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Michael Klein: biografia do fundador do Grupo CB e herdeiro das Casas Bahia

Trajetória de um dos herdeiros das Casas Bahia.

Michael Klein

Perfil de Michael Klein

Nome completo: Michael Klein
Ocupação: Empresário
Local de nascimento: Munique, Alemanha
Data de nascimento: 27 de novembro de 1950
Fortuna: R$ 5,7 bilhões (Forbes 2016)

Um dos herdeiros das Casas Bahia, Michael Klein iniciou sua carreira no almoxarifado da empresa da família, com a função de gerenciar o controle de estoque das mercadorias.

Isso porque, aos 18 anos, o sr. Samuel Klein, pai de Michael, condicionou a entrega de um carro de passeio ao seu filho à ocupação de um cargo nos negócios da família.

Na ocasião, ofereceu-lhe duas chaves e as opções: ou as duas ou nenhuma. Ou seja, só ficaria com a do automóvel, se assumisse a da loja. O herdeiro não teve dúvidas e seguiu para cumprir sua missão.

De cargo em cargo, chegou a direção em 2005, lugar que dividia com seu irmão Saul. Mas essa parceria não levou muito tempo, pois os irmãos tinham ideias diferentes sobre a empresa.

Diante disso, Michael e Samuel, seu outro irmão, compraram as ações de Saul e seguiram para efetivar a fusão com o Ponto Frio, na época, liderada pelo grupo Pão de Açúcar. O contrato foi fechado em 2019, quando nascia a Via Varejo.

Mas o que deveria ser o negócio do ano no ramo do varejo de eletrodomésticos para o empresário Michael, acabou levando a Casas Bahia a um lugar secundário na megaempresa Via Varejo.

Diante disso, Klein pressionou Abílio Diniz, dono da Pão de Açúcar, a rever o contrato e ajustar algumas cláusulas. Mesmo depois disso, Michael não viu sua empresa crescer e, por isso, tirou uma parte do seu capital de Diniz.

Nesse momento, Michael precisou se reinventar e procurar novos investimentos para sobreviver como empresário no mundo dos negócios.

Novos passos

Diante da reviravolta, e depois de outra tentativa de negociação que, dessa vez, não teve sucesso, Klein acabou retirando boa parte do seu capital da Via Varejo.

Michael, então, resolveu investir no campo imobiliário, comprando imóveis, apesar de já ter muitos prédios alugados.

E já vislumbrou outro setor promissor: o da aviação executiva, que atua com aluguel de aeronaves para voos próximos.

Enquanto isso, a Via Varejo sofria perdas com crise financeiras dos principais acionistas: Grupo Cassino e Pão de Açúcar, controladores da megaempresa.

A decisão naquele momento foi abrir mão de uma cláusula conhecida como “Pílula Veneno”, um artigo que obrigava acionistas com mais de 20% a oferecer suas ações para sócios da própria empresa.

Essa foi a oportunidade que Michael Klein precisava para voltar a tomar as rédeas da empresa da sua família.

Assim, Klein acabou atuando de forma incisiva no destino das Casas Bahia, o que acabou lhe rendendo R$ 100 milhões, o que representa 1,6% do capital da companhia.

O negócio foi feito a partir da empresa B3, e acabou sendo efetivado por R$ 100 milhões, uma bagatela para quem esperava gastar R$ 500 milhões.

Com a saída do Grupo Cassino da jogada, enfim, a empresa estava novamente nas mãos da família Klein. Michael tornou-se acionista principal e presidente do Conselho da administração da empresa.

Mas ele ficou pouco tempo na função, passando o cargo para Raphael, seu filho.

Origem

Michael Klein e o pai, Samuel Klein

Michael Klein e o pai, Samuel Klein

Não fosse o momento turbulento que vivia a política boliviana, com a chegada da Ditadura Militar, a família Klein não teria chegado ao Brasil.

Afinal, essa era a segunda opção do casal Klein: o senhor Samuel e a senhora Ana, pais de Michael, Samuel e Ana. Eles se casaram na Alemanha, em 31 de dezembro de 1949, mas decidiram deixar a Europa que estava em decadência após as perdas causadas pelo governo nazista de Hitler.

O objetivo inicial era seguir para os Estados Unidos da América, mas o país não permitiu a entrada da família em seu território.

Resultado: queriam um lugar que, naquela época, estivesse em paz. Então, no caminho para a Bolívia, desembarcaram em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.

De pai polonês e mãe alemã, Michael Klein nasceu na Alemanha em 1951, e ainda menino, cruzou as fronteiras brasileiras.

De origem judia, seu pai sofreu fortes perseguições e chegou a ser preso em dois campos de concentração. Um deles o Auschwitz-Birkenau, local onde o governo alemão matou mais judeus.

Seu Samuel Klein herdou a profissão de carpinteiro do avô de Michael, ofício que o fez se manter vivo por algum tempo na prisão. Mas foi uma distração dos guardas que possibilitou sua fuga do campo mais letal de todos.

Para encontrar ajuda, andou mais de 50 quilômetros a pé. Uma história triste e de muita coragem.

