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Michael Bloomberg: história do bilionário fundador da Bloomberg LP

Conheça sua trajetória no meio financeiro e político.

Michael Bloomberg

Perfil de Michael Bloomberg

Nome completo: Michael Rubens Bloomberg
Ocupação: Empresário, político e filantropo
Local de nascimento: Boston, Estados Unidos
Data de nascimento: 14 de fevereiro de 1942
Fortuna: US$ 61,5 bilhões

Michael Bloomberg é um empresário bilionário, editor, filantropo e um ex-prefeito de três mandatos de Nova York. Além disso, ele é fundador e proprietário da Bloomberg LP, empresa de dados financeiros e mídia. Atualmente, ele é dono de 88% da empresa.

Leia ainda: George Soros, o polêmico bilionário que fez história nos negócios

É uma das pessoas mais ricas do mundo. Isto é, com um patrimônio líquido estimado em US$ 61,5 bilhões, segundo a Forbes. Em 24 de novembro de 2019, Bloomberg entrou na corrida para presidente dos Estados Unidos como democrata.

Em seguida, o empresário e filantropo dedicou-se a combater os efeitos das mudanças climáticas. Isto é, antes de gastar pesadamente em uma tentativa fracassada de reivindicar a indicação democrata para presidente em 2020.

Nesse artigo conheceremos a trajetória de Bloomberg, o homem que mudou o mercado financeiro.

Início da vida

Bloomberg nasceu em 14 de fevereiro de 1942, em Boston, e cresceu nas proximidades de Medford, Massachusetts. Se formou em engenharia elétrica pela Universidade Johns Hopkins em 1964 pagou a mensalidade trabalhando como atendente de estacionamento e tomando empréstimos. Ele obteve um MBA pela Harvard Business School em 1966.

Carreira empresarial de Michael Bloomberg

Bloomberg começou sua carreira em serviços financeiros em 1966 no extinto banco de investimentos de Wall Street, Salomon Brothers, onde seu primeiro emprego foi contando títulos e certificados de ações no cofre do banco. Ele mudou-se para a negociação de títulos, tornando-se sócio em 1972 e sócio geral em 1976.

Em 1979, Salomon Brothers o tirou de sua posição de chefe de negociação de ações e vendas para dirigir sistemas de informação. Isso foi aparentemente um rebaixamento, mas colocou Bloomberg no comando do departamento que implementou a tecnologia de computadores. Quando a empresa foi adquirida pela empresa de comércio de commodities Phibro em 1981, Bloomberg recebeu um pacote de indenização de US$ 10 milhões.

Bloomberg usou esse recurso para fundar uma empresa chamada Innovative Market Solutions que usou a mais recente tecnologia de sistemas de informação para fornecer aos comerciantes dados sobre os preços dos títulos do Tesouro dos EUA. Merrill Lynch tornou-se um grande cliente e investidor em 1982. Esta empresa revolucionou a forma como os dados de valores mobiliários eram armazenados e consumidos. A empresa foi extremamente bem sucedida e logo se ramificou no negócio de mídia com mais de 100 escritórios em todo o mundo. Como um dos homens mais ricos do mundo, Bloomberg optou por voltar suas atenções para a filantropia, com ênfase em educação, pesquisa médica e artes…

A empresa opera terminais de dados utilizados em todo o setor de serviços financeiros. Também inclui o canal de notícias de negócios Bloomberg Television, Bloomberg Radio, e uma revista mensal, Bloomberg Markets. A revista BusinessWeek foi comprada pela empresa em 2009 e foi renomeada Bloomberg BusinessWeek.

A Vida Política de Bloomberg

Antes de entrar para a política, Bloomberg era democrata. Ele mudou para o Partido Republicano para concorrer a prefeito de Nova York. Além disso, ganhou seu primeiro mandato como prefeito semanas após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 em Nova York. Ele ganhou um segundo mandato em 2005. Depois de projetar com sucesso uma mudança na lei de limites de mandato da cidade, ele foi eleito para um terceiro mandato. Desta vez como candidato independente, em 2009.

Durante seu tempo como prefeito, Bloomberg se concentrou em melhorar o conturbado sistema de ensino público da cidade e revitalizar suas antigas áreas industriais. Ele foi um dos primeiros políticos americanos a forçar limites ao tabagismo, implementando uma proibição de fumar em toda a cidade em escritórios e restaurantes internos. Ele ganhou um certo recorte constrangedor enquanto conservador, por tentar restringir a quantidade de refrigerante vendida em Nova York.

Legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo

Chamando-se republicano liberal, Bloomberg disse que era a favor da legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Um de seus programas mais populares como prefeito foi a criação de uma linha telefônica 311 que colocava as pessoas em contato com a cidade. Permitindo assim, que eles denunciassem crimes, problemas de lixo ou qualquer outra coisa. Bloomberg foi reeleito prefeito em novembro de 2005.

Controversamente, em 2008, Bloomberg foi capaz de avançar com a legislação que lhe permitia concorrer a um terceiro mandato como prefeito, argumentando que o clima econômico particularmente difícil e suas habilidades financeiras justificavam sua permanência no cargo. Depois de gastar uma quantia sem precedentes de seu próprio dinheiro (mais de US$ 90 milhões) na campanha, a Bloomberg garantiu um terceiro mandato de quatro anos em novembro de 2009 — desta vez como independente.

Bloomberg deixou suas funções políticas em janeiro de 2014 e passou esse ano focando em suas atividades filantrópicas antes de retornar como CEO do democrata da Bloomberg L.P. Bill de Blasio assumiu seu lugar como prefeito de Nova York.

Política Pós-Prefeito da Bloomberg

Bloomberg mudou-se para o partido independente enquanto ainda servia como prefeito de Nova York. Politicamente, ele é visto como fiscalmente conservador, mas socialmente liberal, uma mistura que é mais frequentemente vista na cidade de Nova York do que em outros lugares.

