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Como investir em dólar: tudo o que você precisa saber

Antes de investir na moeda norte-americana, é necessário considerar as diversas formas de aplicar, bem como entender os riscos futuros.

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Como investir em dólar

Se você está pesquisando sobre investimentos e possíveis aplicações, é muito provável que o dólar apareça entre as alternativas disponíveis. A moeda norte-americana tem um papel fundamental na economia mundial e, consequentemente, ocupa espaço na carteira de muitos investidores. No entanto, é importante entender como investir em dólar e quais as opções.

Por que o dólar é tão importante na economia mundial?

O dólar norte-americano é a maior referência monetária mundial. Anteriormente, esse papel era ocupado pela libra esterlina, do Reino Unido. A grande relevância da moeda está relacionada com a força da economia por trás do dólar e de seu poder de influência sobre outros países. 

Durante o século 20, a economia estadunidense foi ganhando espaço com o crescimento de sua participação no comércio exterior e os ganhos financeiros contabilizados após as guerras mundiais na Europa, sobretudo após a Segunda Guerra. Atualmente, é a maior economia mundial. 

Isso significa que, embora os Estados Unidos passem por crises econômicas de grande escala – como em 2008 e 2020 -, o dólar segue tendo confiança internacional. Por exemplo, o Brasil encerrou 2019 com uma reserva de US$ 356,9 bilhões de dólares. Além disso, muitas commodities e o próprio ouro são negociados na moeda norte-americana. 

Por conta desses e outros fatores, muitos investidores fazem aplicações em dólar como um ativo seguro, seja buscando proteger o próprio dinheiro de grandes variações ou lucrar com a especulação da moeda. 

O que é necessário saber antes de investir em dólar?

O primeiro passo é entender que aplicar em dólar significa investir em renda variável, ou seja, não há garantia de que você vai obter retorno com isso. Por exemplo: é possível comprar a moeda por um preço e, após um certo período, ela desvalorizar, causando prejuízo ao seu bolso. 

Outro aspecto importante para entender é que, no Brasil, o valor do dólar apresenta variação seguindo o cenário econômico mundial e do próprio país, ou seja, mesmo que a moeda esteja valorizada no exterior por algum motivo, ela pode estar desvalorizada em relação ao real, e vice-versa. 

Por que investir em dólar?

Ainda assim, em um cenário de estabilidade, o dólar tende a apresentar pouca variação ao longo do tempo. Justamente por conta dessa característica, alguns investidores recorrem à moeda como forma de proteger o próprio dinheiro. Por exemplo, mesmo que a bolsa de valores caia ou o real desvalorize, parte da renda em dólar vai estar segura. 

Por outro lado, você pode ganhar com a especulação de moeda norte-americana. Exemplificando: em 2 de janeiro de 2020, o dólar comercial estava sendo cotado a R$ 4,02. Já em 17 de setembro, a moeda valia R$ 5,23. Dessa forma, houve uma valorização de aproximadamente 30% em pouco mais de 9 meses. 

Porém, é recomendado investir em dólar somente quem já possui outras aplicações, como ações, renda fixa, fundos imobiliários, entre outros. Além disso, também vale a regra de ouro do mercado financeiro: nunca coloque todos os ovos numa só cesta, a chave é diversificar. 

Como investir em dólar?

Você analisou todos os fatores e entendeu que faz sentido construir parte da sua carteira em dólar? Então, há alguns caminhos a seguir. 

Apesar de comprar a moeda em espécie parecer o caminho mais fácil, essa não é a melhor opção, já que não é tão seguro manter dinheiro físico. Além disso, nessas transações é preciso considerar a incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). 

De acordo com especialistas, o ideal é comprar a moeda em espécie apenas quando for realmente necessário, como em casos de viagens ao exterior. 

Caso contrário, existem outras alternativas mais vantajosas para investir na moeda norte-americana. 

  • Fundos cambiais

Fundos cambiais são fundos de investimento responsáveis por alocar dinheiro em ativos atrelados a moedas estrangeiras. Neste caso, em vez de comprar a moeda diretamente, você aplica em um fundo e profissionais especializados vão fazer a gestão dos investimentos. 

Para esse tipo de operação podem ser cobradas algumas tarifas específicas, como Imposto de Renda (IR), taxa administrativa e IOF.

Como investir em dólar na bolsa

  • Mercado futuro

Também é possível investir na moeda norte-americana por meio de contratos futuros de dólar negociados na bolsa, podendo ser cheios ou mini. 

Contratos futuros são aqueles em que o investidor se compromete a comprar ou vender certo ativo em uma data futura com um preço pré-determinado. Esse ativo pode apresentar valorização ou desvalorização, mas o preço determinado se mantém. Por conta disso, no momento de vencimento do contrato, os investidores podem ganhar ou perder. 

Para esse tipo de operação, a tributação segue a alíquota dos investimentos em renda variável. 

  • Compra de ações de empresas estrangeiras ou exportadoras

Outra maneira de investir em dólar indiretamente é comprando ações de empresas estrangeiras ou de companhias brasileiras exportadoras, cuja grande parte das receitas são em dólar. 

Entretanto, negociar ações na bolsa de valores não é tão simples como investir em renda fixa, por exemplo. Neste caso, vale pesquisar e estudar bastante sobre o assunto antes de iniciar ou procurar ajuda de profissionais especializados. 