O começo da vida de comerciante

Depois disso, o patriarca se tornou um comerciante nato. Passando a trabalhar com venda de produtos para militares que ocupavam a Alemanha. Era assim que sustentava a família, quando ainda estava em território alemão.

Aqui no Brasil, passou a trabalhar como mascate, revendendo roupas de cama, mesa e banho de porta em porta, no bairro reduto de judeus e árabes, o Bom Retiro.

Enquanto o mundo juntava os frangalhos da segunda guerra mundial, e sofria nas mãos de governos fascistas, o Brasil vivia um exponencial processo de industrialização comandada por Juscelino Kubitschek.

Muitos jovens migravam de cidades do interior, especialmente, do Norte e Nordeste, para São Paulo, no intuito de trabalhar nas montadoras de automóveis.

Com as temperaturas baixas e inverno rigoroso, o senhor Samuel Klein não teve dúvidas, e passou a revender cobertores para os trabalhadores da indústria.

Casas Bahia

Casa Bahia, primeira loja comprada por Samuel Klein, pai de Michael

Casa Bahia, primeira loja comprada por Samuel Klein, pai de Michael

O nome surgiu, justamente, da clientela que atendia, os migrantes nordestinos. A loja começou com nome no singular e foi inaugurada em 1957, com o dinheiro poupado das vendas de cobertores.

A segunda loja, já batizada no plural, veio três anos depois. O chefe da família sempre foi reconhecido pela capacidade de negociar e como ele mesmo disse, comprava por 100 e vendia por 200.

Também tinha um olhar muito específico sobre as necessidades das classes C e D, comportamento que aprendeu a visualizar após sentir na pele as dificuldades que a guerra imprimiu à sua família, e todos os perrengues que vieram junto.

Ele percebeu ainda que aqueles trabalhadores costumavam pagar as dívidas como podiam, em parcelas, e pagavam em honra ao seu nome. Por isso, eram confiáveis.

Os produtos, então, eram vendidos para pagamento em pequenas parcelas que se arrastavam até o dia do salário. Esse tipo de venda já era feita desde os anos em que Samuel era mascate.

Anotava-se os valores em cadernos com data para cobrança. E foi assim que surgiu o carnê Casas Bahia, criando uma carteira de clientes fiéis, que nem sempre tinham crédito no mercado.

Foi dessa prática simples e rústica que as lojas dos Klein saíram na frente da concorrência e cresceram de forma considerável. Foi a primeira loja a colocar o foco no cliente.

Foco no Cliente

Apesar do trabalho do pai Klein, o slogan “Dedicação total a você” ainda não era prática em todas as filiais da loja que a essa altura, em 1970, já contava com sete lojas.

O negócio cresceu, e a caderneta de prestações foi ficando pequena para a quantidade de clientes que as lojas possuíam em sua carteira.

Por isso, a família contratou a Intervest que tinha como proposta elaborar e controlar os carnês de cobrança.

Enquanto isso, Sr. Klein ensinava aos filhos como investigar o crédito da clientela. No primeiro momento, apertava-lhe a mão e dizia acreditar nas informações passadas por ele como verdadeiras, mas fazia perguntas mais aprofundadas para verificar se eram realmente confiáveis.

Em 1971, o negócio ganhava mais uma marca, a primeira loja na cidade de São Paulo, em um bairro elegante, Pinheiros.

Pouco tempo depois, em 1972, chegou ao litoral paulista, mais precisamente à cidade de Santos.

Ao longo dos anos, as Casas Bahia foram comprando lojas menores e, com isso, acelerando o crescimento.

Em 1980, o grupo comprava 25 lojas da rede Columbia e 35 da Tamakavi. Também comprou a fábrica de móveis Bartira e Bela Vista.

Junto com esse crescimento vieram também consumidores mais exigentes, que deixavam de pagar a prestação dos móveis à medida que eles quebravam e apresentavam defeitos.

Diante disso, a empresa passou a vender produtos de marca e com maior qualidade, além de uma diversidade de materiais, que extrapolavam o eletrodoméstico e os setores de cama, mesa e banho.

Trajetória de Michael Klein

Entre a negociação com a Via Varejo e o desfecho mal sucedido da transação em que perdeu o comando da empresa da família, Michael foi se virando como podia.

Com as aeronaves da megaempresa, criou a CB Air, investindo na gestão de hangares e no fracionamento de aeronaves para o setor executivo.

Depois disso, Michael comprou a Global Aviation, criando a Icon Aviation, e agregou o Morro Vermelho ao seu grupo. Em 2002, a empresa contava com 19 aeronaves e já tinha acesso ao aeroporto de Congonhas-Santos Dumont.

Também investiu na CB Motors, que possui concessionária de veículos Mercedes-Benz, que se localiza no interior de São Paulo.

Mas foi em 2019 que surgiu a oportunidade que Michael esperava, o retorno da sua família ao mercado varejista.

Klein agiu como seu pai e esperou o momento certo para comprar de volta a empresa da família e com desconto. Isso aconteceu quando o grupo Pão de Açúcar resolveu colocar à disposição os pouco mais de 32% que ainda possuía na companhia.

Preparado para gastar até meio milhão de reais, usou apenas R$ 100 milhões para se tornar o acionista majoritário do grupo com 40% dos papéis. O restante ficou distribuído entres os outros.