Nas eleições de 2016, a Bloomberg endossou a candidata do Partido Democrata Hillary Clinton sobre o candidato republicano Donald Trump. Ele denunciou os republicanos no Congresso como “absolutamente inúteis” por não exercer a supervisão do presidente Trump.

Em 2018, a Bloomberg doou US$ 80 milhões para candidatos ao Congresso. Seu objetivo em fazer essas doações era ajudar os democratas a ganhar a maioria na Câmara dos Representantes. “Nunca pensei que o público fosse bem servido quando uma das partes está totalmente fora do poder, e acho que o último ano e meio foi uma prova disso”, afirmou Bloomberg.

Bloomberg tem sido um defensor ativo do controle de armas. Ele foi um dos 15 prefeitos americanos que fundaram um grupo de advocacia, “Everytown for Gun Safety”, em 2006 para pressionar pela reforma das leis de armas. Ele também fez doações substanciais para organizações ambientais, e como prefeito de Nova York pressionou por políticas de energia limpa.

Consideração presidencial de 2016

Durante as eleições presidenciais de 2016, Bloomberg considerou concorrer como um terceiro independente, temendo que os candidatos dos partidos democrata e republicano fossem muito extremos e desligassem muitos eleitores, antes que ele oficialmente renegasse a prosseguir com o assunto em março de 2016.

Em 27 de julho de 2016, Bloomberg discursou na Convenção Nacional Democrata em apoio a Hillary Clinton, falando honestamente sobre como ele chegou a endossá-la, bem como sua abordagem política.

“Quando entro na cabine de votação todas as vezes, olho para o candidato, não para o rótulo do partido”, afirmou Bloomberg em seu discurso no horário nobre. “Há momentos em que discordo de Hillary Clinton. Mas deixe-me dizer-lhe, quaisquer que sejam nossos desentendimentos, eu vim aqui para dizer: Devemos colocá-los de lado para o bem do nosso país. E devemos nos unir em torno do candidato que pode derrotar um demagogo perigoso”, disse ele, referindo-se ao candidato presidencial republicano Donald Trump.

Questões Climáticas

Embora a Bloomberg não tenha conseguido impedir a eleição de Trump, mais tarde ele encontrou solidariedade entre outros que se opuseram às ações do presidente. Depois que Trump anunciou que estava retirando os EUA do Acordo de Paris em junho de 2017, o ex-prefeito imediatamente reuniu uma coalizão de líderes influentes e anunciou que a Bloomberg Philanthropies forneceria até US$ 15 milhões em financiamento para compensar a perda de recursos americanos.

Em dezembro, marcando o segundo aniversário do Acordo de Paris, a Bloomberg se juntou a uma reunião de chefes de Estado, ambientalistas e outros líderes empresariais na Cúpula do One Planet, em Paris. Questionada se a retirada de Trump prejudicou os objetivos do Acordo de Paris, a Bloomberg pareceu acreditar o contrário: “O fato de o presidente Trump ter uma visão diferente tem sido um grito de guerra para os grupos pró-ambientalistas. E isso tem sido muito útil”, disse ele. “Então eu só quero agradecê-lo por toda a sua ajuda.”

Em abril de 2018, a Bloomberg prometeu US$ 4,5 milhões para ajudar a cobrir o que teria sido o compromisso financeiro dos EUA com o Acordo climático de Paris para o ano. De acordo com um comunicado divulgado pela Bloomberg Philanthropies, seu fundador continuará a financiar o pacto se os EUA não voltarem, embora a Bloomberg também tenha afirmado em uma entrevista na época que esperava que o presidente Trump mudasse de ideia sobre o assunto.

Em março de 2019, o ambientalista anunciou planos para lançar beyond carbon, um esforço para “aposentar todas as usinas a carvão nos próximos 11 anos” e para “começar a mover a América o mais rápido possível para longe de petróleo e gás e em direção a uma economia de energia 100% limpa”.

Candidato presidencial

Depois de inicialmente decidir não concorrer à presidência em 2020, a Bloomberg aparentemente inverteu o curso ao apresentar documentos para se qualificar para as primárias do Alabama até o prazo final de novembro de 2019. Um conselheiro admitiu que a entrada tardia de Bloomberg na corrida provavelmente o impediu de competir nas primárias anteriores realizadas em Iowa, New Hampshire, Nevada e Carolina do Sul, enquanto insistia que uma “campanha nacional de base ampla” logo o colocaria em pé com Joe Biden, Elizabeth Warren e outros principais candidatos democratas.

Ele autofinanciou sua campanha e relatou à Comissão Federal de Eleições que gastou mais de US $ 1 bilhão.

Declaração de campanha

Em sua declaração de campanha, a Bloomberg mirou o presidente Trump como sua motivação para concorrer. Ele escreveu: “Estou concorrendo à presidência para derrotar Donald Trump e além disso, para reconstruir a América. Não podemos permitir mais quatro anos das ações imprudentes e antiéticas do presidente Trump. Ele representa uma ameaça existencial ao nosso país, mas também aos nossos valores. Então, se ele ganhar outro mandato, talvez nunca nos recuperemos dos danos.”

Assim, Bloomberg entrou formalmente na corrida em 24 de novembro de 2019. “Derrotar Donald Trump – e reconstruir a América – é a luta mais urgente, bem como importante de nossas vidas. Por isso, eu vou com tudo”, disse ele em um comunicado. “Eu me ofereço como um executor e um solucionador de problemas – não um falador. E alguém que está pronto para enfrentar as lutas difíceis – e vencer.”

