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Economia

Bolsonaro dobra aposta e promete reajuste no preço da energia elétrica

A troca do comando na Petrobras e a promessa de redução na conta de luz foram vistas como medidas populistas para reverter a desaprovação do presidente, de olho na reeleição em 2022.

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Na última semana, o presidente Jair Bolsonaro indicou o general Joaquim Silva e Luna à presidência da Petrobras, substituindo Roberto Castello Branco. A decisão, bem como outras mudanças, são uma resposta do presidente à atual política de preços da companhia. No último sábado, 20, Bolsonaro comunicou ainda que vai mexer no reajuste de preços da energia elétrica.

O aumento pode chegar a 13% neste ano, segundo estimativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Em conversa com apoiadores em Brasília, o presidente declarou que vai “meter o dedo na energia elétrica”. A troca do comando na Petrobras, assim como a promessa de redução na conta de luz, foram vistas como medidas populistas para reverter a desaprovação de Bolsonaro, de olho na reeleição em 2022.

Essa política intervencionista já preocupa grandes fundos, deixando o mercado financeiro em dúvida quanto à agenda liberal do governo, defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

“O retorno ao passado seria um revés na trajetória de reconstrução de credibilidade da Petrobras e melhora observada nos últimos anos, colocando em risco não apenas a estratégia atual, mas também todos os esforços do País em atrair investimentos privados para o desenvolvimento da indústria de óleo e sua cadeia de valor”, afirmou a gestora de recursos britânica Aberdeen Standard Investments.

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