De quebra, ele trouxe consigo fundos importantes: Squadra, Kapitalo, Truxt, JGP e a XP Asset.

O essencial, no entanto, era ter o controle do negócio da família, da empresa feita por seu pai a muito suor e trabalho.

Mudanças de gestão

Era as Casas Bahia de volta ao seio da família Klein. Assim que assumiu, ele fez várias mudanças de gestão, incluindo a volta de Roberto Fulcherberguer ao cargo de presidente, assim como nomes da concorrência, como Abel Ornelas, ex-diretor da Magazine Luiza, e Augusto França Leme da Whirlpool. Michael assumiu a presidência do conselho administrativo até que passou para seu filho Raphael, com quem continua até hoje.

Gostou desse artigo? No Capitalist você encontra esses, bem como outros perfis de importantes nomes nacionais e internacionais que construíram suas carreiras e possuem grandes histórias e carreiras políticas.

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Pichai Sundar, o indiano que comanda o conglomerado da Google

Confira tudo sobre a trajetória de vida dele aqui!

Pichai Sundar

Perfil de Pichai Sundar

Nome completo: Pichai Sundararajan
Ocupação: CEO do Google e da holding Alphabet
Local de nascimento: Chennai, antiga Madras, Índia
Data de nascimento: 12 de julho de 1972
Fortuna: US$ 600 milhões

Uma história que poderia perfeitamente estampar as telas do cinema, uma vez que se assemelha a de muitos roteiros que falam sobre o menino pobre que, pela força de vontade, se tornou vencedor.

Pichai Sundararajan, atual CEO de uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, saiu de sua terra natal, uma pequena cidade da Índia, com o dinheiro contado para estudar na América.

Depois de ter se formado em Engenharia Metalúrgica no Instituto Indiano de Tecnologia Kharagpur, onde só tinha acesso ao computador três ou quatro vezes por semana, ele se tornou um dos principais nomes da Google.

Contratado pela Google, para atuar no gerenciamento e desenvolvimento de produtos, o primeiro desafio de Sundar foi desenvolver o Google Toolbar. Em seguida, liderou a equipe que criou o Google Chrome, buscador que se tornou o mais popular entre os internautas.

Atualmente, pode se dizer que Pichai é um homem rico, com um salário base de 2 milhões de dólares ao ano. Isso depois de assumir mais uma empreitada, a direção da Alphabet em 2019.

Apesar de parecer um bom valor, há rumores de que os valores são ainda maiores, pelo menos é o que aponta o programa de metas de desempenho que pagou 281 milhões em ações, em 2019 aos colaboradores.

Trajetória profissional

A mudança radical no destino do indiano ocorreu quando Pichai ganhou uma bolsa de estudos para o mestrado na Universidade de Stanford.

Foi lá na pós-graduação em Engenharia e Ciência de Materiais que passou a ter acesso a laboratórios informatizados e a computadores de última geração, o que possibilitou, inclusive, o trabalho com programação.

Diante do que tinha na Índia, estava imerso em um paraíso. Além dessa especialização, cursou MBA na Universidade da Pensilvânia, o que lhe abriu as portas do mercado de trabalho americano.

A primeira oportunidade foi na Applied Materials, empresa fornecedora de semicondutores para a indústria, a segunda, na Consultoria McKinsey & Co. Em ambas atuou por pouco tempo. O suficiente para chegar à Google com algum know-how.

O Google Toolbar, ferramenta que permitia a busca rápida para usuários de navegadores como o Mozilla e o Explorer, foi o primeiro produto de grande expressão desenvolvido sob a responsabilidade de Sundar Pichai.
Depois de ter cumprido a missão com louvor, veio aquela que se tornou a mais significativa, e que o credenciou definitivamente no campo da tecnologia, a criação do Google Chrome, em 2008.

Pichai liderou o processo e, como premiação, foi promovido a vice-presidente de desenvolvimento de produtos. A carreira em plena ascensão de Sundar, o colocava em cargos ainda maiores. Em 2012, tornou- se vice-presidente sênior.

Mais tarde, Sundar substituiu o criador do Android, Andy Rubin. Na continuação foi responsável pela integração dos serviços do Google ao sistema móvel.

Àquela altura, os produtos ainda estavam sendo criados separadamente, com pouca ou nenhuma conexão entre os serviços móvel e fixo.

Com a chegada de Sundar, a marca entrou de vez no Android e a mobilidade alcançou todas as possibilidades oferecidas pela Google, integrando de vez as plataformas e serviços.

Origem de Pichai Sundar

Nascido em Madras, no Sudeste da Índia, em 1972, Sundar é filho do engenheiro eletricista Ragunathan e da estenógrafa Lakshmi, uma família de classe média indiana que, naquela época, por volta dos anos 80, era bem modesta.

Para se ter ideia, apenas aos 12 anos, o garoto teve acesso a uma linha de telefone em casa, assim como a uma geladeira. A falta dela obrigava a mãe de Pichai a cozinhar todos os dias.

Ele poderia se sentir mal com isso ou até muito pobre, deixar de estudar para trabalhar, como fazem alguns pequenos nessa situação, mas a alteração da rotina proporcionada por equipamentos eletrônicos, o levou a outra dimensão.