Bloomberg seguiu com um ataque de publicidade o que lhe permitiu rapidamente compensar as pesquisas. No entanto, ele experimentou uma recepção hostil de seus colegas candidatos depois de se qualificar para seu primeiro debate primário em fevereiro de 2020, com Warren descarregando nele por sua polêmica política como prefeito de Nova York e seus comentários degradantes sobre as mulheres.

Bloomberg continuou a apresentar seu caso para a nomeação democrata mesmo após a esmagadora exibição de Biden nas primárias da Carolina do Sul. Que levou os colegas moderados Pete Buttigieg e Amy Klobuchar a suspender suas campanhas. No entanto, um dia depois dos resultados decepcionantes na campanha dele, com apenas uma vitória na Samoa Americana, Bloomberg jogou a toalha e em seguida, prometeu seu apoio a Biden.

Michael Bloomberg, o Filantropo

Como filantropo, ele e sua fundação de caridade, a Bloomberg Philanthropies, doaram um total estimado de US$ 11,1 bilhões principalmente para cinco áreas principais: artes, educação, meio ambiente, saúde pública e inovação governamental.

Ainda, o ex-candidato presidencial reapareceu em abril com o anúncio de que contribuiria com pelo menos US$ 10 milhões para ajudar a combater o coronavírus em Nova York, isto é, o estado mais atingido pela pandemia.

De acordo com um porta-voz da Bloomberg Philanthropies, a organização de caridade estava coordenando esforços com a Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health e a organização sem fins lucrativos Vital Strategies para contratar e treinar cerca de 5.000 pessoas para testar o vírus e rastrear sua disseminação.

A Vida Pessoal de Michael Bloomberg

Michael Bloomberg foi casado com Susan Brown de 1975 a 1993. Eles têm duas filhas. Diana Lancaster Taylor, ex-superintendente de bancos do estado de Nova York, era conhecida como a “primeira-dama” de fato da cidade de Nova York durante o mandato de Bloomberg como prefeita.

Desde 2000, a Bloomberg tem um relacionamento com a ex-superintendente bancária de Nova York Diana Taylor.
Bloomberg possui várias casas, com residências em Londres e Bermudas, bem como em sua base, Nova York.

Livros de Michael Bloomberg

Antes de entrar para a política, o empresário publicou um livro de memórias, Bloomberg on Bloomberg, em 1997. Vinte anos depois, ele foi coautor de Climate of Hope: How Cities, Businesses, and Citizens Can Save the Planet, com Carl Pope. Em 2019, ele foi tema de uma biografia da jornalista Eleanor Randolph, The Many Lives of Michael Bloomberg. Ele explora sua ascensão de origens modestas ao auge do mundo dos bancos de investimento e seu inesperado sucesso político.

Bloomberg hoje

Hoje, Bloomberg Philanthropies acumula um patrimônio líquido estimado em US$ 59 bilhões e além disso, emprega uma abordagem única baseada em dados para a mudança global que cresce a partir de suas experiências como empresário e prefeito. Além das cinco áreas de foco da Bloomberg Philanthropies – saúde pública, artes, meio ambiente, educação, bem como inovação governamental – Bloomberg continuou a apoiar projetos de grande importância para ele, incluindo sua alma mater, Universidade Johns Hopkins, onde atuou como presidente do conselho de curadores de 1996 a 2001. A Escola de Higiene e Saúde Pública da universidade – a maior unidade de saúde pública dos EUA – é nomeada a Escola Bloomberg de Saúde Pública em reconhecimento ao seu compromisso, bem como apoio. A Bloomberg doou mais de US$ 4,3 bilhões para uma grande variedade de causas, mas também organizações.

Como presidente do C40 Climate Leadership Group de 2010 a 2013, a Bloomberg chamou a atenção internacional para o papel principal das cidades na luta contra as mudanças climáticas.

Em 2014, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, nomeou a Bloomberg como enviado especial da ONU para cidades e mudanças climáticas. Onde desde então ele está focado em ajudar cidades e países a estabelecer e alcançar metas mais ambiciosas de mudança climática. Em 2016, a Bloomberg aceitou o convite da diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, Margaret Chan, para servir como embaixadora global da OMS para doenças não transmissíveis como parte do esforço da OMS para alcançar as metas da ONU de reduzir as mortes prematuras da DCNT em um terço até 2030, e além disso, reduzir pela metade o número de mortes e lesões nas estradas.

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Rubens Menin: trajetória do cofundador da MRV Engenharia, dono do Inter e da CNN Brasil

De “patinho feio” para negócios bilionários no setor da construção, conheça a história do bilionário Rubens Menin e entenda como ele conseguiu esse feito.

Rubens Menin

Perfil de Rubens Menin

Nome completo: Rubens Menin Teixeira de Souza
Ocupação: Engenheiro e empresário
Local de nascimento: Belo Horizonte, Minas Gerais
Data de nascimento: 12 de março 1956
Fortuna: R$ 6,4 bilhões  (*Forbes 2020)

Rubens Menin é co-fundador e presidente da MRV Engenharia, além de estar no comando do Banco Inter, CNN Brasil, Abrainc, Log Commercial Properties e Urbamais Desenvolvimento Urbano. Dessa forma, tem bastante reconhecimento nas áreas em que atua.

Leia ainda: Conheça a história de Salim Mattar, o cofundador da rede Localiza

Gostaria de saber mais sobre esse grande empresário? Siga a leitura desse artigo e saiba como ele se tornou um bilionário de sucesso!

Quem é Rubens Menin

Rubens Menin Teixeira de Souza é um brasileiro, nascido em Belo Horizonte, estado de Minas Gerais, em 12 de março de 1956.

De infância tranquila, filho de Geraldo Teixeira de Sousa e Maura Menin, Rubens Menin começou aos 23 anos a sua carreira de sucesso ao fundar, juntamente com alguns sócios da família, a MRV Engenharia, nos anos 70.

