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Michael Burry: biografia do médico e investidor que previu a crise de 2008

Ele ficou conhecido por se antecipar ao perceber e lucrar com a bolha das hipoteca que “quebrou” os Estados Unidos em 2008.

Michael Burry

Perfil de Michael Burry

Nome completo: Michael James Burry
Ocupação: Investidor, gestor da Scion Asset Management
Local de nascimento: San José, Califórnia, Estados Unidos
Data de nascimento: 9 de junho de 1971
Fortuna: US$ 200 milhões

Dr. Michael Burry é um médico por formação e, além disso, um investidor e gestor de fundos de hedge que previu e lucrou com a crise hipotecária do subprime em 2008.

Leia também: Mark Mobius: trajetória do guru dos mercados emergentes

Neste artigo, vamos cobrir o passado do Dr. Michael Burry, saber o que se passou no pano de fundo da crise financeira, mas também, como o Dr. Burry peviu a crise.

Apostando contra Wall Street

No início dos anos 2000, os grandes bancos tinham direcionado totalmente suas verbas para o mercado de títulos hipotecários subprime (hipotecas com classificação de crédito abaixo da média), que sofria de fraquezas estruturais fatais.

Mas para alguns investidores experientes que viram os títulos hipotecários pelo que realmente eram, a miopia dos bancos representava uma oportunidade incomparável. Eles poderiam apostar contra a posição de Wall Street e colher enormes lucros.

Dr. Michael Burry era, juntamente com Steve Eisman, cético (para dizer o mínimo) sobre a confiança com que Wall Street vendia títulos lastreados em hipotecas. Burry era outro forasteiro em finanças, que tinha ido para Wall Street com um passado não convencional e uma história de vida única.

Ele perdeu o olho aos dois anos de idade, quando este foi removido após uma forma rara de câncer. O Dr. Michael Burry usava um olho de vidro para substituir o que ele tinha perdido.

Burry mais tarde observaria que isso o fez ver o mundo de forma diferente, literalmente e figurativamente. Talvez por autoconsciência, ele teve problemas com relações interpessoais e pensou em si mesmo como uma espécie de lobo solitário.

Para compensar suas lutas sociais (ele aprenderia muito mais tarde na vida que sofria da síndrome de Asperger, uma desordem no espectro do autismo), ele aprendeu a analisar dados com um olhar rigoroso aos detalhes, vendo padrões que ninguém mais podia ver.

Michael Burry era um médico por formação, que descobriu um dom para investir e escolher ações quando estava na faculdade de medicina na década de 1990, depois de estudar os ensinamentos do lendário investidor Warren Buffett.

Blog de investimento

Nas horas vagas (o que, como estudante de medicina, era raro), ele começou um blog sobre investimento que rapidamente se tornou um dos favoritos entre comerciantes e banqueiros de investimento — todos os quais ficaram impressionados com sua aptidão como recém-chegado a investir e pelo fato de que ele estava fazendo isso enquanto estava cursando medicina.

Como investidor, Dr. Michael Burry se especializou em identificar empresas que poderiam ser adquiridas por menos do que seu valor de liquidação — ou seja, encontrar empresas que o mercado estava desvalorizando. Essa forma de investimento era um ajuste natural para o analítico e não convencional Burry, que via coisas que outros não podiam.

O sucesso de seu blog estabeleceu o Dr. Michael Burry como uma autoridade reconhecida no investimento de valor. Eventualmente, ele largou a faculdade de medicina para seguir uma carreira em finanças. Joel Greenblatt da Gotham Capital ofereceu a Burry um milhão de dólares para começar seu próprio fundo, o Scion Capital.

O fundo Scion estava entregando rapidamente resultado para seus clientes, sem dúvida, devido aos insights aguçados de Burry sobre o verdadeiro valor e o risco. Ele sabia como vencer o mercado.

Em 2001, o índice S&P caiu quase 12%, mas o índice subiu 55%. Em 2002, o S&P caiu mais de 22%, mas o Scion subiu 16%. Burry acreditava que os incentivos eram a força motriz por trás de grande parte do comportamento humano. A maioria dos outros gestores simplesmente teve um corte de 2% do total de ativos em sua carteira, que eles ganharam independentemente de como eles realmente se saíram.

Scion tomou um rumo diferente, apenas cobrando dos clientes as despesas reais incorridas executando o fundo. Burry insistiu em lucrar apenas quando seus clientes lucravam primeiro.

Molho secreto do Dr. Michael Burry

Mas o que fez o Dr. Michael Burry tão bem sucedido? Como ele foi capaz de vencer consistentemente o mercado por margens tão amplas? Acontece que ele não estava fazendo nada de especial. Não houve informação privilegiada. Ele não tinha informações secretas ou tecnologia especial que ninguém em Wall Street não tinha acesso.

Ele não estava fazendo nada mais do que comprar ações e analisar as demonstrações financeiras das empresas. Mas simplesmente analisar declarações o diferenciava. Ninguém mais estava se preocupando em fazer o trabalho duro e tedioso de realmente estudar sobre as empresas em que estavam investindo.

Uma assinatura de US$ 100 por ano para o 10-K Wizard deu ao Dr. Michael Burry acesso a todas as demonstrações financeiras corporativas que ele poderia precisar.

Se isso não lhe desse o que precisava, ele peneiraria decisões judiciais obscuras (ainda que publicamente disponíveis) e documentos regulatórios governamentais para obter valiosas pepitas de informações que poderiam mudar o valor das empresas e dos mercados. Ele estava encontrando informações em lugares que ninguém mais se preocupava em procurar.

