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Economia

Projeção de inflação para 2022 ‘encosta’ na meta e juros disparam

Incertezas sobre rumos da política monetária alimentam apostas de elevação da Selic

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Crédito: Site Terra

O avanço das projeções de que a inflação para 2022 (IPCA de 4,96%) já deverá ‘encostar’ no chamado teto da meta inflacionária do próximo ano (5%) serviu de senha para a disparada dos juros no mercado, face à incerteza do investidor com relação aos rumos da política monetária.

Susto e salto – O susto provocado entre os agentes financeiros do país se refletiu no ‘salto’, de 12,045% para 12,34% a taxa do CDI para janeiro de 2023.

Fim do aperto – Outro reflexo foi a precificação da Selic pelo mercado de juros, de 13,75%, para o fim do atual ciclo de aperto monetário, e no intervalo entre 13% e 13,25%, para o fim do ano que vem, pelos cálculos do estrategista-chefe da Renascença DTVM, Sérgio Gonçalves.

Encostando no teto – Uma piora muito expressiva. Assim define o atual momento monetário a estrategista-chefe da MAG Investimentos, Patrícia Pereira, para quem o fato de “o número de 2022 já ter encostado no teto, com mais de um ano de antecedência, é um sinal bem forte para o Banco Central”.

Credibilidade em xeque – De acordo com o cenário-base montado pela MAG, ocorreriam três elevações de 1,5 ponto percentual na Selic, até que a taxa básica atingisse o patamar de 12,25%, no fim do ciclo de aperto monetário pelo BC, previsto para março próximo. “Não consigo imaginar uma diminuição do ritmo, pois as expectativas estão indo embora e, de certo modo, a credibilidade do BC também”, aponta.

Cai expectativa – Em que pese as perspectivas de avanço da Selic, na avaliação da B3, a probabilidade de uma alta de 1,5 ponto percentual na taxa básica, em dezembro próximo, caiu de 60%, em 19 de novembro, para 47% ontem (22); a aposta em uma elevação de 1,75 ponto ficou em 20% e para dois pontos percentuais, de 25,9%.

Inflação por nove meses – “Se levarmos em conta fatores, como inércia maior, moeda mais fraca e expectativas de inflação ainda sob controle, concluímos que a atual onda inflacionária de dois dígitos poderá se estender por, pelo menos, nove meses consecutivos”, concordam os economistas do Rabobank, Mauricio Une e Gabriel Santos, ao preverem uma ‘descida lenta’ da inflação para 4,9%, no fim do próximo ano, com expectativa de retorno ao centro da meta somente em 2023.

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