Economia
Após 16 meses, auxílio emergencial chega ao fim e deixa 25 milhões de pessoas sem renda
Ajuda emergencial criada durante a pandemia ajudou milhões de brasileiros a se manterem financeiramente no período de isolamento social.
O auxílio emergencial chegou ao fim após 16 meses de pagamentos. A medida, criada durante a pandemia de Covid-19, teve a missão de ajudar financeiramente os trabalhadores que ficaram sem renda e emprego no período de isolamento social.
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Para o pesquisador Daniel Duque, da área de Economia Aplicada do FGV IBRE, o auxílio emergencial ajudou a diminuir os efeitos da pobreza no país mesmo durante o período mais crítico da pandemia.
Para fins comparativos, em 2019, por exemplo, 6,6% dos brasileiros viviam em situação de pobreza extrema, enquanto 24% estavam enquadrados na pobreza. Já em julho de 2020, esses números caíram para 2,4% e 20,3%, respectivamente.
No entanto, hoje em dia, as taxas têm piorado, pois cerca de 7% dos brasileiros estão enquadrados no cenário de extrema pobreza e 27% no de pobreza. Os dados foram obtidos por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) e também através da Pnad Covid-19, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Auxílio emergencial termina para 25 milhões de brasileiros
Segundo os cálculos emitidos pela Rede Brasileira de Renda Básica (RBRB), com base em dados divulgados pelo Ministério da Cidadania, ao menos 25 milhões de trabalhadores com direito ao auxílio emergencial ficarão sem renda após o fim do programa. O público, vale destacar, também não será incluído na lista de pagamentos do Auxílio Brasil.
“Em 2020, o auxílio emergencial chegava a cerca de metade dos domicílios brasileiros e era de R$ 600. Mas com a suspensão do programa no primeiro trimestre deste ano e a volta com o valor reduzido a R$ 300, a pobreza volta a crescer”, destacou Daniel Duque.
Segundo o pesquisador, a redução no valor deveria ter acontecido de forma gradual, através de uma transição mais lenta de valores, indo de R$ 600 para R$ 500, depois para R$ 400 e assim sucessivamente.
Para Duque, não é cedo para acabar com a ajuda, porém, ele avalia o processo de encerramento deveria acontecer aos poucos, até o momento em que o Auxílio Brasil já estivesse mais robusto e sem problemas no seu formato de pagamento.

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