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Renner x Shein: disputa no mercado da moda questiona tributação

Renner causa polêmica no mercado da moda ao questionar fiscalização nas importações de lojas on-line como a Shein.

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Uma disputa comercial vem levantando certa polêmica devido à não tributação de produtos importados da China por algumas lojas, como é o caso da Shein.

O CFO da Renner, Daniel Martins, se posicionou contra a baixa fiscalização da Receita Federal dos produtos provenientes de lojas da China, como a Shein, a AliExpress e a Shopee. Segundo ele, a lei de tributação das mercadorias já existe, mas não é cumprida corretamente.

A Shein pratica preços aproximadamente de 40% a 60% abaixo dos encontrados nas lojas da Renner. O CFO acredita que, com a fiscalização sendo realizada e a tributação correta sendo cobrada, essa diferença ficará entre 15% e 30%.

Mesmo com os preços ainda mais baixos que os praticados pela Renner, Martins acredita que, assim, a concorrência com os produtos provenientes da China ficará mais justa.

O CFO defende que a concorrência se tornará mais justa porque eles praticam um modelo diferente de vendas, sem lojas físicas, o que permite uma precificação mais baixa das mercadorias, mesmo com a tributação sendo paga corretamente.

A Renner espera que a lei, que já existe, passe enfim a ser aplicada, com a aplicação das tributações corretas ainda este ano.

Apesar da disputa com a Shein e da preocupação com a diferença de preços, acredita-se que os valores da Renner não devem ser reduzidos nem sua margem bruta de ganhos.

Segundo Martins, o mercado da moda é fragmentado o bastante para permitir que a Shein ocupe um espaço só dela, com preços mais baixos, enquanto a Renner continuará oferecendo uma experiência de compra e produto diferenciada.

Hoje são milhões de pacotes que chegam ao país com produtos originários de compras em lojas fora do país, e a grande dificuldade da Receita Federal em tributar está na sua capacidade muito limitada de fiscalizar 100% todas as cargas que entram no país com produtos importados.

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