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Economia

Trabalhadores terão que esperar mais um pouquinho pelo salário mínimo de R$1.320

Aqueles que já contavam com o salário mínimo de R$ 1.320 para pagar as contas nesse começo de ano vão ter que esperar um pouco mais. Entenda.

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Salário Mínimo ideal é de R$ 5,4 mil e considera custos com educação, moradia e saúde.

Uma informação importante para os trabalhadores brasileiros foi divulgada na última quarta-feira, 18 de janeiro: o reajuste do salário mínimo foi adiado. O valor atual, de R$ 1.302, deve ser mantido pelo menos até maio deste ano, segundo Luiz Marinho, atual Ministro do Trabalho do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em evento realizado com representantes sindicalistas, o atual presidente anunciou que está montando um grupo para a discussão do piso ao longo dos próximos anos, para que o reajuste seja coerente. Só após essa discussão o Governo Federal decidirá sobre a alteração do salário mínimo para R$ 1.320 ainda este ano, conforme anunciado anteriormente.

Segundo o presidente Lula, os parâmetros de reajuste do piso salarial do trabalhador brasileiro precisam ser revistos para acompanhar o crescimento da economia do país, fato que não tem ocorrido nos últimos reajustes, prejudicando o poder de compra do trabalhador.

Desde 2019, o aumento real do salário mínimo, ou seja, acima da inflação, foi considerado prejudicial às contas públicas e não foi mais praticado. Os governos anteriores utilizavam os índices de inflação do ano anterior somados ao crescimento médio do PIB para realizar o reajuste.

O valor atual, de R$ 1.302, foi definido em dezembro, ainda pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, com base na projeção da inflação. O reajuste de R$ 90 ficou acima do índice da inflação previsto. A ideia inicial era um reajuste permanente anual.

O reajuste acima da inflação foi uma das promessas constantes durante a campanha do presidente Lula, porém, segundo o Ministério do Trabalho, os custos para o aumento de mais R$ 18 para oficializar o piso prometido em R$ 1.320 estão acima do previsto.

Apesar do impasse, o aumento no início de maio ainda não foi descartado, e aliados do presidente e colaboradores da atual administração estão trabalhando para que seja possível a realização do reajuste sem comprometer o orçamento previsto.

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