A percepção dos benefícios da tecnologia

A partir dali, o menino percebeu as facilidades que a tecnologia trazia para a vida humana, e como era incrível poder criar essas possibilidades para a sociedade.

Ele descobriu que a tecnologia era transformadora e poderia melhorar a vida das pessoas. Tudo isso, só fortaleceu sua paixão por ela.

Mas chegar à América exigia dinheiro. A bolsa conquistada pelo indiano recém-formado em uma universidade da Índia, não era o suficiente para mantê-lo nos Estados Unidos.

Foi então que o pai Sundar fez o investimento da sua vida. Resgatou um ano de salário da poupança para comprar a passagem do filho. Seria a primeira vez de Pichai em um avião.

Atualmente, Sundar tem sua própria família, construída em parceria com a colega de faculdade Anjali Pichai, com quem tem um casal de filhos: Kavya e Kiran.

Desde criança é um leitor voraz, por isso começa o dia de olho nas notícias do mundo. Embora possa ser considerado o homem da tecnologia, fala com saudades da sua infância simples e sem ela.

Ele se sente desconfortável de controlar o uso da tecnologia por seus filhos, pois não consegue se desconectar dela nem nos finais de semana.

Oportunidades de Pichai Sundar

Pode-se dizer que Sundar é um trabalhador incansável. Por isso, foi pavimentando sua carreira subindo um degrau por vez.

Isso porque, depois de ter sido bem sucedido no desenvolvimento de produtos de sucesso na Google, continuou trilhando o caminho para o topo, e chegou lá quando os fundadores da Google resolveram sair para fundar a holding Alphabet.

Isso foi em 2015. Desde então, assumiu como prioridade o desenvolvimento da Inteligência Artificial no seus produtos.

Nessa perspectiva, investiu no Google Cloud e no YouTube, ao mesmo tempo em que enveredou pelo caminho da computação avançada, se mantendo líder em machine learning e tecnologia quântica.

Enquanto a computação quântica realiza operações matemáticas complexas em segundos, a machine learning é uma espécie de IA que toma decisões sozinha.

Em 2019, a Google anunciou a supremacia quântica, quando conseguiu resolver um problema matemático em 3 minutos e 20 segundos. Cálculo que um supercomputador desenvolveria em 10 mil anos.

Ainda em 2019, Sundar foi chamado para assumir a direção da Alphabet, ocasião em que os dois fundadores, Brin e Page, resolveram sair para fazer parte do conselho.

Números significativos

Até agora não falamos dos resultados financeiros do trabalho de Sundar. No primeiro ano do CEO à frente da Alphabet, a holding alcançou um faturamento de 182,5 bilhões de dólares em 2020. Um aumento de 13% em relação a 2019, isso em pleno ano de pandemia.

No último trimestre de 2020, as receitas foram de 56,9 bilhões de dólares, um crescimento de 23,5% em relação ao último trimestre de 2019. Os lucros seguiram o mesmo ritmo de aumento, sendo 20% maior que o mesmo período do ano anterior.

Esse foi o fenômeno Sundar Pichai que atribuiu os números positivos tanto à utilidade dos produtos criados, como a transição dos serviços para nuvem e online.

Com tudo isso, o conglomerado alcançou nos primeiros meses de 2021, um valor de mercado em torno de 1 trilhão de dólares. Enquanto isso, a empresa já planeja alçar novos vôos.

Pichai já anunciou um investimento de 7 milhões em data centers e escritórios de tecnologia para ajudar o país a se recuperar financeiramente das perdas geradas pela pandemia.

Por outro lado, lança um novo produto, o Google News Showcase, programa que remunera os jornais pela publicação de notícias. Até o momento, a empresa assinou acordo com mais de 500 publicações.

Diante de tanta ousadia em criar, o mercado só poderia aplaudir Sundar. Além de ser o CEO mais famoso do momento, a revista Time o elegeu como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo.

Perfil humilde de Pichai Sundar

Humilde, conciliador, de fala mansa e “boa praça”, Pichai prefere passar discretamente pela imprensa. Não é chegado a holofotes e, por isso, é muito pontual quando tem posicionamento cobrado.

Esse anonimato, no entanto, colabora com a convivência entre funcionários e sócios, mas não passa despercebido no meio social. Afinal, a Google é uma gigante da tecnologia com, nada mais, nada menos que 1 trilhão de usuários e 135 mil colaboradores espalhados pelo mundo.

Ainda assim, possui respostas claras e respeitosas quando é colocado em situações espinhosas. Foi o caso da demissão da pesquisadora Dra Gebru que afirmou ter sido demitida por ter cobrado contratações femininas e negras da empresa.

Sundar pediu desculpas e se colocou à disposição para rever o caso. Também se posicionou sobre imigração, quando indagado sobre o assunto na ocasião em que Trump defendia o projeto anti-imigraçao.

Outro traço marcante da sua personalidade é a análise realista sobre o avanço da tecnologia. Embora seja um apaixonado por ela, ele acredita que as mudanças acontecem muito rapidamente, o que torna os novos produtos, muitas vezes, inalcançáveis para o público.