Dr. Michael Burry e o Mercado Imobiliário

Dr. Michael Burry

Dr. Michael Burry

Michael Burry viu uma rara oportunidade no mercado de títulos imobiliários subprime, mais uma vez onde ninguém mais estava olhando. Mas isso foi uma reviravolta em sua abordagem habitual. Em vez de procurar ativos desvalorizados, ele ia mirar no mercado subprime por causa de sua convicção de que era extraordinariamente supervalorizado.

Michael Burry tinha, com precisão característica, estudado os empréstimos subjacentes que compõem o pool de hipotecas sendo enfiadas nos títulos. Ele viu que os mutuários sem renda e sem documentação estavam ocupando uma parcela maior e maior das hipotecas.

As normas de empréstimos entraram em colapso diante da demanda insaciável do mercado por subprime, à medida que os criadores de empréstimos elaboravam meios cada vez mais elaborados para justificar o empréstimo de dinheiro a mutuários claramente indignos de crédito. Como vimos, esses empréstimos estavam sendo reembalados em títulos e vendidos pelos grandes bancos.

Mundo das trocas de crédito

Mas como o Dr. Michael Burry encurtaria esses tipos de títulos? Sua estrutura os tornava impossíveis de emprestar, já que as parcelas eram muito pequenas para serem identificadas individualmente. O mercado não tinha um mecanismo para um investidor como Burry, que acreditava que o mercado de títulos hipotecários subprime era essencialmente inútil. Mas Burry sabia uma solução para esse problema. Ele estava prestes a mergulhar no mundo das trocas de crédito.

Burry viu que agora era a hora de agir. Uma vez que as taxas de teaser sobre os empréstimos subprime foram embora e os mutuários começaram a ser atingidos com taxas de juros mais altas (em cerca de dois anos), haveria uma onda de inadimplência que colocaria o mercado de títulos hipotecários de joelhos.

Uma vez que isso começasse a acontecer, muitos investidores estariam desesperados para comprar seguros nos títulos em que investiram — e a única maneira de fazer isso seria através das trocas de crédito que o Dr. Michael Burry teria.

Michael Burry cria troca de crédito para títulos hipotecários

Mas havia um problema em seu plano: não havia trocas de crédito para títulos hipotecários subprime. Os bancos teriam que criá-los. Além disso, a maioria das grandes empresas que estariam dispostas a criá-las poderia ter problemas de solvência e ser incapaz de realmente pagar os retornos de suas trocas se suas previsões catastróficas fossem precisas. Eles estavam muito expostos ao subprime.

Ele descartou Bear Stearns, mas também Lehman Brothers como potenciais vendedores de troca de crédito, argumentando que eles estavam muito envolvidos no jogo subprime para poder pagá-lo quando os títulos falhassem.

Em 2005, apenas o Deutsche Bank e o Goldman Sachs manifestaram interesse. O Dr. Michael Burry conseguiu um acordo com eles para estabelecer um contrato de pagamento, garantindo então, o pagamento à medida que os títulos individuais falhassem. Em maio de 2005, ele comprou US$ 60 milhões de trocas do Deutsche Bank, isto é, US$ 10 milhões a cada seis títulos separados.

Burry escolheu esses títulos a dedo depois de ter lido os prospectos, vendo que eles eram compostos dos empréstimos subprime mais questionáveis.

Milton’s Opus

Eventualmente, o Dr. Michael Burry criou um fundo separado, chamado Milton’s Opus, dedicado exclusivamente à compra e troca de crédito em títulos lastreados em hipotecas. Em outubro de 2005, ele disse a seus investidores que eles agora possuíam cerca de US$ 1 bilhão desses ativos.

Alguns investidores ficaram indignados por Burry ter amarrado seu dinheiro em (o que lhes pareceu) uma aposta tão arriscada. O mercado imobiliário dos EUA nunca tinha entrado em colapso da maneira que Burry previu. Mas Burry também sabia que um colapso total não era necessário para ele colher enormes lucros. Do jeito que as trocas foram estruturadas, ele faria uma fortuna se até mesmo uma fração dos pools hipotecários dessem errado. Contudo, os bancos mal pareciam entender o que tinham vendido a ele.

Mas, em poucos meses o mercado estava começando a ver a sabedoria do Dr. Michael Burry. Antes do final de 2005, representantes das mesas de negociação do Goldman Sachs, Deutsche Bank e Morgan Stanley estavam pedindo a Burry para vender de volta os swaps de crédito que ele havia comprado — a preços muito generosos. Seu interesse repentino neste instrumento financeiro, que ele os ajudou a criar meros meses antes, só poderia significar uma coisa: as hipotecas subjacentes estavam começando a falhar.

Não rápido o suficiente

Inicialmente, os bancos e agências de classificação não reconheceram que algo estava errado. Dr. Michael Burry estava confiante de que sua aposta contra o mercado imobiliário seria vindicada.

Mas era uma posição cara de manter, e que estava custando a seus clientes ricos dinheiro significativo no aqui e agora, como ele continuou a dever aos bancos os prêmios sobre as trocas de crédito que ele tinha comprado. Pela primeira vez, Burry estava com baixo desempenho no mercado. Em 2006, o S&P havia subido mais de 10% — Scion havia perdido 18,4%.

Revolta dos investidores

Burry ficou perplexo com a forma como o mercado estava se comportando. Os dados dos prestadores de serviços hipotecários continuaram piorando à medida que 2006 passou para 2007 (e as taxas de teaser expiraram).

Os empréstimos vacilavam a taxas cada vez mais altas, mas o preço de assegurar os títulos compostos por esses empréstimos continuava caindo. Era como se uma apólice de seguro contra incêndio em uma casa tivesse se tornado mais barata depois que a casa estava pegando fogo. A lógica, pela primeira vez, falhou com o Dr. Michael Burry. E ele estava enfrentando uma revolta de investidores, quando seus clientes começaram a clamar por seu dinheiro de volta para fora de seu fundo, pensando que ele era um criminoso, ou um louco.