Torcedor apaixonado pelo Atlético Mineiro e patrocinador esportivo, além de engenheiro civil e empresário. Características essas que servem para descrever bem o bilionário Menin.

Ao se formar na faculdade de Engenharia Civil, Rubens decidiu trabalhar em um setor que não tinha reconhecimento pelas construtoras famosas da época. Ele decidiu trabalhar com moradias para a população de menor poder aquisitivo.

O mesmo admitiu em palestra que esse ramo, naquela época, era o “patinho feio” da construção civil.

E, de fato, os primeiros anos de funcionamento da MRV não foram muito gratificantes, pois, na mesma época, o Brasil passava por um período de crises financeiras nacionais e internacionais.

Mediante isso, os recursos de financiamento para imóveis eram muito escassos, corroborando assim para o atraso do sucesso que viria anos depois.

Como tudo começou

Desde quando terminou o seu Ensino Médio, Menin já estava encaminhado para que curso prestaria vestibular, pois ao vir de uma família tradicional no ramo da Engenharia, o caminho dele não seria tão destoante.

Roberto concluiu sua graduação em Engenharia Civil na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aos 22 anos, mas sua experiência no segmento iniciou aos 18 anos, na Rua dos Maçaricos, endereço da zona norte de BH onde morava com a família.

Ainda jovem, surgiu a ideia de ter uma construtora voltada para a população mais pobre, ao trabalhar como estagiário numa empresa que supervisionava obras nas zonas periféricas de Belo Horizonte.

Com ajuda de seus pais e de dois primos, Menin fez uma casa simples. Anos depois fundou-se a MRV, juntamente com seu primo Mário Lúcio Pinheiro Menin e a construtora Vega Engenharia Ltda.

História MRV Engenharia

MRV entrega primeiros imóveis em Belo Horizonte, Minas Gerais (1981) / Foto: MRV

Montado o projeto da construtora, eles colocaram em prática. As primeiras moradias foram concluídas em 1981, no bairro de Vila Clóris, em Belo Horizonte.

No final da década de 90, a MRV já começava a se espalhar pelo Brasil com obras também na região Sul e no interior de São Paulo.

Cada vez mais a construtora foi se expandindo e aproveitou as ofertas públicas e abriu o capital. Com recursos para investir, a empresa alavancou.

Desde 1979, já foram entregues mais de 300 mil habitações em 21 estados brasileiros e Distrito Federal.

A empresa possui 24 mil funcionários que trabalham para realizar a missão da empresa em 140 cidades do Brasil.

Hoje, um em cada duzentos brasileiros vive em moradia construída pela MRV Engenharia.

História MRV Engenharia

Inauguração da primeira loja MRV em Belo Horizonte, Minas Gerais (1995) / Foto: MRV

Carreira

Na palestra feita pela Endeavor Brasil, Rubens Menin afirmou que a MRV era como o patinho feio porque a indústria popular de construções não dava retorno financeiro bom.

Por isso, as construtoras brasileiras focavam seus projetos em construir moradias para a alta e média classe da sociedade.

Contudo, em 2009, no Governo Lula, foi feito o programa público “Minha Casa, Minha Vida”, o qual facilitou financiamento e juros mais baixos para habitações da população com baixo poder aquisitivo.

Dessa forma, veio uma fase de crescimento exponencial da construtora MRV, pois a mesma já estava habituada com a redução de custos e burocracias que envolviam moradias de baixa renda.

Muitas empresas quiseram embarcar nessa jornada do programa “Minha Casa, Minha Vida”, mas devido às especificidades desse ramo, ficaram para trás.

Assim, a MRV se tornou a maior do ramo na Bolsa de Valores brasileira, a maior incorporadora da América Latina e uma das maiores do mundo.

Nos dias atuais, a MRV é uma das maiores empresas de capital aberto no país, tendo seu valor no mercado de R$ 8 bilhões de reais.

Menin anunciou que iria somente se dedicar ao conselho administrativo da MRV, então, a presidência passou a ser dividida entre seu filho Rafael Menin, e Eduardo Fischer, sobrinho de Rubens.

Apesar da ascensão, Menin não se contentou apenas com o ramo da construção civil no Brasil. Conforme foi tendo retorno financeiro, ele foi investindo e ampliou seus negócios para outros ramos.

Ramos de expansão

  • Galpões Logísticos – Log Commercial Properties
  • Banco Inter
  • Comunicação – CNN
  • Construção Civil nos Estados Unidos – AHS
  • Loteamentos Urbanos – Urbamais Desenvolvimento Urbano

Além dessas diversas áreas, Rubens Menin é um fanático por futebol, sendo seu clube do coração o Atlético Mineiro, como dito anteriormente. Mediante isso, ele criou um instituto social para fomentar as iniciativas esportivas, sobretudo seu time.

A expansão do patrimônio

Como dito anteriormente, Menin é fundador de outras vertentes, por exemplo o Banco Inter.

O banco foi fundado em 1994, sendo chamado por Intermedium. Ele era limitado à região e com pedido de mercado imobiliário, como ofertas de empréstimos. Contudo, nos últimos anos, a instituição se transformou na maior potência da família.

A ampliação do Banco Inter começou através de transferências de regulações realizadas pelo Banco Central do Brasil, que passaram a fomentar o aparecimento de bancos digitais.

Atualmente, o valor do Banco Inter no mercado é de R$ 13 bilhões de reais e seu filho, João Vitor Menin está a frente com a presidência da instituição.

Fachada Banco Inter

Diversidade dos negócios

Além da MRV e Banco Inter, Rubens possui também a Log Commercial Properties. É uma empresa que atua na construção e locação de propriedades comerciais como galpões logísticos.

Atualmente, o valor de mercado da Log Commercial Properties é de R$ 3 bilhões de reais.