Para Sundar, a tecnologia não resolve os problemas da humanidade, mas funciona como um facilitador para resolvê-los.

Pichai acredita que a dependência do ser humano pela tecnologia deve ser vista com cuidado. Isso porque não se pode superestimar-lá. Ela não é a solução para todos os problemas.

Considerado um homem muito apegado à família, é fã de críquete, esporte popular na Índia, e gosta muito de voltar à terra natal, apesar de não saber como retribuir todo o apoio que recebe a cada visita.

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Rubens Menin: trajetória do cofundador da MRV Engenharia, dono do Inter e da CNN Brasil

De “patinho feio” para negócios bilionários no setor da construção, conheça a história do bilionário Rubens Menin e entenda como ele conseguiu esse feito.

Rubens Menin

Perfil de Rubens Menin

Nome completo: Rubens Menin Teixeira de Souza
Ocupação: Engenheiro e empresário
Local de nascimento: Belo Horizonte, Minas Gerais
Data de nascimento: 12 de março 1956
Fortuna: R$ 6,4 bilhões  (*Forbes 2020)

Rubens Menin é co-fundador e presidente da MRV Engenharia, além de estar no comando do Banco Inter, CNN Brasil, Abrainc, Log Commercial Properties e Urbamais Desenvolvimento Urbano. Dessa forma, tem bastante reconhecimento nas áreas em que atua.

Leia ainda: Conheça a história de Salim Mattar, o cofundador da rede Localiza

Gostaria de saber mais sobre esse grande empresário? Siga a leitura desse artigo e saiba como ele se tornou um bilionário de sucesso!

Quem é Rubens Menin

Rubens Menin Teixeira de Souza é um brasileiro, nascido em Belo Horizonte, estado de Minas Gerais, em 12 de março de 1956.

De infância tranquila, filho de Geraldo Teixeira de Sousa e Maura Menin, Rubens Menin começou aos 23 anos a sua carreira de sucesso ao fundar, juntamente com alguns sócios da família, a MRV Engenharia, nos anos 70.

Torcedor apaixonado pelo Atlético Mineiro e patrocinador esportivo, além de engenheiro civil e empresário. Características essas que servem para descrever bem o bilionário Menin.

Ao se formar na faculdade de Engenharia Civil, Rubens decidiu trabalhar em um setor que não tinha reconhecimento pelas construtoras famosas da época. Ele decidiu trabalhar com moradias para a população de menor poder aquisitivo.

O mesmo admitiu em palestra que esse ramo, naquela época, era o “patinho feio” da construção civil.

E, de fato, os primeiros anos de funcionamento da MRV não foram muito gratificantes, pois, na mesma época, o Brasil passava por um período de crises financeiras nacionais e internacionais.

Mediante isso, os recursos de financiamento para imóveis eram muito escassos, corroborando assim para o atraso do sucesso que viria anos depois.

Como tudo começou

Desde quando terminou o seu Ensino Médio, Menin já estava encaminhado para que curso prestaria vestibular, pois ao vir de uma família tradicional no ramo da Engenharia, o caminho dele não seria tão destoante.

Roberto concluiu sua graduação em Engenharia Civil na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aos 22 anos, mas sua experiência no segmento iniciou aos 18 anos, na Rua dos Maçaricos, endereço da zona norte de BH onde morava com a família.

Ainda jovem, surgiu a ideia de ter uma construtora voltada para a população mais pobre, ao trabalhar como estagiário numa empresa que supervisionava obras nas zonas periféricas de Belo Horizonte.

Com ajuda de seus pais e de dois primos, Menin fez uma casa simples. Anos depois fundou-se a MRV, juntamente com seu primo Mário Lúcio Pinheiro Menin e a construtora Vega Engenharia Ltda.

História MRV Engenharia

MRV entrega primeiros imóveis em Belo Horizonte, Minas Gerais (1981) / Foto: MRV

Montado o projeto da construtora, eles colocaram em prática. As primeiras moradias foram concluídas em 1981, no bairro de Vila Clóris, em Belo Horizonte.

No final da década de 90, a MRV já começava a se espalhar pelo Brasil com obras também na região Sul e no interior de São Paulo.

Cada vez mais a construtora foi se expandindo e aproveitou as ofertas públicas e abriu o capital. Com recursos para investir, a empresa alavancou.

Desde 1979, já foram entregues mais de 300 mil habitações em 21 estados brasileiros e Distrito Federal.

A empresa possui 24 mil funcionários que trabalham para realizar a missão da empresa em 140 cidades do Brasil.

Hoje, um em cada duzentos brasileiros vive em moradia construída pela MRV Engenharia.

História MRV Engenharia

Inauguração da primeira loja MRV em Belo Horizonte, Minas Gerais (1995) / Foto: MRV

Carreira

Na palestra feita pela Endeavor Brasil, Rubens Menin afirmou que a MRV era como o patinho feio porque a indústria popular de construções não dava retorno financeiro bom.

Por isso, as construtoras brasileiras focavam seus projetos em construir moradias para a alta e média classe da sociedade.

Contudo, em 2009, no Governo Lula, foi feito o programa público “Minha Casa, Minha Vida”, o qual facilitou financiamento e juros mais baixos para habitações da população com baixo poder aquisitivo.