Este foi um grande problema para o Dr. Burry. Havia uma linguagem nos contratos de troca de crédito de Burry com os bancos que permitiam que as grandes empresas de Wall Street cancelassem suas obrigações com Burry se seus ativos caíssem abaixo de um certo nível.

Assim, mesmo que as previsões de Scion se mostrassem corretas, os grandes bancos poderiam blefar durante a crise, manter altos preços de títulos hipotecários subprime, correr contra o relógio de Burry, e forçá-lo a anular sua posição antes que ele coletasse um centavo. Era imperativo para ele (e para seus investidores, embora poucos estivessem convencidos) que não houvesse uma retirada em massa de fundos de Scion. Eles perderiam tudo, quando estavam prestes a ganhar tudo.

Dr. Michael Burry Side-Pockets

Então, o que Burry fez? Ele disse aos investidores que não, eles não poderiam ter o dinheiro de volta. Assim, ao fazer isso, ele “embolsou” o dinheiro de seus investidores, mantendo-o investido até que sua aposta tivesse sido totalmente jogada.

Mas como as já mencionadas quedas no mercado subprime começaram em 2007, a fortuna de Scion começou a mudar, assim como o Dr. Michael Burry havia dito aos investidores que iria. No primeiro trimestre de 2007, Scion voltou a subir 18%. Os empréstimos estavam indo mal e os mutuários estavam sendo atingidos com pagamentos de juros mais altos. A conta estava finalmente chegando para Wall Street.

Em apenas um pool de hipotecas que a Scion apostou contra inadimplências, hipotecas, bem como falências subiram de 15,6% para 37,7% de fevereiro a junho de 2007.

Mais de um terço dos mutuários tinham inadimplência em seus empréstimos. Os títulos foram subitamente inúteis. Além disso, a casa estava pegando fogo. Os investidores estavam lutando para vender esses títulos (por uma fração de seu valor original) ou comprar seguros nas apostas ruins que tinham feito — seguro este que Mike Burry agora possuía.

Maior perda comercial da história

Burry no filme ‘A Grande Aposta’. Gestor de fundos apostou na queda do mercado de títulos hipotecários que precipitou o tombo global de 2008.

Quando o Morgan Stanley finalmente admitiu a derrota e saiu do comércio, eles perderam 9 bilhões de dólares líquidos, a maior perda comercial da história de Wall Street. No final de 2007, o banco perdeu mais de US$ 37 bilhões através do mercado de títulos hipotecários subprime e derivativos relacionados. As perdas totais em ativos relacionados ao subprime dos EUA eventualmente superariam US$ 1 trilhão.

Dr. Michael Burry descontou suas fichas para seu grande curta em 31 de agosto. Seus lucros foram de mais de 720 milhões de dólares. Contudo, para seu desgosto, os investidores que tinham tão pouca fé em sua estratégia nunca o agradeceram ou se desculparam com ele por questionar sua ética e até mesmo sua sanidade.

Ele sempre rejeitou a política padrão de gerente de dinheiro de cobrar uma taxa de 2% do topo de sua carteira total de ativos gerenciados, acreditando portanto, que isso não era nada mais do que uma maneira de enganar os investidores sem fazer nenhum trabalho real.

Essa integridade lhe custou caro enquanto ele pagava prêmios pesados em suas trocas de crédito. Ele até teve que demitir funcionários para manter sua posição. Depois que ele fez seus clientes ainda mais ricos com sua aposta descontroladamente acertadas e bem sucedida, ele decidiu inverter o curso e começar a cobrar taxas deles.

Burry hoje

Burry ainda está envolvido no setor financeiro, e ele ainda está fazendo previsões sobre o que poderia dar errado na economia. Além disso, ele liquidou sua empresa em 2008 para, em vez disso, se concentrar em seus investimentos pessoais. Estima-se que Michael Burry tenha um patrimônio líquido de aproximadamente US$ 200 milhões.

Gostou do conteúdo? Então, acesse mais artigos sobre os homens mais ricos e bem-sucedidos do mundo navegando no nosso blog!

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Rubens Menin: trajetória do cofundador da MRV Engenharia, dono do Inter e da CNN Brasil

De “patinho feio” para negócios bilionários no setor da construção, conheça a história do bilionário Rubens Menin e entenda como ele conseguiu esse feito.

Rubens Menin

Perfil de Rubens Menin

Nome completo: Rubens Menin Teixeira de Souza
Ocupação: Engenheiro e empresário
Local de nascimento: Belo Horizonte, Minas Gerais
Data de nascimento: 12 de março 1956
Fortuna: R$ 6,4 bilhões  (*Forbes 2020)

Rubens Menin é co-fundador e presidente da MRV Engenharia, além de estar no comando do Banco Inter, CNN Brasil, Abrainc, Log Commercial Properties e Urbamais Desenvolvimento Urbano. Dessa forma, tem bastante reconhecimento nas áreas em que atua.

Leia ainda: Conheça a história de Salim Mattar, o cofundador da rede Localiza

Gostaria de saber mais sobre esse grande empresário? Siga a leitura desse artigo e saiba como ele se tornou um bilionário de sucesso!

Quem é Rubens Menin

Rubens Menin Teixeira de Souza é um brasileiro, nascido em Belo Horizonte, estado de Minas Gerais, em 12 de março de 1956.

De infância tranquila, filho de Geraldo Teixeira de Sousa e Maura Menin, Rubens Menin começou aos 23 anos a sua carreira de sucesso ao fundar, juntamente com alguns sócios da família, a MRV Engenharia, nos anos 70.

Torcedor apaixonado pelo Atlético Mineiro e patrocinador esportivo, além de engenheiro civil e empresário. Características essas que servem para descrever bem o bilionário Menin.

