Tecnologia
Projeto ambicioso pode conectar Europa e África via túnel submarino
Avanços tecnológicos e vontade política renovada aproximam a construção de um túnel sob o Estreito de Gibraltar.
A possibilidade de unir dois continentes por meio de um túnel submarino no Estreito de Gibraltar ganha força. Embora discutida há mais de um século, a proposta enfrenta desafios técnicos e políticos que dificultam sua implementação.
Agora, recentes avanços tecnológicos e uma nova determinação política reacendem as esperanças de que o projeto possa finalmente sair do papel.
Desde 1869, quando a Espanha sugeriu pela primeira vez a construção de uma estrutura fixa ligando Europa e África, engenheiros têm explorado várias possibilidades.
Com o tempo, as dificuldades geológicas e climáticas tornaram a construção de uma ponte inviável, levando à preferência por um túnel submarino.
Embora muitos obstáculos permanecessem, a ideia nunca foi totalmente abandonada.
Os desafios históricos e as propostas iniciais
Em seus primórdios, o projeto de conexão entre Espanha e Marrocos se baseava na construção de uma ponte de 14 quilômetros. No entanto, condições adversas na região exigiram uma mudança de planos.
Nos anos 1950, engenheiros como Alfonso Peña Boeuf propuseram um viaduto, mas avanços na engenharia civil favoreceram a construção de um túnel submerso.
Desafios técnicos e políticos
O Estreito de Gibraltar apresenta desafios consideráveis, os quais colocam a viabilidade da estrutura em xeque. A profundidade, correntes marinhas intensas e atividade sísmica são exemplos de elementos que tornam a obra complexa.
Além disso, a relação política entre Espanha e Marrocos enfrentou crises, como os problemas diplomáticos de 2021, que dificultaram o avanço do projeto.
Esperanças renovadas com novas tecnologias
Recentemente, os dois países têm intensificado seus esforços para viabilizar a ligação, e até agora já foram investidos 480 mil euros em estudos geológicos e sismológicos.
A Sociedade Espanhola de Estudos para a Comunicação Fixa através do Estreito de Gibraltar (SECEGSA) conduziu investigações em Tarifa e Tânger, enquanto o governo marroquino vê o projeto como uma chance de fortalecer laços comerciais com a União Europeia.
O futuro de uma conexão histórica
A construção do túnel poderia transformar o comércio e o turismo entre os continentes, além de destacar a engenharia moderna. Para isso, Espanha e Marrocos precisam superar desafios que, por mais de 150 anos, mantiveram o projeto apenas no papel.

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