Commodities
Transição energética: BID anuncia aporte adicional de US$ 20 bilhões à América Latina
Presidente do banco, Ilan Goldfajn, espera que região invista em energia verde, alimentos e minerais críticos
Ao anunciar que a instituição multilateral de desenvolvimento pretende elevar, em US$ 20 bilhões (R$ 103,4 bilhões, pelo câmbio de hoje), nos próximos dez anos, o volume de empréstimos para a América Latina, o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn, entende que a iniciativa serve de estímulo para que a região avance na transição para a energia limpa, de modo a atender à demanda por melhoria de qualidade de vida em áreas prioritárias, como saúde, educação e infraestrutura digital.
Na oportunidade, o dirigente do BID conclamou os líderes latino-americanos a ‘aproveitarem a oportunidade tripla de enriquecimento’, aberta pelo novo ciclo de transição energética, mediante a exportação de energia verde, alimentos e minerais críticos.
Em entrevista concedida, durante visita oficial a Londres, ao jornal britânico Financial Times, Goldfajn assinalou que “este é um ponto de inflexão, pois consiste, não apenas, numa narrativa, mas, na verdade, uma oportunidade a ser aproveitada. Nesse sentido, participaremos de tudo o que pudermos fazer, em termos de energias renováveis, energia limpa, minerais limpos e coisas assim”.
A declaração do presidente do BID, em realidade, está calcada no fato de que a América Latina detém 2/3 das reservas mundiais de lítio e 38% das reservas de cobre, o que lhe confere um papel importante na produção de materiais brutos fundamentais à transição para veículos elétricos e energia renovável. Atualmente, este mercado é quase totalmente dominado pela China, o que reforça a preocupação do Ocidente com relação à questão da segurança energética.
Outra vantagem comparativa da América Latina é sua liderança nas exportações globais de alimentos, “o que torna a região parte da solução para alguns dos desafios mais urgentes do mundo, cujo abastecimento foi seriamente comprometido, após a invasão da Ucrânia pela Rússia.
Como medidas estruturais, porém, Goldfajn chamou a atenção dos governos da região para a necessidade de fortes investimentos voltados à melhoria da educação, ampliação da produtividade e estabilidade do ambiente de investimento. Para o presidente do BID o potencial solar e eólico, abundante e barato da região, deve servir como meio de exportação de hidrogênio verde. “Você precisa se organizar, planejar, trazer os recursos, ter o Estado de Direito e regulação”, concluiu.

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