Ao se formar na faculdade de Engenharia Civil, Rubens decidiu trabalhar em um setor que não tinha reconhecimento pelas construtoras famosas da época. Ele decidiu trabalhar com moradias para a população de menor poder aquisitivo.

O mesmo admitiu em palestra que esse ramo, naquela época, era o “patinho feio” da construção civil.

E, de fato, os primeiros anos de funcionamento da MRV não foram muito gratificantes, pois, na mesma época, o Brasil passava por um período de crises financeiras nacionais e internacionais.

Mediante isso, os recursos de financiamento para imóveis eram muito escassos, corroborando assim para o atraso do sucesso que viria anos depois.

Como tudo começou

Desde quando terminou o seu Ensino Médio, Menin já estava encaminhado para que curso prestaria vestibular, pois ao vir de uma família tradicional no ramo da Engenharia, o caminho dele não seria tão destoante.

Roberto concluiu sua graduação em Engenharia Civil na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aos 22 anos, mas sua experiência no segmento iniciou aos 18 anos, na Rua dos Maçaricos, endereço da zona norte de BH onde morava com a família.

Ainda jovem, surgiu a ideia de ter uma construtora voltada para a população mais pobre, ao trabalhar como estagiário numa empresa que supervisionava obras nas zonas periféricas de Belo Horizonte.

Com ajuda de seus pais e de dois primos, Menin fez uma casa simples. Anos depois fundou-se a MRV, juntamente com seu primo Mário Lúcio Pinheiro Menin e a construtora Vega Engenharia Ltda.

História MRV Engenharia

MRV entrega primeiros imóveis em Belo Horizonte, Minas Gerais (1981) / Foto: MRV

Montado o projeto da construtora, eles colocaram em prática. As primeiras moradias foram concluídas em 1981, no bairro de Vila Clóris, em Belo Horizonte.

No final da década de 90, a MRV já começava a se espalhar pelo Brasil com obras também na região Sul e no interior de São Paulo.

Cada vez mais a construtora foi se expandindo e aproveitou as ofertas públicas e abriu o capital. Com recursos para investir, a empresa alavancou.

Desde 1979, já foram entregues mais de 300 mil habitações em 21 estados brasileiros e Distrito Federal.

A empresa possui 24 mil funcionários que trabalham para realizar a missão da empresa em 140 cidades do Brasil.

Hoje, um em cada duzentos brasileiros vive em moradia construída pela MRV Engenharia.

História MRV Engenharia

Inauguração da primeira loja MRV em Belo Horizonte, Minas Gerais (1995) / Foto: MRV

Carreira

Na palestra feita pela Endeavor Brasil, Rubens Menin afirmou que a MRV era como o patinho feio porque a indústria popular de construções não dava retorno financeiro bom.

Por isso, as construtoras brasileiras focavam seus projetos em construir moradias para a alta e média classe da sociedade.

Contudo, em 2009, no Governo Lula, foi feito o programa público “Minha Casa, Minha Vida”, o qual facilitou financiamento e juros mais baixos para habitações da população com baixo poder aquisitivo.

Dessa forma, veio uma fase de crescimento exponencial da construtora MRV, pois a mesma já estava habituada com a redução de custos e burocracias que envolviam moradias de baixa renda.

Muitas empresas quiseram embarcar nessa jornada do programa “Minha Casa, Minha Vida”, mas devido às especificidades desse ramo, ficaram para trás.

Assim, a MRV se tornou a maior do ramo na Bolsa de Valores brasileira, a maior incorporadora da América Latina e uma das maiores do mundo.

Nos dias atuais, a MRV é uma das maiores empresas de capital aberto no país, tendo seu valor no mercado de R$ 8 bilhões de reais.

Menin anunciou que iria somente se dedicar ao conselho administrativo da MRV, então, a presidência passou a ser dividida entre seu filho Rafael Menin, e Eduardo Fischer, sobrinho de Rubens.

Apesar da ascensão, Menin não se contentou apenas com o ramo da construção civil no Brasil. Conforme foi tendo retorno financeiro, ele foi investindo e ampliou seus negócios para outros ramos.

Ramos de expansão

  • Galpões Logísticos – Log Commercial Properties
  • Banco Inter
  • Comunicação – CNN
  • Construção Civil nos Estados Unidos – AHS
  • Loteamentos Urbanos – Urbamais Desenvolvimento Urbano

Além dessas diversas áreas, Rubens Menin é um fanático por futebol, sendo seu clube do coração o Atlético Mineiro, como dito anteriormente. Mediante isso, ele criou um instituto social para fomentar as iniciativas esportivas, sobretudo seu time.

A expansão do patrimônio

Como dito anteriormente, Menin é fundador de outras vertentes, por exemplo o Banco Inter.

O banco foi fundado em 1994, sendo chamado por Intermedium. Ele era limitado à região e com pedido de mercado imobiliário, como ofertas de empréstimos. Contudo, nos últimos anos, a instituição se transformou na maior potência da família.

A ampliação do Banco Inter começou através de transferências de regulações realizadas pelo Banco Central do Brasil, que passaram a fomentar o aparecimento de bancos digitais.

Atualmente, o valor do Banco Inter no mercado é de R$ 13 bilhões de reais e seu filho, João Vitor Menin está a frente com a presidência da instituição.

Fachada Banco Inter

Diversidade dos negócios

Além da MRV e Banco Inter, Rubens possui também a Log Commercial Properties. É uma empresa que atua na construção e locação de propriedades comerciais como galpões logísticos.

Atualmente, o valor de mercado da Log Commercial Properties é de R$ 3 bilhões de reais.

Mediante o sucesso da MRV, Rubens investiu na criação da Urbamais Desenvolvimento Urbano. O foco dessa empresa são os loteamentos urbanos para construção.

