Ações, Units e ETF's
Alta da Selic compromete crescimento de ações de tecnologia
Taxa básica a dois dígitos e inflação elevada forçam depreciação de valor de papéis do segmento
Atingidas em cheio por altas de juros sucessivas da Selic pelo Banco Central (BC) nos últimos meses (prevista para 10,75% ao ano), as ações de tecnologia são as que mais se ressentem do atual cenário adverso, formado por inflação elevada e estagnação econômica, a chamada estagflação.
Patamares elevados – De acordo com especialistas, o crescimento de longo prazo desse setor estaria ameaçado, caso se mantenham elevados, nos próximos anos, os patamares de juros, o que deverá depreciar, ainda mais, esses papéis no mercado.
Desaceleração econômica – “É o que está acontecendo, pois quando temos altas na taxa de juros, há uma desaceleração econômica. Então, teoricamente, o crescimento das empresas nos próximos anos pode ser prejudicado”, comenta a analista da Spiti, Aline Tavares, ao acrescentar que o mercado já dispõe de projeções sobre o valor dessas empresas no longo prazo.
Taxa de desconto – De outra forma, quando o valuation (termo inglês para estimativa do valor real de uma empresa) é calculado, também é feita uma projeção do fluxo de caixa daquela companhia, seguida pela definição do valor de mercado, já com uma taxa de desconto. “Nesta taxa de desconto, usamos os juros futuros, que servem para que se ‘precifique a perspectiva dos juros para daqui a dez anos”, arremata Aline.
Selic x inflação – A situação para as empresas de tecnologia se complicou ainda mais, a partir do segundo semestre de 2021, quando a autoridade monetária lançou mão da Selic para debelar uma inflação em ascensão, isso sem contar com a instabilidade do mercado internacional.
Maioria de IPOs – Ao mesmo tempo, o fato de o setor de tecnologia ter sido responsável pela maior parte das IPOs (ofertas iniciais de ações) na B3 (B3SA3) no ano passado também ajuda a entender as quedas sucessivas no preço desses papéis, nos últimos meses.
Dependência externa – Outro aspecto relevante na questão é no sentido de que tais companhias, em geral, dependem de investimentos de terceiros (empresas/instituições financeiras), a fim garantir suas operações e se protegerem da volatilidade do mercado.
Minoria positiva – Segundo levantamento da consultoria Economatica, das 26 companhias dos segmentos de intermediação e serviços financeiros digitais, e-commerce, desenvolvimento e comercialização de software, hardware e de dados listadas na B3, apenas nove registraram saldo positivo até agora, desde o início do ano.
Campeão e vice – Entre eles, os papéis da Clearsale (CLSA3) é que tiveram a melhor performance, com valorização de 23,5% em janeiro último, vindo, em seguida, os da Modalmais (MODL11), que subiram 20%.

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