Mediante o sucesso da MRV, Rubens investiu na criação da Urbamais Desenvolvimento Urbano. O foco dessa empresa são os loteamentos urbanos para construção.

Enquanto a MRV constrói as moradias, a Urbamais divide os lotes e implanta a estrutura necessária.

Dessa forma, existe um family office, chamado de a Conedi, onde a família reúne os negócios e é uma investidora de materiais de construção e acabamento do tipo A, B ou C. O local de atuação da Conedi é em Minas Gerais.

A inteligência e os sonhos de Menin foram tão altos que ultrapassaram as barreiras físicas entre países e ele passou a controlar a construtora americana AHS. Essa empresa constrói e gerencia moradias para aluguel nos Estados Unidos.

Em 2020, Rubens decidiu ousar um pouco mais e sair da área da construção. Entrando na área da comunicação, ele pediu à emissora americana de televisão CNN uma licença para transmissão no Brasil.

E, como todos agora sabem, Menin é apaixonado pelo esporte, mas também pela cultura.

Os recursos acumulados desde a fundação da MRV e além disso, de suas outras empresas, não são utilizados somente para expansão e mais diversidade nos negócios.

Sobretudo também para apoiar e dar nome ao novo estádio do Atlético Mineiro, a Arena MRV, que ainda está em fase de construção.

A previsão é que a Arena MRV tenha inauguração no segundo semestre do ano de 2022.

Arena MRV

Arena MRV

O sucesso nos negócios

Após diversos ramos de investimento, a ascensão patrimonial do empresário foi em paralelo ao sucesso de seus negócios.

Segundo a revista Forbes, Rubens Menin possui uma fortuna aproximada de R$ 6,4 bilhões de reais.

Atualmente, ele é dono de 36,8% da MRV, 25% do Banco Inter e 30% da Log Commercial Properties. Ainda nesse ano de 2021, Menin comprou 100% da empresa de radiodifusão Rádio Itatiaia, sendo a maior emissora de rádio do Estado de Minas Gerais.

Contudo, Menin prefere a discrição e ficar fora de rankings das pessoas bilionárias do mundo, sendo um “bilionário oculto”.

Vale ressaltar que em 2018, o Presidente do Conselho de Administração da MRV Engenharia Rubens Menin ganhou o prêmio global da Ernst & Young (EY). O escolheram entre empreendedores de 46 países.

Além disso, o reconheceram como o World Entrepreneur of the Year, durante a final mundial do Prêmio Empreendedor do Ano, realizado em Monte Carlo, Mônaco.

A Ernst & Young é uma empresa de multi-funções com diversos serviços profissionais, que possui sede no Reino Unido e além disso, promove prêmios anuais para escolher o empreendedor do ano.

No Brasil, a EY é a maior empresa de Auditoria, Transação Corporativa, Consultoria, bem como Impostos. É referência na implantação de políticas de mobilidade.

Menin foi o primeiro empreendedor brasileiro a ter reconhecimento como World Entrepreneur of the Year e também o primeiro empreendedor da América do Sul a receber essa honra.

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Thiago Maffra, novo CEO da XP Investimentos assume comando com foco na tecnologia

Thiago Maffra assumiu comando da XP Investimento e desafio de transformar a companhia.

Thiago Maffra

Perfil de Thiago Maffra

Nome completo: Thiago Maffra
Ocupação: Administrador e CEO da XP Inc.
Local de nascimento: Araxá, Minas Gerais
Ano de nascimento: 1984

O primeiro trimestre de 2021 começou diferente para Thiago Maffra, e porque não dizer, começou com boas notícias. O administrador com especializações voltadas para o mercado financeiro e tecnológico, assumiu o comando da XP Investimentos.

Leia ainda: Conheça a história de Salim Mattar, o cofundador da rede Localiza

Em maio de 2021, o então CTO da XP Investimentos, foi alçado ao maior cargo da empresa, assumindo a função de CEO, no lugar de Guilherme Benchimol, fundador da corretora de capital aberto.

Maffra começou a carreira como gestor de renda variável de negócio da XP Inc., quando atuou com investimentos, operando ações, câmbio, ETFs, e demais opções.

Algum tempo depois, foi cursar MBA nos Estados Unidos, mas continuou na companhia ocupando o cargo de gerente de equity para clientes de varejo. Mas foi ao retornar das terras estrangeiras que Thiago Maffra viu sua carreira deslanchar.

Isso porque, desenvolveu o XDEX, Exchange de criptomoedas, uma moeda exclusiva do mundo digital, que passaria a ser operada pela corretora, o que passou a ser um diferencial importante para a companhia, afinal, esse é um lugar de negócios ainda em expansão.

De 2015, quando entrou na empresa, até os dias atuais, a carreira de Maffra foi se consolidando pouco a pouco, e o crescimento da área de tecnologia carimbou seu passaporte para o cargo de CEO. Ele é considerado o responsável por essa parte da XP.

Com a nova função, Maffra ganhou uma missão ainda mais complexa, a de tornar a XP a maior companhia de tecnologia brasileira, o que já começou a fazer como CTO, mudando a estrutura organizacional da companhia e trabalhando com equipes multidisciplinares.

Trajetória

O jovem Thiago Maffra nasceu em 1984, na cidade de Araxá em Minas Gerais, mas foi em Itapevi, interior de São Paulo, que cresceu e alimentou seus sonhos.

De origem humilde, sua vida escolar já começou com desafios diários. Todo dia, o garoto levava 1 hora dentro de um ônibus para estudar na cidade vizinha, São Roque. O motivo: lá se concentravam as melhores escolas da região.

Nada que tirasse a alegria de Thiago que teve uma infância feliz: brincava na rua, torcia pelo São Paulo, jogava videogame e estudava.