Enquanto a MRV constrói as moradias, a Urbamais divide os lotes e implanta a estrutura necessária.

Dessa forma, existe um family office, chamado de a Conedi, onde a família reúne os negócios e é uma investidora de materiais de construção e acabamento do tipo A, B ou C. O local de atuação da Conedi é em Minas Gerais.

A inteligência e os sonhos de Menin foram tão altos que ultrapassaram as barreiras físicas entre países e ele passou a controlar a construtora americana AHS. Essa empresa constrói e gerencia moradias para aluguel nos Estados Unidos.

Em 2020, Rubens decidiu ousar um pouco mais e sair da área da construção. Entrando na área da comunicação, ele pediu à emissora americana de televisão CNN uma licença para transmissão no Brasil.

E, como todos agora sabem, Menin é apaixonado pelo esporte, mas também pela cultura.

Os recursos acumulados desde a fundação da MRV e além disso, de suas outras empresas, não são utilizados somente para expansão e mais diversidade nos negócios.

Sobretudo também para apoiar e dar nome ao novo estádio do Atlético Mineiro, a Arena MRV, que ainda está em fase de construção.

A previsão é que a Arena MRV tenha inauguração no segundo semestre do ano de 2022.

Arena MRV

Arena MRV

O sucesso nos negócios

Após diversos ramos de investimento, a ascensão patrimonial do empresário foi em paralelo ao sucesso de seus negócios.

Segundo a revista Forbes, Rubens Menin possui uma fortuna aproximada de R$ 6,4 bilhões de reais.

Atualmente, ele é dono de 36,8% da MRV, 25% do Banco Inter e 30% da Log Commercial Properties. Ainda nesse ano de 2021, Menin comprou 100% da empresa de radiodifusão Rádio Itatiaia, sendo a maior emissora de rádio do Estado de Minas Gerais.

Contudo, Menin prefere a discrição e ficar fora de rankings das pessoas bilionárias do mundo, sendo um “bilionário oculto”.

Vale ressaltar que em 2018, o Presidente do Conselho de Administração da MRV Engenharia Rubens Menin ganhou o prêmio global da Ernst & Young (EY). O escolheram entre empreendedores de 46 países.

Além disso, o reconheceram como o World Entrepreneur of the Year, durante a final mundial do Prêmio Empreendedor do Ano, realizado em Monte Carlo, Mônaco.

A Ernst & Young é uma empresa de multi-funções com diversos serviços profissionais, que possui sede no Reino Unido e além disso, promove prêmios anuais para escolher o empreendedor do ano.

No Brasil, a EY é a maior empresa de Auditoria, Transação Corporativa, Consultoria, bem como Impostos. É referência na implantação de políticas de mobilidade.

Menin foi o primeiro empreendedor brasileiro a ter reconhecimento como World Entrepreneur of the Year e também o primeiro empreendedor da América do Sul a receber essa honra.

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Thiago Maffra, novo CEO da XP Investimentos assume comando com foco na tecnologia

Thiago Maffra assumiu comando da XP Investimento e desafio de transformar a companhia.

Thiago Maffra

Perfil de Thiago Maffra

Nome completo: Thiago Maffra
Ocupação: Administrador e CEO da XP Inc.
Local de nascimento: Araxá, Minas Gerais
Ano de nascimento: 1984

O primeiro trimestre de 2021 começou diferente para Thiago Maffra, e porque não dizer, começou com boas notícias. O administrador com especializações voltadas para o mercado financeiro e tecnológico, assumiu o comando da XP Investimentos.

Leia ainda: Conheça a história de Salim Mattar, o cofundador da rede Localiza

Em maio de 2021, o então CTO da XP Investimentos, foi alçado ao maior cargo da empresa, assumindo a função de CEO, no lugar de Guilherme Benchimol, fundador da corretora de capital aberto.

Maffra começou a carreira como gestor de renda variável de negócio da XP Inc., quando atuou com investimentos, operando ações, câmbio, ETFs, e demais opções.

Algum tempo depois, foi cursar MBA nos Estados Unidos, mas continuou na companhia ocupando o cargo de gerente de equity para clientes de varejo. Mas foi ao retornar das terras estrangeiras que Thiago Maffra viu sua carreira deslanchar.

Isso porque, desenvolveu o XDEX, Exchange de criptomoedas, uma moeda exclusiva do mundo digital, que passaria a ser operada pela corretora, o que passou a ser um diferencial importante para a companhia, afinal, esse é um lugar de negócios ainda em expansão.

De 2015, quando entrou na empresa, até os dias atuais, a carreira de Maffra foi se consolidando pouco a pouco, e o crescimento da área de tecnologia carimbou seu passaporte para o cargo de CEO. Ele é considerado o responsável por essa parte da XP.

Com a nova função, Maffra ganhou uma missão ainda mais complexa, a de tornar a XP a maior companhia de tecnologia brasileira, o que já começou a fazer como CTO, mudando a estrutura organizacional da companhia e trabalhando com equipes multidisciplinares.

Trajetória

O jovem Thiago Maffra nasceu em 1984, na cidade de Araxá em Minas Gerais, mas foi em Itapevi, interior de São Paulo, que cresceu e alimentou seus sonhos.

De origem humilde, sua vida escolar já começou com desafios diários. Todo dia, o garoto levava 1 hora dentro de um ônibus para estudar na cidade vizinha, São Roque. O motivo: lá se concentravam as melhores escolas da região.

Nada que tirasse a alegria de Thiago que teve uma infância feliz: brincava na rua, torcia pelo São Paulo, jogava videogame e estudava.