Dessa forma, veio uma fase de crescimento exponencial da construtora MRV, pois a mesma já estava habituada com a redução de custos e burocracias que envolviam moradias de baixa renda.

Muitas empresas quiseram embarcar nessa jornada do programa “Minha Casa, Minha Vida”, mas devido às especificidades desse ramo, ficaram para trás.

Assim, a MRV se tornou a maior do ramo na Bolsa de Valores brasileira, a maior incorporadora da América Latina e uma das maiores do mundo.

Nos dias atuais, a MRV é uma das maiores empresas de capital aberto no país, tendo seu valor no mercado de R$ 8 bilhões de reais.

Menin anunciou que iria somente se dedicar ao conselho administrativo da MRV, então, a presidência passou a ser dividida entre seu filho Rafael Menin, e Eduardo Fischer, sobrinho de Rubens.

Apesar da ascensão, Menin não se contentou apenas com o ramo da construção civil no Brasil. Conforme foi tendo retorno financeiro, ele foi investindo e ampliou seus negócios para outros ramos.

Ramos de expansão

  • Galpões Logísticos – Log Commercial Properties
  • Banco Inter
  • Comunicação – CNN
  • Construção Civil nos Estados Unidos – AHS
  • Loteamentos Urbanos – Urbamais Desenvolvimento Urbano

Além dessas diversas áreas, Rubens Menin é um fanático por futebol, sendo seu clube do coração o Atlético Mineiro, como dito anteriormente. Mediante isso, ele criou um instituto social para fomentar as iniciativas esportivas, sobretudo seu time.

A expansão do patrimônio

Como dito anteriormente, Menin é fundador de outras vertentes, por exemplo o Banco Inter.

O banco foi fundado em 1994, sendo chamado por Intermedium. Ele era limitado à região e com pedido de mercado imobiliário, como ofertas de empréstimos. Contudo, nos últimos anos, a instituição se transformou na maior potência da família.

A ampliação do Banco Inter começou através de transferências de regulações realizadas pelo Banco Central do Brasil, que passaram a fomentar o aparecimento de bancos digitais.

Atualmente, o valor do Banco Inter no mercado é de R$ 13 bilhões de reais e seu filho, João Vitor Menin está a frente com a presidência da instituição.

Fachada Banco Inter

Diversidade dos negócios

Além da MRV e Banco Inter, Rubens possui também a Log Commercial Properties. É uma empresa que atua na construção e locação de propriedades comerciais como galpões logísticos.

Atualmente, o valor de mercado da Log Commercial Properties é de R$ 3 bilhões de reais.

Mediante o sucesso da MRV, Rubens investiu na criação da Urbamais Desenvolvimento Urbano. O foco dessa empresa são os loteamentos urbanos para construção.

Enquanto a MRV constrói as moradias, a Urbamais divide os lotes e implanta a estrutura necessária.

Dessa forma, existe um family office, chamado de a Conedi, onde a família reúne os negócios e é uma investidora de materiais de construção e acabamento do tipo A, B ou C. O local de atuação da Conedi é em Minas Gerais.

A inteligência e os sonhos de Menin foram tão altos que ultrapassaram as barreiras físicas entre países e ele passou a controlar a construtora americana AHS. Essa empresa constrói e gerencia moradias para aluguel nos Estados Unidos.

Em 2020, Rubens decidiu ousar um pouco mais e sair da área da construção. Entrando na área da comunicação, ele pediu à emissora americana de televisão CNN uma licença para transmissão no Brasil.

E, como todos agora sabem, Menin é apaixonado pelo esporte, mas também pela cultura.

Os recursos acumulados desde a fundação da MRV e além disso, de suas outras empresas, não são utilizados somente para expansão e mais diversidade nos negócios.

Sobretudo também para apoiar e dar nome ao novo estádio do Atlético Mineiro, a Arena MRV, que ainda está em fase de construção.

A previsão é que a Arena MRV tenha inauguração no segundo semestre do ano de 2022.

Arena MRV

Arena MRV

O sucesso nos negócios

Após diversos ramos de investimento, a ascensão patrimonial do empresário foi em paralelo ao sucesso de seus negócios.

Segundo a revista Forbes, Rubens Menin possui uma fortuna aproximada de R$ 6,4 bilhões de reais.

Atualmente, ele é dono de 36,8% da MRV, 25% do Banco Inter e 30% da Log Commercial Properties. Ainda nesse ano de 2021, Menin comprou 100% da empresa de radiodifusão Rádio Itatiaia, sendo a maior emissora de rádio do Estado de Minas Gerais.

Contudo, Menin prefere a discrição e ficar fora de rankings das pessoas bilionárias do mundo, sendo um “bilionário oculto”.

Vale ressaltar que em 2018, o Presidente do Conselho de Administração da MRV Engenharia Rubens Menin ganhou o prêmio global da Ernst & Young (EY). O escolheram entre empreendedores de 46 países.

Além disso, o reconheceram como o World Entrepreneur of the Year, durante a final mundial do Prêmio Empreendedor do Ano, realizado em Monte Carlo, Mônaco.

A Ernst & Young é uma empresa de multi-funções com diversos serviços profissionais, que possui sede no Reino Unido e além disso, promove prêmios anuais para escolher o empreendedor do ano.

