Agronegócio
Previsão da Conab para a safra 2023/2024 sofre queda de 1,6%
Por questões climáticas e humanas, estimativa caiu de 322,5 milhões para 317,5 milhões de toneladas
Após um ciclo de crescimento ‘avassalador’, ao longo deste ano, a estimativa da safra nacional de grãos recorde, referente ao biênio 2023/2024, parou de subir, por conta das ‘drásticas’ alterações climáticas provocadas, em parte pelo fenômeno El Niño, mas também pelo aquecimento global, devido à ação humana.
Em decorrência do agravamento das condições das culturas – afetadas por cheias no Sul e estiagem severa no Norte do país – houve recuo de 1,6% da previsão de safra para o biênio citado, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de 322,5 milhões de toneladas para 317,5 milhões de toneladas.
Ante esse cenário desafiador, a avaliação de analistas é de que fatores, como clima e preço serão determinantes para o desempenho futuro de alguns produtos. Nesse sentido, a produção de soja, ao menos por enquanto, mantém a projeção de crescimento, devendo alcançar 162 milhões de toneladas, ou 4,8% maior do que a apurada na safra anterior.
Sorte diversa teve o milho, cuja produção deverá apresentar queda de 9,5% para 119,4 milhões de toneladas, ao contrário do arroz, que deve crescer 7,7%, no comparativo anual, para 10,8 milhões de toneladas. Com o declínio da produção desta safra, a projeção é de que as exportações de milho alcancem 38 milhões de toneladas em 2024, bem abaixo, portanto, do volume recorde de 52 milhões deste ano. Se consideradas juntas, as safras de arroz, milho e soja representam 92% do total nacional, excluindo a do café.
Para analistas, a perspectiva de avanço da produção, para a próxima safra, está diretamente condicionada ao fator ‘rentabilidade’, a exemplo do milho, cuja queda de 5% da área decorre da retração dos preços internos do cereal, em contraste com a expansão de 5% da área do arroz, como reflexo da valorização da saca do produto, a um valor superior a R$ 100.
A soja, por sua vez, tende a manter o crescimento dos últimos anos, com uma área recorde de 4,52 milhões de hectares (ao ocupar parte da área destinada ao milho, em queda), para uma estimativa de produção de 162 milhões de toneladas, montante que garante a hegemonia mundial do país nesse mercado.
Neste aspecto, a expectativa de especialistas é de que a alta dos preços do arroz contribua para que o produto recupere parte da área perdida para a soja, em anos recentes. Desse modo, enquanto a área de arroz irrigado deve aumentar 5,8%, a de arroz de sequeiro poderá crescer 2,4%. Mais expressiva deverá ser a expansão do arroz na região Nordeste, chegando a 18%.
Ao mesmo tempo, ao passo que o volume final de feijão deverá se aproximar de 500 mil toneladas, na avaliação da Conab, o trigo e o milho poderão registrar retração de produção e dos estoques de passagem desta safra para a seguinte.

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