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Tesouro Direto

Título do Tesouro Direto cresceu 15% em julho. Veja o ranking

Aplicação com vencimento em 2045 é destaque entre títulos atrelados à inflação, com valorização de 14,8%.

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O crescimento nos títulos do Tesouro Direto em julho apresentaram o fortalecimento da renda fixa. Os títulos associados à inflação (Tesouro IPCA+) assinalaram os melhores desempenhos no mês, com ênfase para aplicação com vencimento em 2045, que obteve valorização de 14,8% no período. O desempenho foi superior a alta de 8,4% do Ibovespa. 

A marcação ao mercado é o que mais justifica a alta valorização. Logo, pode ocasionar em muita volatilidade no investimento em Tesouro Direto, expandindo o retorno potencial ou até abrindo lacunas para prejuízos. Se o governo ofereceu mais dinheiro aos investidores em troca de seus títulos, representa que os riscos aumentaram. 

Os números asseguram que é possível ter ganhos de renda variável, ou seja, com ações, por meio de investimentos de renda fixa. Porém, o seu retorno, caso resgate o título anterior ao vencimento, irá depender do cenário econômico e o período em que foi aplicado.

O que isso quer dizer? Não significa que terá igual rentabilidade, caso já invista em um desses títulos, e nem há garantias de que a valorização será repetida aos que comprarem o mesmo Tesouro IPCA+2024 no momento.

Veja o desempenho dos títulos do Tesouro Direto em julho:

Títulos Vencimento 30 dias* No ano 12 meses
Prefixado
Tesouro Prefixado 01/01/21 0,19% 3,66% 6,86%
Tesouro Prefixado 01/01/22 0,52% 6,59% 10,33%
Tesouro Prefixado 01/01/23 1,00% 8,12% 12,40%
Tesouro Prefixado 01/01/25 2,08% 8,20% 13,06%
Tesouro Prefixado 01/01/26 2,58%
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 01/01/21 0,17% 3,58% 6,72%
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 01/01/23 0,94% 7,56% 11,41%
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 01/01/25 1,92% 8,11% 12,31%
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 01/01/27 2,39% 7,06% 11,71%
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 01/01/29 2,76% 6,21% 11,51%
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 01/01/31 3,12%
Indexados à taxa Selic
Tesouro Selic 01/03/21 0,19% 1,93% 4,20%
Tesouro Selic 01/03/23 0,17% 1,88% 4,15%
Tesouro Selic 01/03/25 0,15% 1,85% 4,12%
Indexados ao IGP-M
Tesouro IGPM+ com Juros Semestrais 01/04/21 2,14% 7,80% 13,05%
Tesouro IGPM+ com Juros Semestrais 01/01/31 5,31% 10,74% 16,90%
Indexados ao IPCA
Tesouro IPCA+ 15/08/24 1,46% 5,88% 11,34%
Tesouro IPCA+ 15/08/26 3,03%
Tesouro IPCA+ 15/05/35 8,89% 0,80% 7,15%
Tesouro IPCA+ 15/05/45 14,79% -0,55% 7,98%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 15/08/20 0,17% 0,83% 4,36%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 15/08/24 1,31% 5,35% 10,38%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 15/08/26 2,50% 5,57% 10,56%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 15/08/30 3,49%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 15/05/35 5,72% 2,54% 8,22%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 15/08/40 6,55%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 15/05/45 6,98% -1,21% 4,11%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 15/08/50 7,48% -2,12% 3,43%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 15/05/55 8,11%

*Até 31 de julho

Fonte: Tesouro Direto

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Tesouro Direto

Títulos do Tesouro Pós-fixado: o que são, quais os tipos e para quem é indicado

Por ser atrelado à taxa Selic, esse investimento é considerado um dos mais seguros do mercado.

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Tesouro Pós-fixado é um título do Tesouro Direto que remunera o investidor de acordo com a variação da taxa básica de juros, a Selic. Isso significa que, embora só seja possível saber quanto o título rendeu na data do resgate, é possível fazer uma estimativa sobre o retorno do investimento ao longo do tempo acompanhando a tarifa. 

Como o Tesouro Pós-fixado é regulado de acordo com a Selic, esse investimento de renda fixa é considerado um dos mais seguros do mercado. Além disso, significa que os rendimentos sobem quando a tarifa é elevada pelo Banco Central (BC) e diminuem quando a taxa é reduzida. 

