Mercado de Trabalho
Quem está testando a semana de 4 dias no Brasil? Confira as empresas
Descubra como a semana de trabalho de 4 dias, já adotada globalmente, está sendo testada no Brasil em 2024. Empresas buscam melhorar produtividade, reter talentos e promover bem-estar.
Após quase quatro meses de meticuloso planejamento, 22 empresas brasileiras ingressaram no programa “4-Day Week,” iniciando os testes de uma semana de trabalho inovadora.
Originada na Nova Zelândia em 2019, a iniciativa já se espalhou por diversos países, e o Brasil agora abraça essa mudança em parceria com a consultoria Reconnect Happiness at Work.
Testando a semana de 4 dias no Brasil: o projeto-piloto
O projeto-piloto visa analisar a viabilidade de uma semana de trabalho reduzida, implementando a jornada de quatro dias. Nos últimos três meses, as empresas participantes se envolveram na fase preparatória, explorando os modelos e adaptando a estratégia à sua realidade.
Mais de 70% delas optaram por testar a semana de quatro dias com todos os funcionários, enquanto seis organizações experimentarão a jornada reduzida em determinados departamentos.
Modelo 100-80-100: uma nova abordagem para produtividade
O movimento “4-Day Week” propõe um modelo inovador, conhecido como 100-80-100. Nele, os profissionais mantêm 100% do salário ao trabalhar 80% do tempo, comprometendo-se a manter 100% de produtividade.
O cronograma de implementação foi cuidadosamente elaborado pelas empresas durante a fase de preparação, considerando estratégias como adotar a sexta-feira como dia de folga ou estabelecer um sistema de rodízio entre as equipes.
Desafios e objetivos: a busca por mais qualidade de vida
Entre os principais motivos que impulsionaram as empresas a participarem do projeto-piloto, estão os desafios para atrair e reter talentos, melhorar a produtividade, promover um ambiente de trabalho saudável e, claro, aumentar a qualidade de vida dos colaboradores.
A iniciativa é uma resposta ao crescente fenômeno do “quiet quitting”, no qual os profissionais fazem o mínimo necessário para manter o emprego, evidenciando a necessidade de repensar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Perspectivas e desafios fora do Brasil
A experiência internacional com a semana de trabalho reduzida apresenta perspectivas diversas. Em Portugal, por exemplo, os resultados não foram tão animadores quanto na Nova Zelândia, levantando questões sobre a eficácia do modelo em países com renda mais baixa.
No entanto, no Brasil, a empolgação e o engajamento são evidentes. Renata Rivetti, fundadora da Reconnect, enfatiza que o projeto é centrado na produtividade, não apenas na redução de horas.
Redefinindo a carreira: uma resposta à mudança de paradigma
Estudos recentes indicam que 76% dos trabalhadores estão repensando suas carreiras, especialmente após a pandemia. A semana de quatro dias surge como uma resposta às crescentes demandas por equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
A preocupação com questões trabalhistas, como a confidencialidade de informações e acidentes de trabalho, é evidente, mas as empresas buscam resolver esses desafios por meio de acordos com categorias e sindicatos.
Em um cenário onde as reuniões são apontadas como fator significativo de perda de produtividade, a busca por uma agenda mais eficiente é destacada. A mudança não é apenas sobre reduzir dias de trabalho, mas sobre promover um ambiente mais saudável, com impactos positivos na saúde mental, produtividade e satisfação do colaborador.
O projeto-piloto no Brasil representa uma tentativa corajosa de repensar o futuro do trabalho em busca de um equilíbrio mais sustentável e humano.

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