Nesse último tópico, Maffra fez sua parte. Sempre se destacou como aluno de excelência, obtendo ótimas notas escolares. Tanto que conseguiu bolsa parcial de estudos para cursar faculdade no Insper.

O que se sabia era que quem saia do Instituto tinha grandes chances de adentrar o mercado, inclusive, o financeiro, o que era o começo de um sonho que passou a perseguir.

O objetivo de Maffra era justamente ter uma profissão que lhe possibilitasse melhorar a vida dos pais. Quem sabe essa oportunidade não estava no mercado financeiro?

Aliás, a bolsa parcial no Insper tinha como requisito a compra de um notebook e o pagamento adiantado de aluguéis da residência estudantil.

Como a família não possuía recurso extra para bancar essa despesa, foi preciso que a mãe vendesse seu bem mais caro, o carro, para bancar os estudos do filho, que foi morar em uma apartamento com mais sete colegas.

Maffra e o curso de Administração

De mãe fisioterapeuta e pai engenheiro, Maffra tomou rumo diferente dos pais na profissão, e seguiu para o curso de Administração.

Mas a obstinação não é uma característica apenas de Thiago Maffra, sua mãe voltou a estudar depois de anos afastada dos livros e completou o nível superior aos 56 anos.

Com foco na família, o projeto de Maffra era atuar no mercado financeiro e logo ganhar dinheiro para ajudá-los.

E não se demorou para alcançar esse objetivo. Ainda no seu primeiro emprego, pode devolver o valor financeiro investido pela mãe, lá no início da faculdade.

Ainda não era a carreira dos sonhos, mas já era o começo de uma trajetória profissional atuando em bolsas de valores.

Durante dez anos, ele trabalhou em duas empresas que atuavam no mercado financeiro. Ainda que não tivesse a robustez da XP Investimentos, foi a porta de entrada para ganhar experiência na área.

O que Maffra não imaginava era que a tecnologia também cruzaria seu caminho e poderia ser seu diferencial, ou melhor, seu potencial, sua melhor competência.

Carreira de Thiago Maffra

Apesar de jovem, a vida de Maffra sempre foi composta por desafios, seja do ponto de vista financeiro ou de aprendizado.

Na faculdade, sem domínio do inglês, precisava do idioma para ter acesso ao conteúdo do curso, uma vez que a maioria dos livros eram escritos na língua estrangeira.

Nessa fase, precisou ser autodidata e aprender sozinho um novo idioma. Ele diz que aprendeu na raça, afinal, não existia outra alternativa.

Por isso, tão logo entrou na XP investiu na sua proficiência em inglês e conseguiu seu certificado CFA. Um primeiro passo para seguir novos rumos profissionais, inclusive, fora do país.

Isso não aconteceu rápido como parece, pois antes de chegar a XP, trabalhou na Bulltick Capital Management, instituição com sede em Miami, que atuava também nas bolsas mexicana, americana e brasileira.

Nessa época, Maffra trabalhava em mesas de operação e também com os clientes dos fundos da administradora. Estava, enfim, no mercado financeiro.

Depois atuou como trader na Souza Barros, instituição antiga que lidava com mercados internacionais e acabou encerrando suas atividades em 2015.

Foram dez anos de atuação no mercado financeiro até ser visto pela corretora de negócios. Tão logo saiu da Souza Barros, em 2015, buscou vaga na XP.

O mineiro de Araxás chegou a XP, de olho na política de meritocracia e no sistema de partnership, condições que poderiam alavancar sua carreira.

Com toda essa bagagem, Thiago ganhou uma tarefa importante ainda como trader, montar a mesa de negociação de ativos financeiros a partir de algoritmos. Eles funcionam como uma espécie de robôs que acompanham as cotações de mercado, indicando os melhores investimentos.

Conseguiu realizar a tarefa e mostrar à empresa que tinha competência para alçar novos voos. Mesmo assim, acreditava que precisava se qualificar para subir mais um degrau profissionalmente. Por isso, procurou se especializar.

CFA e o MBA de Maffra

Mesmo trabalhando na XP, Maffra continuou investindo na sua educação. Depois de conquistar o certificado CFA, ingressou no MBA em finanças na Columbia Business School, nos EUA, onde permaneceu por mais de dois anos.

No primeiro momento se afastou da companhia, por exatamente dois meses, quando foi morar nos EUA, para se dedicar, exclusivamente, ao curso de especialização.

Parecia que sua história com a corretora estava findada, até que o chamaram para voltar. No retorno, a empresa passou a atuar como gerente de equity para clientes de varejo, trabalhando do escritório em Nova York.

A missão seguinte, no entanto, demorou mais a aparecer. Quando retornou a São Paulo, Maffra montou a Xdex, a corretora de criptomoedas, projeto que o credenciou para assumir a área de tecnologia da XP. Em 2018, Maffra tornou-se diretor executivo de tecnologia (CTO).

Migração

A empresa precisava realizar uma transformação tecnológica e, para isso, chegou a contratar cinco diretores no CTO, nos últimos dez anos. Alguns com formação específica, outros com competência, mas nenhum trouxe os resultados esperados.

Maffra não é profissional de UX, o que até gerou dúvidas em muitos colegas da área, mas para Benchimol, fundador da companhia, o trabalho realizado por Maffra como CTO apresentou resultados significativos, o que por si só já o credenciava para assumir uma responsabilidade maior.

O modelo antigo necessitava de uma mudança de ecossistema, de mindset da empresa, para torná-la competitiva nesse mercado, o que exigiria uma total reestruturação organizacional.

O administrador agora tinha a tarefa de liderar um novo momento e, o primeiro passo dele foi aumentar o time de colaboradores da área, que saiu de 150 para 1500 profissionais.

Para ele, somente com metade da empresa voltada para a tecnologia, poderá haver uma mudança de mentalidade nos negócios.