Nesse último tópico, Maffra fez sua parte. Sempre se destacou como aluno de excelência, obtendo ótimas notas escolares. Tanto que conseguiu bolsa parcial de estudos para cursar faculdade no Insper.

O que se sabia era que quem saia do Instituto tinha grandes chances de adentrar o mercado, inclusive, o financeiro, o que era o começo de um sonho que passou a perseguir.

O objetivo de Maffra era justamente ter uma profissão que lhe possibilitasse melhorar a vida dos pais. Quem sabe essa oportunidade não estava no mercado financeiro?

Aliás, a bolsa parcial no Insper tinha como requisito a compra de um notebook e o pagamento adiantado de aluguéis da residência estudantil.

Como a família não possuía recurso extra para bancar essa despesa, foi preciso que a mãe vendesse seu bem mais caro, o carro, para bancar os estudos do filho, que foi morar em uma apartamento com mais sete colegas.

Maffra e o curso de Administração

De mãe fisioterapeuta e pai engenheiro, Maffra tomou rumo diferente dos pais na profissão, e seguiu para o curso de Administração.

Mas a obstinação não é uma característica apenas de Thiago Maffra, sua mãe voltou a estudar depois de anos afastada dos livros e completou o nível superior aos 56 anos.

Com foco na família, o projeto de Maffra era atuar no mercado financeiro e logo ganhar dinheiro para ajudá-los.

E não se demorou para alcançar esse objetivo. Ainda no seu primeiro emprego, pode devolver o valor financeiro investido pela mãe, lá no início da faculdade.

Ainda não era a carreira dos sonhos, mas já era o começo de uma trajetória profissional atuando em bolsas de valores.

Durante dez anos, ele trabalhou em duas empresas que atuavam no mercado financeiro. Ainda que não tivesse a robustez da XP Investimentos, foi a porta de entrada para ganhar experiência na área.

O que Maffra não imaginava era que a tecnologia também cruzaria seu caminho e poderia ser seu diferencial, ou melhor, seu potencial, sua melhor competência.

Carreira de Thiago Maffra

Apesar de jovem, a vida de Maffra sempre foi composta por desafios, seja do ponto de vista financeiro ou de aprendizado.

Na faculdade, sem domínio do inglês, precisava do idioma para ter acesso ao conteúdo do curso, uma vez que a maioria dos livros eram escritos na língua estrangeira.

Nessa fase, precisou ser autodidata e aprender sozinho um novo idioma. Ele diz que aprendeu na raça, afinal, não existia outra alternativa.

Por isso, tão logo entrou na XP investiu na sua proficiência em inglês e conseguiu seu certificado CFA. Um primeiro passo para seguir novos rumos profissionais, inclusive, fora do país.

Isso não aconteceu rápido como parece, pois antes de chegar a XP, trabalhou na Bulltick Capital Management, instituição com sede em Miami, que atuava também nas bolsas mexicana, americana e brasileira.

Nessa época, Maffra trabalhava em mesas de operação e também com os clientes dos fundos da administradora. Estava, enfim, no mercado financeiro.

Depois atuou como trader na Souza Barros, instituição antiga que lidava com mercados internacionais e acabou encerrando suas atividades em 2015.

Foram dez anos de atuação no mercado financeiro até ser visto pela corretora de negócios. Tão logo saiu da Souza Barros, em 2015, buscou vaga na XP.

O mineiro de Araxás chegou a XP, de olho na política de meritocracia e no sistema de partnership, condições que poderiam alavancar sua carreira.

Com toda essa bagagem, Thiago ganhou uma tarefa importante ainda como trader, montar a mesa de negociação de ativos financeiros a partir de algoritmos. Eles funcionam como uma espécie de robôs que acompanham as cotações de mercado, indicando os melhores investimentos.

Conseguiu realizar a tarefa e mostrar à empresa que tinha competência para alçar novos voos. Mesmo assim, acreditava que precisava se qualificar para subir mais um degrau profissionalmente. Por isso, procurou se especializar.

CFA e o MBA de Maffra

Mesmo trabalhando na XP, Maffra continuou investindo na sua educação. Depois de conquistar o certificado CFA, ingressou no MBA em finanças na Columbia Business School, nos EUA, onde permaneceu por mais de dois anos.

No primeiro momento se afastou da companhia, por exatamente dois meses, quando foi morar nos EUA, para se dedicar, exclusivamente, ao curso de especialização.

Parecia que sua história com a corretora estava findada, até que o chamaram para voltar. No retorno, a empresa passou a atuar como gerente de equity para clientes de varejo, trabalhando do escritório em Nova York.

A missão seguinte, no entanto, demorou mais a aparecer. Quando retornou a São Paulo, Maffra montou a Xdex, a corretora de criptomoedas, projeto que o credenciou para assumir a área de tecnologia da XP. Em 2018, Maffra tornou-se diretor executivo de tecnologia (CTO).

Migração

A empresa precisava realizar uma transformação tecnológica e, para isso, chegou a contratar cinco diretores no CTO, nos últimos dez anos. Alguns com formação específica, outros com competência, mas nenhum trouxe os resultados esperados.

Maffra não é profissional de UX, o que até gerou dúvidas em muitos colegas da área, mas para Benchimol, fundador da companhia, o trabalho realizado por Maffra como CTO apresentou resultados significativos, o que por si só já o credenciava para assumir uma responsabilidade maior.

O modelo antigo necessitava de uma mudança de ecossistema, de mindset da empresa, para torná-la competitiva nesse mercado, o que exigiria uma total reestruturação organizacional.

O administrador agora tinha a tarefa de liderar um novo momento e, o primeiro passo dele foi aumentar o time de colaboradores da área, que saiu de 150 para 1500 profissionais.

Para ele, somente com metade da empresa voltada para a tecnologia, poderá haver uma mudança de mentalidade nos negócios.