Títulos do Tesouro Pós-fixado

Há apenas um título do Tesouro Direto com rendimento pós-fixado: o Tesouro Selic, anteriormente chamado de Letra Financeira do Tesouro (LFT). Esse título é um investimento amplamente utilizado para construir reserva de emergência, visto que conta com boa liquidez, segurança e não sofre com grandes variações de rentabilidade. 

Atualmente, existe um título disponível para negociação, sendo o Tesouro Selic 2025. Com vencimento em 1º de março de 2025, esse investimento é recomendado para quem tem objetivos financeiros de curto e médio prazo. 

Além dos prefixados e pós-fixados, há outros títulos híbridos, ou seja, que oferecem aos investidores tanto uma taxa prefixada quanto uma rentabilidade atrelada a um indexador. São eles: Tesouro IPCA + (antiga Nota do Tesouro Nacional – Série B Principal, ou apenas NTN-B Principal) e o Tesouro IPCA + com juros semestrais (antiga Nota do Tesouro Nacional – Série B, ou apenas NTN-B).

Esses títulos remuneram os investidores de acordo com uma taxa predefinida no momento da compra somada à variação da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

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Tesouro Direto

Ainda vale a pena investir no Tesouro Direto? Confira análise das vantagens e desvantagens

Apesar da baixa rentabilidade, o Tesouro Direto chama atenção pela segurança e facilidade no acesso.

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O Tesouro Direto é um dos investimentos mais populares no mercado de renda fixa, depois da poupança e junto com o Certificado de Depósito Bancário (CDB). Com esse ativo, os investidores podem alcançar diversas metas, como formar uma reserva de emergência e aposentadoria.

No entanto, a rentabilidade deixa a desejar em razão do momento. Atualmente, a taxa Selic está em 2% ao ano, ou seja, os ganhos com o Tesouro Direto não vão ser significativos. Logo, é preciso reavaliar esse investimento, considerando os interesses de cada investidor.

Os rendimentos funcionam como indicadores para saber se vale ou não a pena colocar dinheiro naquele ativo. Porém, não deve ser o único norte para tomar essa decisão, principalmente considerando o mercado de renda fixa. Se a prioridade for os ganhos, existem os ativos de renda variável que, apesar dos riscos maiores, apresentam potencial mais elevado no que diz respeito ao retorno financeiro. 

Mas, caso o investidor prefira a segurança, o Tesouro Direto sai na frente em relação à poupança. Afinal, esse ativo garante a integralidade do dinheiro investido. A caderneta, por outro lado, assegura apenas o ressarcimento de até R$ 250 mil por CPF em caso de quebra da instituição, sendo que esse direito é garantido por meio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O Tesouro Direto apresenta liquidez diária. A poupança, por sua vez, sai melhor nesse quesito, visto que tem liquidez imediata. 

Assim, o Tesouro Direto se torna interessante pelo baixo risco, boa liquidez e diferentes formas de rentabilidade. Assim, é um dos investimentos mais completos dentro do mercado de renda fixa. Além disso, a facilidade de acesso é uma das marcas desse ativo. 

Para investir, basta ter uma conta aberta em uma corretora de valores autorizada. Em seguida, é só comprar e vender os ativos dentro da plataforma de investimentos. Isso significa que toda a movimentação é feita online, eliminando a necessidade de ir presencialmente a uma instituição desse segmento. 

Assim que autorizada, a corretora disponibiliza os títulos que estão sendo negociados pelo Tesouro Direto, e o investidor escolhe o mais interessante de acordo com suas metas. Dessa forma, a corretora atua como intermediária.

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Investimentos

Retornos negativos dos fundos DI estão relacionados aos seis circuit breakers do ano

Retornos negativos dos fundos DI estão relacionados aos seis circuit breakers do ano

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O retorno negativo dos fundos DI em 2020 estão relacionados aos seis circuit breakers ocorridos este ano, segundo a XP Investimentos.

Os fundos DI, também denominados Fundos de Renda Fixa Referenciados DI, são fundos que aplicam no mínimo 95% do patrimônio nos títulos públicos federais do Tesouro Direto (atrelados ao CDI ou Selic) ou em títulos privados de baixo risco.

De acordo com a XP, o ano de 2020 tem sido de muito aprendizado nos mercados financeiros. Alguns eventos inéditos e outros que não eram vistos há muito tempo devem ficar na memória dos investidores.

“No mercado de ações, tivemos no mês de março o circuit breaker, evento que paralisa as negociações na bolsa quando se atinge uma queda de 10% no dia, e que não era visto desde o “Joesley Day”, em 2017. Esse ano não foi apenas um circuit breaker, foram seis em um intervalo de apenas 9 dias”, informou a gestora.

