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Aperto do Fed; invasão da Ucrânia e greve federal pautam Ibovespa de terça

BC ianque anuncia amanhã (26) alta de juros; tensão militar derruba bolsas e greve já encarece produtos

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Crédito: acritica

Com os índices futuros ianques em queda generalizada, ante a uma tensão dupla da banca internacional. A primeira se reporta ao iminente aperto monetário pelo Federal Reserve (Fed) – banco central estadunidense – o qual deverá fornecer, ao cabo da reunião de dois dias da instituição, (hoje e amanhã, 25 e 26), dados mais concretos sobre a alta de juros nos EUA prevista para março próximo, que precede outras três, programadas para este ano. A justificativa do Fed seria o combate à persistente inflação local, a maior em 40 anos.

Desaceleração da economia – A explicação de analistas é de que, a cada vez que o Fed eleva a taxa de juros de curto prazo, os empréstimos tendem a ficar mais caros a consumidores e companhias, de modo geral. O efeito imediato é a desaceleração da economia, provocada para ‘derrubar’ a inflação, mas também a rentabilidade das empresas, com reflexos sobre o valor de suas ações no mercado.

Duelo iminente – A segunda iminência é de natureza geopolítica, ou seja, econômica, no caso da pátria de Lenin, a ex-União Soviética que perdeu status, mas não a voracidade de tomar países (como a já massacrada Ucrânia aos milhões por Stalin nos anos 30, mas também ‘amputada’ de parte de seu território (Criméia, em 2014 pelo Exército Vermelho, sob a complacência do Ocidente). A diferença agora é que os EUA e aliados da Otan já advertiram que não vão aceitar nova invasão da pátria ucraniana, aliada e soberana.

Dependência total – No caso atual, a Europa, também com bolsas em baixa, treme por um conflito que coloque em risco sua dependência do fornecimento de gás russo ao continente, principal fonte de energia para o ‘velho continente’. Enquanto isso, Tio Sam e o Grande Urso se preparam para o duelo, enviando homens e armamentos para a ameaçada fronteira ucraniana, no velho estilo ‘guerra fria anos 2020”.

Biden ameaça – Caso a invasão se consume, o presidente estadunidense, Joe Biden já ameaçou bloquear todos os recursos de Grande Urso europeu em bancos no mundo inteiro, além de aplicar novas sanções contra o país do czar Putin, ex-agente da temida polícia secreta russa, a KGB, que jura não querer invadir o país vizinho, cuja fronteira pode ser avistada por 100 mil tropas do  Exército Vermelho. A primeira queda, porém, não foi de soldados de qualquer lado, mas do rublo russo.

Reversão na véspera – Em que pese o momento sombrio aos negócios, na véspera (24), os índices estadunidenses começaram a sessão em queda, mas a fecharam em alta. Dessa forma, o Dow Jones teve ganho de 99 pontos, interrompendo uma sequência de seis dias de perdas consecutivas. De igual forma, o S&P 500 subiu 0,28% e o Nasdaq reverteu a queda, encerrando a 0,6%.

Temporada de balanços – Na agenda do mercado, nessa terça (25), segue a temporada de divulgação de balanços, antes da abertura do mercado, por Johnson & Johnson (NYSE:JNJ), 3M, General Electric (NYSE:GE), American Express e Verizon (NYSE:VZ). Após o fechamento da sessão, a Microsoft (NASDAQ:MSFT) fará o mesmo, juntamente com a Texas Instruments e outras empresas. No início da tarde, a pátria ianque divulga o CB Consumer confidence, ou índice de confiança o consumidor relativo a janeiro, que deve chegar a 111,8 pontos, para analistas consultados pela agência britânica Reuters.

Ásia em queda – Também refletindo a volatilidade dos negócios dos EUA e a tensão-Fed, as bolsas asiáticas fecharam em queda nessa terça (25), com o recuo de 2,58% do Shanghai SE (China); a baixa de 1,65% do Nikkei japonês e as perdas de 1,67% do Hang Seng Index (Hong Kong) e de 2,56% do sul-coreano Kospi (Coreia do Sul).