No Brasil, a EY é a maior empresa de Auditoria, Transação Corporativa, Consultoria, bem como Impostos. É referência na implantação de políticas de mobilidade.

Menin foi o primeiro empreendedor brasileiro a ter reconhecimento como World Entrepreneur of the Year e também o primeiro empreendedor da América do Sul a receber essa honra.

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Thiago Maffra, novo CEO da XP Investimentos assume comando com foco na tecnologia

Thiago Maffra assumiu comando da XP Investimento e desafio de transformar a companhia.

Thiago Maffra

Perfil de Thiago Maffra

Nome completo: Thiago Maffra
Ocupação: Administrador e CEO da XP Inc.
Local de nascimento: Araxá, Minas Gerais
Ano de nascimento: 1984

O primeiro trimestre de 2021 começou diferente para Thiago Maffra, e porque não dizer, começou com boas notícias. O administrador com especializações voltadas para o mercado financeiro e tecnológico, assumiu o comando da XP Investimentos.

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Em maio de 2021, o então CTO da XP Investimentos, foi alçado ao maior cargo da empresa, assumindo a função de CEO, no lugar de Guilherme Benchimol, fundador da corretora de capital aberto.

Maffra começou a carreira como gestor de renda variável de negócio da XP Inc., quando atuou com investimentos, operando ações, câmbio, ETFs, e demais opções.

Algum tempo depois, foi cursar MBA nos Estados Unidos, mas continuou na companhia ocupando o cargo de gerente de equity para clientes de varejo. Mas foi ao retornar das terras estrangeiras que Thiago Maffra viu sua carreira deslanchar.

Isso porque, desenvolveu o XDEX, Exchange de criptomoedas, uma moeda exclusiva do mundo digital, que passaria a ser operada pela corretora, o que passou a ser um diferencial importante para a companhia, afinal, esse é um lugar de negócios ainda em expansão.

De 2015, quando entrou na empresa, até os dias atuais, a carreira de Maffra foi se consolidando pouco a pouco, e o crescimento da área de tecnologia carimbou seu passaporte para o cargo de CEO. Ele é considerado o responsável por essa parte da XP.

Com a nova função, Maffra ganhou uma missão ainda mais complexa, a de tornar a XP a maior companhia de tecnologia brasileira, o que já começou a fazer como CTO, mudando a estrutura organizacional da companhia e trabalhando com equipes multidisciplinares.

Trajetória

O jovem Thiago Maffra nasceu em 1984, na cidade de Araxá em Minas Gerais, mas foi em Itapevi, interior de São Paulo, que cresceu e alimentou seus sonhos.

De origem humilde, sua vida escolar já começou com desafios diários. Todo dia, o garoto levava 1 hora dentro de um ônibus para estudar na cidade vizinha, São Roque. O motivo: lá se concentravam as melhores escolas da região.

Nada que tirasse a alegria de Thiago que teve uma infância feliz: brincava na rua, torcia pelo São Paulo, jogava videogame e estudava.

Nesse último tópico, Maffra fez sua parte. Sempre se destacou como aluno de excelência, obtendo ótimas notas escolares. Tanto que conseguiu bolsa parcial de estudos para cursar faculdade no Insper.

O que se sabia era que quem saia do Instituto tinha grandes chances de adentrar o mercado, inclusive, o financeiro, o que era o começo de um sonho que passou a perseguir.

O objetivo de Maffra era justamente ter uma profissão que lhe possibilitasse melhorar a vida dos pais. Quem sabe essa oportunidade não estava no mercado financeiro?

Aliás, a bolsa parcial no Insper tinha como requisito a compra de um notebook e o pagamento adiantado de aluguéis da residência estudantil.

Como a família não possuía recurso extra para bancar essa despesa, foi preciso que a mãe vendesse seu bem mais caro, o carro, para bancar os estudos do filho, que foi morar em uma apartamento com mais sete colegas.

Maffra e o curso de Administração

De mãe fisioterapeuta e pai engenheiro, Maffra tomou rumo diferente dos pais na profissão, e seguiu para o curso de Administração.

Mas a obstinação não é uma característica apenas de Thiago Maffra, sua mãe voltou a estudar depois de anos afastada dos livros e completou o nível superior aos 56 anos.

Com foco na família, o projeto de Maffra era atuar no mercado financeiro e logo ganhar dinheiro para ajudá-los.

E não se demorou para alcançar esse objetivo. Ainda no seu primeiro emprego, pode devolver o valor financeiro investido pela mãe, lá no início da faculdade.

Ainda não era a carreira dos sonhos, mas já era o começo de uma trajetória profissional atuando em bolsas de valores.

Durante dez anos, ele trabalhou em duas empresas que atuavam no mercado financeiro. Ainda que não tivesse a robustez da XP Investimentos, foi a porta de entrada para ganhar experiência na área.

O que Maffra não imaginava era que a tecnologia também cruzaria seu caminho e poderia ser seu diferencial, ou melhor, seu potencial, sua melhor competência.

Carreira de Thiago Maffra

Apesar de jovem, a vida de Maffra sempre foi composta por desafios, seja do ponto de vista financeiro ou de aprendizado.

