do novo coronavírus para países de baixa e média renda. De acordo com a Universidade Johns Hopkins, o mundo ultrapassou a marca de 1 milhão de mortes provocadas pelo coronavírus. O Brasil e os Estados Unidos são apontados como os países com os maiores números de óbitos.
Nos Estados Unidos, o mercado acompanha as negociações entre os democratas e os republicanos em torno de um novo pacote fiscal. Ontem, o presidente da Câmara, Nancy Pelosi apresentou a proposta de estímulo de US$ 2,2 trilhões, no entanto, os republicamos já sinalizaram que pretendem aprovar ajuda de apenas US$ 1 trilhão.
Há pouco, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou que o Índice Geral de Preço a Mercado (IGP-M) de setembro registrou alta de 4,34%, ante avanço de 2,74% em agosto. Com este resultado, o acumulado no ano sobe para 14,4% e, em 12 meses, para 17,94%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu de 3,74% em agosto para 5,92%.
Nos EUA, logo mais sai a pesquisa do Conference Board sobre confiança do consumidor.
Em Wall Street, o índice futuro do Dow Jones registrava queda de 0,19%, aos 27.430 pontos.

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