Fundos DI

Fundos DI: crédito privado

Já no mercado de crédito privado, disse, os meses de março e abril foram de muita tensão para investidores, que viam seus fundos, antes tidos como seguros e pouco voláteis, caírem até 7% devido a um movimento de marcação negativa nos papéis.

No mercado de commodities, vimos contratos futuros de petróleo sendo negociados a valores negativos.

“E agora, no mês de setembro, as LFTs (Tesouro Selic), ativos mais seguros do país, apresentaram rentabilidade negativa, algo que não acontecia desde o longínquo ano de 2002”, elencou.

O gráfico abaixo mostra o retorno mensal do IMA-S, índice calculado pela Anbima, composto pelo estoque de todas as LFTs que existem no mercado.

Retornos negativos dos fundos DI estão relacionados aos seis circuit breakers do ano

Entender as LFTs

Antes de explicar o movimento atual, é necessário entender que as LFTs são títulos de dívida emitidos pelo governo brasileiro e que, caso o emissor não dê calote, o investidor receberá no vencimento o retorno contratado na compra do título.

“É altamente improvável que o governo dê calote na dívida interna, pois no limite poderia imprimir mais dinheiro para pagar sua dívida, logo as LFTs (ou Tesouro Selic), continuam sendo o título de mais baixo risco que o investidor tem à disposição”, frisou.

Retorno negativo

De acordo com a XP, o Tesouro Selic é um título pós-fixado, cuja rentabilidade varia junto com a taxa Selic, minimizando o risco de mercado.

Porém, existe um pequeno prêmio (valor adicional pago sobre a taxa) atrelado ao preço que varia conforme a demanda pelos papéis.

E a variação desse prêmio pode trazer uma oscilação para os papéis. Historicamente, esse prêmio sempre foi bem baixo (no início do ano estava em 0,02%).

“Porém, com o aumento de gastos devido à pandemia do coronavírus, a situação fiscal já frágil no Brasil se deteriorou”. Ressaltou.

Retornos negativos dos fundos DI estão relacionados aos seis circuit breakers do ano

Conforme a gestora, esse cenário aumentou a necessidade do governo de se financiar. Por isso, o Tesouro Nacional realizou em 10 de setembro um megaleilão, colocando no mercado mais de R$ 46 bilhões de títulos públicos.

“Esse grande volume impactou negativamente as expectativas do mercado, mostrando que o governo precisava de mais recursos do que o esperado. Por isso, quem topava comprar as LFTs exigiu mais prêmio, que saiu de 0,03% no início de setembro para 0,09%.”

Esse movimento afetou a marcação a mercado dos papéis, que tiveram um retorno negativo no mês.

Retornos negativos dos fundos DI estão relacionados aos seis circuit breakers do ano

Fundos DI: recuperação

O mesmo desequilíbrio de oferta e demanda na negociação das LFTs que acarretou a desvalorização dos títulos pode levar também à recuperação.

“À medida que as condições de mercado se normalizem, é esperado que as LFTs passem pela retomada”, informou.

Uma analogia pode ser feita com os fundos de crédito privado nos meses de março e abril, quando sofreram quedas expressivas. No início da pandemia, o aumento da percepção de risco de crédito das empresas e, principalmente, a intensificação do fluxo de vendas dos títulos privados resultaram nos retornos negativos da classe.

“Desde então, os fundos têm tido uma recuperação forte, como pode ser verificado pelo índice Idex-CDI, composto pelas debêntures atreladas ao CDI e que nos traz uma boa referência desse mercado”, destacou.

Retornos negativos dos fundos DI estão relacionados aos seis circuit breakers do ano

Fundos DI: analogia

Nesta analogia, ilustrou a XP, a “empresa” é o governo brasileiro, que tem o melhor risco de crédito do país. O Brasil nunca deu calote em sua dívida pública e é altamente improvável que isso aconteça.

“Vale ressaltar que, dadas as LFTs que apresentaram retornos negativos, as perdas dos investidores só serão efetivamente realizadas ao serem resgatados os recursos. Em outras palavras, se carregados até o vencimento, os títulos apresentam o retorno da taxa Selic, independentemente dos solavancos que tiveram no meio do caminho”, disse.

E acrescentou: “desse modo, os investidores que mantiverem a calma e não resgatarem os recursos, sejam nas LFTs diretamente ou nos fundos DI, se beneficiarão quando as condições de mercado se normalizarem.”

Para a gestora, as LFTs e os fundos DI que investem apenas em LFTs continuam sendo os produtos que apresentam o menor risco de crédito do país e uma alternativa que confere liquidez diária para os investidores.

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