Na faculdade, sem domínio do inglês, precisava do idioma para ter acesso ao conteúdo do curso, uma vez que a maioria dos livros eram escritos na língua estrangeira.

Nessa fase, precisou ser autodidata e aprender sozinho um novo idioma. Ele diz que aprendeu na raça, afinal, não existia outra alternativa.

Por isso, tão logo entrou na XP investiu na sua proficiência em inglês e conseguiu seu certificado CFA. Um primeiro passo para seguir novos rumos profissionais, inclusive, fora do país.

Isso não aconteceu rápido como parece, pois antes de chegar a XP, trabalhou na Bulltick Capital Management, instituição com sede em Miami, que atuava também nas bolsas mexicana, americana e brasileira.

Nessa época, Maffra trabalhava em mesas de operação e também com os clientes dos fundos da administradora. Estava, enfim, no mercado financeiro.

Depois atuou como trader na Souza Barros, instituição antiga que lidava com mercados internacionais e acabou encerrando suas atividades em 2015.

Foram dez anos de atuação no mercado financeiro até ser visto pela corretora de negócios. Tão logo saiu da Souza Barros, em 2015, buscou vaga na XP.

O mineiro de Araxás chegou a XP, de olho na política de meritocracia e no sistema de partnership, condições que poderiam alavancar sua carreira.

Com toda essa bagagem, Thiago ganhou uma tarefa importante ainda como trader, montar a mesa de negociação de ativos financeiros a partir de algoritmos. Eles funcionam como uma espécie de robôs que acompanham as cotações de mercado, indicando os melhores investimentos.

Conseguiu realizar a tarefa e mostrar à empresa que tinha competência para alçar novos voos. Mesmo assim, acreditava que precisava se qualificar para subir mais um degrau profissionalmente. Por isso, procurou se especializar.

CFA e o MBA de Maffra

Mesmo trabalhando na XP, Maffra continuou investindo na sua educação. Depois de conquistar o certificado CFA, ingressou no MBA em finanças na Columbia Business School, nos EUA, onde permaneceu por mais de dois anos.

No primeiro momento se afastou da companhia, por exatamente dois meses, quando foi morar nos EUA, para se dedicar, exclusivamente, ao curso de especialização.

Parecia que sua história com a corretora estava findada, até que o chamaram para voltar. No retorno, a empresa passou a atuar como gerente de equity para clientes de varejo, trabalhando do escritório em Nova York.

A missão seguinte, no entanto, demorou mais a aparecer. Quando retornou a São Paulo, Maffra montou a Xdex, a corretora de criptomoedas, projeto que o credenciou para assumir a área de tecnologia da XP. Em 2018, Maffra tornou-se diretor executivo de tecnologia (CTO).

Migração

A empresa precisava realizar uma transformação tecnológica e, para isso, chegou a contratar cinco diretores no CTO, nos últimos dez anos. Alguns com formação específica, outros com competência, mas nenhum trouxe os resultados esperados.

Maffra não é profissional de UX, o que até gerou dúvidas em muitos colegas da área, mas para Benchimol, fundador da companhia, o trabalho realizado por Maffra como CTO apresentou resultados significativos, o que por si só já o credenciava para assumir uma responsabilidade maior.

O modelo antigo necessitava de uma mudança de ecossistema, de mindset da empresa, para torná-la competitiva nesse mercado, o que exigiria uma total reestruturação organizacional.

O administrador agora tinha a tarefa de liderar um novo momento e, o primeiro passo dele foi aumentar o time de colaboradores da área, que saiu de 150 para 1500 profissionais.

Para ele, somente com metade da empresa voltada para a tecnologia, poderá haver uma mudança de mentalidade nos negócios.

Os colaboradores e seus expertises

Muitos dos colaboradores admitidos atuavam em empresas como Google, Facebook, Amazon e Mercado Livre e, por isso, já chegavam com alguma expertise no ramo de tecnologia. A ideia de Maffra é que metade da empresa seja de tecnologia.

Com esse volume de profissionais especializados, o CTO distribuiu o time em 80 squads multidisciplinares, com autonomia para desenvolver produtos de tecnologia focados no negócio para cliente, o que deu agilidade à execução e implantação de projetos.

Há 20 anos, a corretora de negócios XP entrou no mercado brasileiro para revolucionar o modo de fazer negócio.

De lá para cá, muita coisa mudou, e chegou a hora de usar a tecnologia para servir ao cliente, e ao negócio como se fez até agora. É o que pensa Guilherme Benchimol, fundador e antigo CEO da XP.

Ele acredita que Thiago Maffra tem total condições de liderar esse processo, uma vez que já demonstrou sua habilidade e competência em desenvolver projetos e produtos na área de tecnologia.

A data marcada para a transmissão do cargo não foi escolhida ao acaso. Em 21 de maio de 2001, a XP estava sendo fundada, há exatamente 20 anos.

Thiago Maffra, por sua vez, tem consciência da sua responsabilidade e encara essa fase como mais um grande desafio da sua vida.

O objetivo dele é transformar a XP na melhor fintech do Brasil, ou seja, na maior empresa de tecnologia voltada para o mercado financeiro.

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