Os colaboradores e seus expertises

Muitos dos colaboradores admitidos atuavam em empresas como Google, Facebook, Amazon e Mercado Livre e, por isso, já chegavam com alguma expertise no ramo de tecnologia. A ideia de Maffra é que metade da empresa seja de tecnologia.

Com esse volume de profissionais especializados, o CTO distribuiu o time em 80 squads multidisciplinares, com autonomia para desenvolver produtos de tecnologia focados no negócio para cliente, o que deu agilidade à execução e implantação de projetos.

Há 20 anos, a corretora de negócios XP entrou no mercado brasileiro para revolucionar o modo de fazer negócio.

De lá para cá, muita coisa mudou, e chegou a hora de usar a tecnologia para servir ao cliente, e ao negócio como se fez até agora. É o que pensa Guilherme Benchimol, fundador e antigo CEO da XP.

Ele acredita que Thiago Maffra tem total condições de liderar esse processo, uma vez que já demonstrou sua habilidade e competência em desenvolver projetos e produtos na área de tecnologia.

A data marcada para a transmissão do cargo não foi escolhida ao acaso. Em 21 de maio de 2001, a XP estava sendo fundada, há exatamente 20 anos.

Thiago Maffra, por sua vez, tem consciência da sua responsabilidade e encara essa fase como mais um grande desafio da sua vida.

O objetivo dele é transformar a XP na melhor fintech do Brasil, ou seja, na maior empresa de tecnologia voltada para o mercado financeiro.

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Perfis

Ray Dalio, o fundador da Bridgewater Associates e criador do fundo mais lucrativo do mundo

Conheça a história de Ray Dalio, grande investidor que preza pela diversificação de investimentos.

Ray Dalio

Perfil de Ray Dalio

Nome completo: Raymond Thomas Dalio
Ocupação: Gestor de fundos e escritor
Local de nascimento: Nova York, Estados Unidos
Data de nascimento: 8 de agosto de 1949
Fortuna: US$ 20,3 bilhões (Forbes 2021)

Ray Dalio é um investidor de sucesso no mercado financeiro e sua história de sucesso começou com ele ainda adolescente.

Leia ainda: Michael Burry: biografia do médico e investidor que previu a crise de 2008

Siga a leitura e entenda como ele se tornou bilionário, apesar de suas estratégias contrariarem muitos outros investidores no ramo!

Quem é Ray Dalio

Raymond Dalio nasceu em agosto de 1949, em Nova York, Estados Unidos, filho de um saxofonista e dona de casa.

Seu primeiro investimento foi aos 12 anos, quando comprou ações da Northeast Airlines por US$ 300, no qual foi bem-sucedido, quando o investimento triplicou depois da fusão da companhia aérea com outra empresa.

Conhecido como acionista do maior fundo de investimento tipo hedge, Ray é fundador da Bridgewater Associates, fundada em 1975.

Devido a sua capacidade de percepção dos movimentos do mercado e ao seu modelo de gestão de capital, Dalio está entre as pessoas mais ricas do mundo.

Na Forbes 2021, ele ocupa 88º lugar, com uma fortuna em média de US$ 20,3 bilhões.

Ray também é escritor, e em seus livros ele aborda temas macroeconômicos e valores que adquiriu ao longo da jornada.

De acordo com Dalio, é necessário princípios inteligentes para saber como lidar com acontecimentos difíceis, e esses princípios serão como bússola para te guiar.

Formação e carreira

Ray se formou em Finanças pela Long Island University. E concluiu o MBA em 1973 pela Harvard Business School.

Após conclusão dos estudos, Ray trabalhou na bolsa de valores de Nova York, onde executava negociações de futuros contratos e commodities.

Pouco tempo depois, se tornou diretor de commodities na Dominick & Dominick LLC. E em 1974 passou a ser trader na Shearson Haden Stone.

Cansado de trabalhar para outras pessoas, em 1975, Ray fundou a própria empresa de investimentos dentro de seu apartamento, a Bridgewater Associates.

Atualmente, a Bridgewater é o maior hedge fund do mundo e administra US$ 160 bilhões.

Seu sucesso foi devido a sua capacidade de entender o mercado como investidor, porém foi necessário muitas mudanças pessoais e profissionais ao decorrer dos anos, para que o êxito retornasse e permanecesse.

A Bridgewater Associates

A Bridgewater foi fundada em 1975, e Dalio busca seguir uma estratégia baseada no conceito de paridade de risco, no qual a carteira é equilibrada pelo risco de cada investimento, além de ser diversificada. Logo, permite ter um bom retorno independente do cenário econômico.

Não famosa apenas por seus fundos, mas a Bridgewater tem sua cultura reconhecida pela sua transparência radical e meritocracia de ideias.

Como nem tudo são flores e acertos, no início dos anos 80, Ray fez uma aposta errada no mercado e perdeu muito dinheiro (próprio e de investidores).

Esse cenário marcou a vida do investidor, que passou por uma reconstrução na Associates e criou seus princípios, os quais foram expostos em livros de diversos setores, um deles é best seller.

Ray começou a empresa aconselhando clientes sobre gerenciamento de riscos. Passou a escrever Newsletters sobre economia de forma prática na visão dele.

Tudo isso atraiu muitos clientes para Dalio, como o McDonald’s.

A criação do McNuggets

McNuggets

Nesse período, Dalio começou a negociar com produtores de frango, os valores e o mercado, para que fosse criado o famoso McNuggets para o catálogo da McDonald’s.

Até que o produto foi lançado em 1983, e faz sucesso até hoje.

Já em 1987, a Bridgewater começou a mudar o foco de investimentos e Dalio passou a focar em moedas e renda fixa.

Ele elaborava teorias de investimentos que o faria ficar bilionário, enquanto o número de clientes crescia.

