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Reino Unido autoriza parceria entre Google e Anthropic
Compahia é uma Big Tech.
A parceria entre o Google e a Anthropic, empresa de inteligência artificial (IA), foi liberada sem a necessidade de uma investigação antitruste mais aprofundada pelo órgão de regulamentação do Reino Unido, a Competition and Markets Authority (CMA). A CMA concluiu que o Google não obteve “influência material” sobre a Anthropic com o acordo, o que evitou uma análise mais rigorosa sobre possíveis violações das regras de fusão e aquisição.
A análise começou após o Google, que é controlado pela Alphabet Inc., anunciar um investimento de US$ 2 bilhões na Anthropic no ano passado. Além do financiamento, o Google firmou um acordo de nuvem com a startup. A CMA, que tem se destacado por seu papel de fiscalização sobre as grandes empresas de tecnologia e suas movimentações no setor de IA, expressou preocupações sobre uma possível “rede interconectada” de parcerias que poderia prejudicar a competição no mercado de IA.
Enquanto o investimento de US$ 4 bilhões da Amazon na Anthropic foi aprovado sem maiores problemas em setembro, a parceria da Microsoft com a OpenAI segue sendo analisada pela CMA. A Microsoft também teve acordos com a Mistral e a Inflection aprovados após investigações rápidas. A decisão de ontem representou um alívio para a Alphabet, já que a empresa enfrenta uma série de investigações antitruste na Europa e nos Estados Unidos, incluindo uma que pode forçar a venda de seu navegador Chrome.
O Google, por sua vez, obteve ações sem direito a voto na Anthropic e garantiu alguns direitos de consulta sobre questões comerciais importantes, mas não adquiriu controle sobre a governança da empresa. A Anthropic reafirmou sua independência, destacando que suas parcerias não afetam sua liberdade de formar novos acordos e manter sua autonomia.
Google e Anthropic: investigação antitruste
Uma investigação antitruste é um processo legal conduzido por órgãos governamentais ou reguladores, com o objetivo de analisar práticas comerciais que possam prejudicar a concorrência em um mercado. Essas investigações são fundamentais para garantir que as empresas não abusem de seu poder econômico ou formem monopólios que limitem a competição, o que pode resultar em preços mais altos, menos inovação ou opções limitadas para os consumidores.
Essas investigações podem ser iniciadas de maneira proativa pelos reguladores ou em resposta a denúncias feitas por consumidores, concorrentes ou outras partes interessadas. O foco principal das investigações antitruste é identificar práticas como fusões ou aquisições que possam reduzir a concorrência, acordos entre empresas para fixação de preços ou outras práticas comerciais que possam ser prejudiciais ao mercado livre e aberto.

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