Europa ‘azul’ – A despeito das preocupações de uma conflagração militar no continente, a Europa segue totalmente no ‘azul’, a exemplo do britânico FTSE 100, que subiu 0,95%, o francês CAC 40 avançou 1,44%; o DAX alemão cresceu 0,91% e o FTSE MIB italiano valorizou 0,95%. Como resultante, o índice Stoxx 600 ostentava alta de 0,54%.

Petróleo recua – Igualmente impactados pela tensão geopolítica, os preços do barril do petróleo recuam na faixa entre 0,15% e 0,16%, com preços que variam de US$ 84,41 o barril (tipo WTI) e a US$ 87,52 (tipo Brent).

Minério avança – Já o minério de ferro opera em alta de 1,39% a 766,5 iuanes ou US$ 121,15, na bolsa chinesa de Dalian.

Bitcoin reage – No mundo critpo, o Bitcoin ensaia recuperação, após amargar expressivas perdas, na última semana, chegando ontem ao seu ponto mais baixo (US$ 32.982,11), desde julho último, segundo informou a Coin Metrics. No entanto, a maior criptomoeda do planeta reagiu, fechando em alta de 5,6%, a US$ 37.183,25.

‘De mãos abanando’ – Após assistirem a sanção presidencial do orçamento deste ano, sem qualquer indicação de reajuste salarial (com exceção daquela prometida pelo candidato do Planalto à reeleição às chamadas ‘forças de segurança’) os servidores federais da Receita avançam em sua ‘Operação Padrão’ (que exclui, por exemplo, tarefas de rigor excessivo, reduzindo, assim, o fluxo de trabalho), que já atinge serviços prestados em portos, aeroportos e alfândegas do país, afetando  a exportação de, pelo menos, três tipos de produtos: combustíveis, alimentos e bebidas e máquinas industriais.

Mercadorias encarecem – Na avaliação de associações de servidores, a demora na liberação de mercadorias nas alfândegas está encarecendo o custo de armazenagem, com reflexos no preço final ao consumidor.

Confiança cai – Na agenda tupiniquim, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) registrou queda de 1,4 ponto (indo para 74,1 pontos) em janeiro corrente, ante o mês anterior, informou hoje (25) a Fundação Getulio Vargas (FGV). Segundo a coordenadora das Sondagens do Instituto Brasileiro de Economia, Viviane Seda Bittencourt, da FGV (Ibre/FGV), o descenso da taxa se deve ao maior pessimismo do consumidor em relação aos próximos meses.

Covid mata 15o mil – No diário da Covid, o vírus chinês matou mais 150.235 brasileiros, o que equivale a uma alta de 241%a ante o patamar de 14 dias antes.

Principais indicadores

Estados Unidos

Dow Jones Futuro (EUA), -0,11%

S&P 500 Futuro (EUA), -0,55%

Nasdaq Futuro (EUA), -1,04%

Ásia

Shanghai SE (China), -2,58% (fechado)

Nikkei (Japão), -1,65% (fechado)

Hang Seng Index (Hong Kong), -1,67% (fechado)

Kospi (Coreia do Sul), -2,56% (fechado)

Europa

FTSE 100 (Reino Unido), +0,95%.

DAX (Alemanha), +0,91%.

CAC 40 (França), +1,44%.

FTSE MIB (Itália), +0,95%.

Commodities

Petróleo WTI, +1,34%, a US$ 84,41 o barril.

Petróleo Brent, +1,45%, a US$ 87,52 o barril.

Minério de ferro, +1,39%, a 766,5 iuanes ou US$ 121,15 (Bolsa de Dalian – China).

Criptomoedas

Bitcoin, +6,2% a US$ 36,5 mil.

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