Os colaboradores e seus expertises

Muitos dos colaboradores admitidos atuavam em empresas como Google, Facebook, Amazon e Mercado Livre e, por isso, já chegavam com alguma expertise no ramo de tecnologia. A ideia de Maffra é que metade da empresa seja de tecnologia.

Com esse volume de profissionais especializados, o CTO distribuiu o time em 80 squads multidisciplinares, com autonomia para desenvolver produtos de tecnologia focados no negócio para cliente, o que deu agilidade à execução e implantação de projetos.

Há 20 anos, a corretora de negócios XP entrou no mercado brasileiro para revolucionar o modo de fazer negócio.

De lá para cá, muita coisa mudou, e chegou a hora de usar a tecnologia para servir ao cliente, e ao negócio como se fez até agora. É o que pensa Guilherme Benchimol, fundador e antigo CEO da XP.

Ele acredita que Thiago Maffra tem total condições de liderar esse processo, uma vez que já demonstrou sua habilidade e competência em desenvolver projetos e produtos na área de tecnologia.

A data marcada para a transmissão do cargo não foi escolhida ao acaso. Em 21 de maio de 2001, a XP estava sendo fundada, há exatamente 20 anos.

Thiago Maffra, por sua vez, tem consciência da sua responsabilidade e encara essa fase como mais um grande desafio da sua vida.

O objetivo dele é transformar a XP na melhor fintech do Brasil, ou seja, na maior empresa de tecnologia voltada para o mercado financeiro.

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Perfis

Ray Dalio, o fundador da Bridgewater Associates e criador do fundo mais lucrativo do mundo

Conheça a história de Ray Dalio, grande investidor que preza pela diversificação de investimentos.

Ray Dalio

Perfil de Ray Dalio

Nome completo: Raymond Thomas Dalio
Ocupação: Gestor de fundos e escritor
Local de nascimento: Nova York, Estados Unidos
Data de nascimento: 8 de agosto de 1949
Fortuna: US$ 20,3 bilhões (Forbes 2021)

Ray Dalio é um investidor de sucesso no mercado financeiro e sua história de sucesso começou com ele ainda adolescente.

Leia ainda: Michael Burry: biografia do médico e investidor que previu a crise de 2008

Siga a leitura e entenda como ele se tornou bilionário, apesar de suas estratégias contrariarem muitos outros investidores no ramo!

Quem é Ray Dalio

Raymond Dalio nasceu em agosto de 1949, em Nova York, Estados Unidos, filho de um saxofonista e dona de casa.

Seu primeiro investimento foi aos 12 anos, quando comprou ações da Northeast Airlines por US$ 300, no qual foi bem-sucedido, quando o investimento triplicou depois da fusão da companhia aérea com outra empresa.

Conhecido como acionista do maior fundo de investimento tipo hedge, Ray é fundador da Bridgewater Associates, fundada em 1975.

Devido a sua capacidade de percepção dos movimentos do mercado e ao seu modelo de gestão de capital, Dalio está entre as pessoas mais ricas do mundo.

Na Forbes 2021, ele ocupa 88º lugar, com uma fortuna em média de US$ 20,3 bilhões.

Ray também é escritor, e em seus livros ele aborda temas macroeconômicos e valores que adquiriu ao longo da jornada.

De acordo com Dalio, é necessário princípios inteligentes para saber como lidar com acontecimentos difíceis, e esses princípios serão como bússola para te guiar.

Formação e carreira

Ray se formou em Finanças pela Long Island University. E concluiu o MBA em 1973 pela Harvard Business School.

Após conclusão dos estudos, Ray trabalhou na bolsa de valores de Nova York, onde executava negociações de futuros contratos e commodities.

Pouco tempo depois, se tornou diretor de commodities na Dominick & Dominick LLC. E em 1974 passou a ser trader na Shearson Haden Stone.

Cansado de trabalhar para outras pessoas, em 1975, Ray fundou a própria empresa de investimentos dentro de seu apartamento, a Bridgewater Associates.

Atualmente, a Bridgewater é o maior hedge fund do mundo e administra US$ 160 bilhões.

Seu sucesso foi devido a sua capacidade de entender o mercado como investidor, porém foi necessário muitas mudanças pessoais e profissionais ao decorrer dos anos, para que o êxito retornasse e permanecesse.

A Bridgewater Associates

A Bridgewater foi fundada em 1975, e Dalio busca seguir uma estratégia baseada no conceito de paridade de risco, no qual a carteira é equilibrada pelo risco de cada investimento, além de ser diversificada. Logo, permite ter um bom retorno independente do cenário econômico.

Não famosa apenas por seus fundos, mas a Bridgewater tem sua cultura reconhecida pela sua transparência radical e meritocracia de ideias.

Como nem tudo são flores e acertos, no início dos anos 80, Ray fez uma aposta errada no mercado e perdeu muito dinheiro (próprio e de investidores).

Esse cenário marcou a vida do investidor, que passou por uma reconstrução na Associates e criou seus princípios, os quais foram expostos em livros de diversos setores, um deles é best seller.

Ray começou a empresa aconselhando clientes sobre gerenciamento de riscos. Passou a escrever Newsletters sobre economia de forma prática na visão dele.

Tudo isso atraiu muitos clientes para Dalio, como o McDonald’s.

A criação do McNuggets

McNuggets

Nesse período, Dalio começou a negociar com produtores de frango, os valores e o mercado, para que fosse criado o famoso McNuggets para o catálogo da McDonald’s.

Até que o produto foi lançado em 1983, e faz sucesso até hoje.

Já em 1987, a Bridgewater começou a mudar o foco de investimentos e Dalio passou a focar em moedas e renda fixa.

Ele elaborava teorias de investimentos que o faria ficar bilionário, enquanto o número de clientes crescia.