Sua observação foi basicamente que, a economia global era uma máquina, com transições econômicas que se repetiam de acordo com o ciclo.

Então, se um investidor conseguisse captar esses padrões, e até mesmo eventos menores, seria possível construir um sistema que captasse os altos e baixos antes dos movimentos acontecerem.

Para a Bridgewater funcionou super bem, e com apenas três anos desde a fundação da empresa ele teve retornos positivos.

Em 1993, Dalio teve uma reunião com seus sócios: Giselle Wagner, Dan Bernstein e Bob Price, na qual o intuito era passar um feedback para Ray pela forma em que ele estava gerenciando a empresa.

O assunto principal foi sobre o modelo de gestão de pessoas dentro do grupo, e a forma como ele tratava os funcionários. Forma essa que nem ele percebia.

Dalio entendeu o feedback e por isso, adotou uma cartilha com foco na “verdade extrema” entre os funcionários e a empresa.

Contudo essa cultura de transparência adotada, em que até as reuniões eram gravadas e documentadas, gerou muito desconforto entre os funcionários.

Muitos alegaram que chegava a assemelhar as reuniões a um “culto”, e assim a Associates passou por dificuldades para manter os funcionários e até mesmo contratar novos.

Após esses acontecimentos, Dalio saiu da posição de CEO em 2018, contudo ainda segue atuando diretamente em situações importantes.

Investimento

Para tanto dinheiro, você deve se perguntar onde ele investe, certo?

Então vamos entender um pouco sobre em que ele investe e quais suas estratégias!

Visando uma boa reserva de ativos, para que tenha êxito em qualquer cenário econômico, Ray criou um investimento baseado em “Paridade de risco”.

O principal objetivo é equilibrar os riscos de investimentos, com intuito que não fique em constante alteração.

Como bom investidor, ele preza por uma diversificação. Então sua carteira é basicamente:

  • 40% investidos em títulos a longo prazo (20 a 25 anos);
  • 30% em ações de grandes empresas;
  • 15% em títulos de médio prazo (7 a 10 anos);
  • 15% dividido entre ouro e outras commodities.

É preciso entender o histórico de padrão de economia e mercado de ações para que essa tabela seja atualizada anualmente.

Estratégias

Como já dito, a estratégia principal dele é de paridade de risco. Em que consiste ter uma carteira diversificada e equilibrada de acordo com a volatilidade de cada ativo, até que futuramente terá retorno positivo.

Para ele a diversificação (ações, imóveis, commodities etc.) é um dos principais pontos estratégicos para o sucesso investindo, pois se você perder em um lado, pode ganhar em outro.

Além disso, Ray recomenda que você tenha autoconhecimento para que obtenha sucesso em qualquer área da sua vida.

“Você precisa pensar por si mesmo, e descobrir o que é verdade.”

Essas estratégias não agradam a muitos investidores que possuem a carteira bem tradicionalista. Contudo, Ray não se limitou a isso.

Princípios de Ray Dalio

Em seu livro, Princípios, que foi escrito de forma bem didática com intuito de atingir um público amplo, Ray conta as histórias de fracasso em busca de conhecimento e quais princípios adotou para chegar ao sucesso.

Dalio conta que em 1982 aconteceu seu maior fracasso, quando apostou em uma crise que nunca aconteceu.

O mercado estava em turbulência e ele acreditava que os EUA estavam entrando em crise.

Ele assumiu publicamente um risco e errou completamente.

Todavia, o país passou por uma onda de sorte e desfrutou do maior período de crescimento econômico.

Ray teve tanto prejuízo, que chegou a pedir em média US$ 4.000 ao pai para pagar as contas, sendo necessário demitir funcionários e foi o único que sobrou na empresa.

Ele diz que situação como essa, metaforicamente, irá acontecer em sua vida. “Você perderá algo que acha que não pode viver sem, sofrerá uma doença terrível ou lesão ou então sua carreira desmoronará diante de seus olhos, mas passará.”

Para Raymond, alcançar o sucesso é questão de preparação. Por isso, você precisa começar a seguir princípios básicos em sua vida que te auxiliará nesse processo.

Ray Dalio descreve esses princípios em 5 passos:

  1. Entenda seus objetivos e em busca deles.
  2. Encontre os obstáculos que te impedem de realizar seus objetivos.
  3. Diagnostique os problemas para encontrar as causas.
  4. Faça planejamentos para contornar os obstáculos que atrapalham seu processo.
  5. E faça. Ponha em prática os planejamentos.

“Uma vida bem-sucedida consiste em realizar esses cinco passos repetidamente”, ele escreve.

Ray criou esses princípios a partir de uma reflexão que fez após os fracassos.

Ele criou uma fórmula básica para representar esses princípios: Dor + reflexão = progresso.

Isso serve para ao lado da vida, se porventura cometer erros constantes, passar por essas reflexões.

Dalio diz que tem atingidos um público de leitores de todas as idades, e por isso, fica feliz com essa devolutiva.

Pelo Youtube, Ray entrega para pessoas que não podem ler, além disso, ele fez um vídeo curto de 30 minutos onde fala sobre esses princípios.

Além disso, ele também escreve artigos, que publica no Linkedin e faz uso do Twitter e Instagram, onde publica constantemente trechos de seus livros.

Raymond disse que se compromete a “devolver o bem” por todas as plataformas para que maiores números de pessoas alcancem seus sonhos e uma vida bem-sucedida.

Em uma conversa com a Forbes, ele diz que “Não havia nada de especial em mim”. Complementa dizendo que todos irão falhar, mas você precisa passar por esse processo de mente aberta, para que consiga enxergar e aprender e melhor durante isso, para que aumente suas chances de acertar.

Essa é a fórmula para o sucesso.

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