Sua observação foi basicamente que, a economia global era uma máquina, com transições econômicas que se repetiam de acordo com o ciclo.

Então, se um investidor conseguisse captar esses padrões, e até mesmo eventos menores, seria possível construir um sistema que captasse os altos e baixos antes dos movimentos acontecerem.

Para a Bridgewater funcionou super bem, e com apenas três anos desde a fundação da empresa ele teve retornos positivos.

Em 1993, Dalio teve uma reunião com seus sócios: Giselle Wagner, Dan Bernstein e Bob Price, na qual o intuito era passar um feedback para Ray pela forma em que ele estava gerenciando a empresa.

O assunto principal foi sobre o modelo de gestão de pessoas dentro do grupo, e a forma como ele tratava os funcionários. Forma essa que nem ele percebia.

Dalio entendeu o feedback e por isso, adotou uma cartilha com foco na “verdade extrema” entre os funcionários e a empresa.

Contudo essa cultura de transparência adotada, em que até as reuniões eram gravadas e documentadas, gerou muito desconforto entre os funcionários.

Muitos alegaram que chegava a assemelhar as reuniões a um “culto”, e assim a Associates passou por dificuldades para manter os funcionários e até mesmo contratar novos.

Após esses acontecimentos, Dalio saiu da posição de CEO em 2018, contudo ainda segue atuando diretamente em situações importantes.

Investimento

Para tanto dinheiro, você deve se perguntar onde ele investe, certo?

Então vamos entender um pouco sobre em que ele investe e quais suas estratégias!

Visando uma boa reserva de ativos, para que tenha êxito em qualquer cenário econômico, Ray criou um investimento baseado em “Paridade de risco”.

O principal objetivo é equilibrar os riscos de investimentos, com intuito que não fique em constante alteração.

Como bom investidor, ele preza por uma diversificação. Então sua carteira é basicamente:

  • 40% investidos em títulos a longo prazo (20 a 25 anos);
  • 30% em ações de grandes empresas;
  • 15% em títulos de médio prazo (7 a 10 anos);
  • 15% dividido entre ouro e outras commodities.

É preciso entender o histórico de padrão de economia e mercado de ações para que essa tabela seja atualizada anualmente.

Estratégias

Como já dito, a estratégia principal dele é de paridade de risco. Em que consiste ter uma carteira diversificada e equilibrada de acordo com a volatilidade de cada ativo, até que futuramente terá retorno positivo.

Para ele a diversificação (ações, imóveis, commodities etc.) é um dos principais pontos estratégicos para o sucesso investindo, pois se você perder em um lado, pode ganhar em outro.

Além disso, Ray recomenda que você tenha autoconhecimento para que obtenha sucesso em qualquer área da sua vida.

“Você precisa pensar por si mesmo, e descobrir o que é verdade.”

Essas estratégias não agradam a muitos investidores que possuem a carteira bem tradicionalista. Contudo, Ray não se limitou a isso.

Princípios de Ray Dalio

Em seu livro, Princípios, que foi escrito de forma bem didática com intuito de atingir um público amplo, Ray conta as histórias de fracasso em busca de conhecimento e quais princípios adotou para chegar ao sucesso.

Dalio conta que em 1982 aconteceu seu maior fracasso, quando apostou em uma crise que nunca aconteceu.

O mercado estava em turbulência e ele acreditava que os EUA estavam entrando em crise.

Ele assumiu publicamente um risco e errou completamente.

Todavia, o país passou por uma onda de sorte e desfrutou do maior período de crescimento econômico.

Ray teve tanto prejuízo, que chegou a pedir em média US$ 4.000 ao pai para pagar as contas, sendo necessário demitir funcionários e foi o único que sobrou na empresa.

Ele diz que situação como essa, metaforicamente, irá acontecer em sua vida. “Você perderá algo que acha que não pode viver sem, sofrerá uma doença terrível ou lesão ou então sua carreira desmoronará diante de seus olhos, mas passará.”

Para Raymond, alcançar o sucesso é questão de preparação. Por isso, você precisa começar a seguir princípios básicos em sua vida que te auxiliará nesse processo.

Ray Dalio descreve esses princípios em 5 passos:

  1. Entenda seus objetivos e em busca deles.
  2. Encontre os obstáculos que te impedem de realizar seus objetivos.
  3. Diagnostique os problemas para encontrar as causas.
  4. Faça planejamentos para contornar os obstáculos que atrapalham seu processo.
  5. E faça. Ponha em prática os planejamentos.

“Uma vida bem-sucedida consiste em realizar esses cinco passos repetidamente”, ele escreve.

Ray criou esses princípios a partir de uma reflexão que fez após os fracassos.

Ele criou uma fórmula básica para representar esses princípios: Dor + reflexão = progresso.

Isso serve para ao lado da vida, se porventura cometer erros constantes, passar por essas reflexões.

Dalio diz que tem atingidos um público de leitores de todas as idades, e por isso, fica feliz com essa devolutiva.

Pelo Youtube, Ray entrega para pessoas que não podem ler, além disso, ele fez um vídeo curto de 30 minutos onde fala sobre esses princípios.

Além disso, ele também escreve artigos, que publica no Linkedin e faz uso do Twitter e Instagram, onde publica constantemente trechos de seus livros.

Raymond disse que se compromete a “devolver o bem” por todas as plataformas para que maiores números de pessoas alcancem seus sonhos e uma vida bem-sucedida.

Em uma conversa com a Forbes, ele diz que “Não havia nada de especial em mim”. Complementa dizendo que todos irão falhar, mas você precisa passar por esse processo de mente aberta, para que consiga enxergar e aprender e melhor durante isso, para que aumente suas chances de acertar.

Essa é a fórmula para o sucesso.

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