Vale a pena investir em dólar?

Uma das maiores preocupações dos investidores é a taxa básica de juros dos Estados Unidos. Atualmente com juros a 0,25% ao ano e tendência de se manterem baixos, o mercado teme que, no longo prazo, a inflação americana supere os juros. Caso isso aconteça, o dólar vai valer cada vez menos com o passar dos anos. 

Esse cenário de incertezas gera certa insegurança e acaba afastando investidores do dólar, que precisam recorrer a outros ativos, como o euro e o ouro. 

Embora a moeda norte-americana siga forte e segura, é importante analisar todos esses fatores para entender o cenário econômico que está sendo desenhado ao longo dos anos e pode impactar o futuro dos seus investimentos. 

Dessa forma, antes de investir em dólar ou qualquer outro ativo, é importante conhecer e explorar os diversos aspectos da economia global e brasileira. 

Leia ainda: Conheça as diferenças entre investir em ações americanas em Corretoras ou BDRs

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Bolsa ou renda fixa: qual a melhor opção para quem prioriza liquidez?

Pesquisa da B3 revela que, se precisassem, 64% dos entrevistados retirariam o capital investido, dando ênfase ao critério de liquidez.

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Por meio de um levantamento divulgado pela B3, em dezembro de 2020, foi apontado que 64% dos entrevistados resgatariam o capital aplicado nos investimentos se precisassem dos recursos. Em caso de queda da bolsa, somente 7% fariam a retirada do dinheiro. O estudo demonstrou que não apenas o investidor chega ao mercado de ações sem preparo para as oscilações do mercado financeiro. Também, levanta a problemática se existe ou não preocupação com a consolidação da reserva de emergência.

“Antes de fazer qualquer alocação em um ativo de maior risco de mercado, crédito ou liquidez, o investidor precisa ter uma reserva de emergência para resgatar da aplicação certa em um momento de urgência”, destaca o analista de renda fixa e crédito privado do BTG Pactual digital, Odilon Costa.

Dessa forma, antes de selecionar o melhor ativo para aplicar seu dinheiro é preciso avaliar alguns critérios que lhe deem segurança. O principal deles é a liquidez, pois é necessário ter disponibilidade para resgate a qualquer instante.

Outro ponto relevante é a volatilidade, ou seja, o investimento deve ter previsibilidade, não tendo grandes oscilações que podem acarretar em surpresas negativas. Além disso, o acumulado deve cobrir entre três meses de despesas mensais, em caso de pessoas com certa estabilidade, a 12 meses, para os trabalhadores instáveis.

Ativos

Entre as melhores opções estão o Tesouro Selic (um dos títulos do Tesouro Direto) e os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs), ambos investimentos de renda fixa. Construída a reserva de emergência, é hora de montar a carteira com diversificação de ativos.

É possível fazer aportes entre a renda fixa e o mercado de ações. Uma opção é iniciar com aplicação nos títulos de renda fixa associados ao indicador oficial da inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Na renda fixa, também existem os títulos de crédito privado, tais como Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Debêntures Incentivadas, isentas de Imposto de Renda.

“Também é possível fazer alocações em fundos imobiliários, ótimas opções para quem busca uma renda variável um pouco mais conservadora, em comparação ao mercado de ações. Com todo esse portfólio estruturado, aí sim o investidor pode ir para a bolsa”, destaca Costa. “O mais importante é conhecer seu perfil, estudar as classes de ativos disponíveis, entender como cada uma delas funciona e quais as vantagens que podem trazer”, acrescenta.

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Guide lista 15 empresas com os maiores potenciais de alta na Bolsa em janeiro

Setores de turismo, varejo, farmácia, construção civil e frigoríficos estão na lista de ações potenciais para o primeiro mês do ano da Bolsa.

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A Guide Investimentos compilou 15 ações com potencial de alta na Bolsa em janeiro. Com avaliações dos analistas setoriais de diversas instituições financeiras, a corretora localizou as empresas que devem ganhar destaque neste mês.

Segundo dados divulgados, o mercado financeiro faz uma análise positiva sobre a CVC Brasil (CVCB3), proveniente de um segmento afetado pela pandemia do novo coronavírus. Tudo indica que a ação possa crescer 96%.

Algumas companhias que abriram capital na Bolsa no ano passado se configuram na lista de ações com maior indicativo de alta.

As novatas d1000 (DMVF3), 3R Petroleum (RRRP3), Lavvi (LAVV3) e Plano & Plano (PLPL3) foram incluídas na lista e chance de valorização é de mais de 40%. No ramo varejista, Lojas Americanas (LAME4) e Lojas Marisa (AMAR3) o representa. Demais setores, como construção civil, farmácia e frigoríficos estão em evidência.

Confira a lista das 15 ações com potencial de alta em janeiro:

Empresa Preço-Alvo Mercado Potencial de Valorização Mercado Preço-Alvo Guide
CVC Brasil (CVCB3) R$ 39 96% R$ 28
d1000 (DMVF3) R$ 22,50 86% R$ 14
Plano & Plano (PLP3) R$ 12,55 78% R$ 10
Tecnisa (TCSA3) R$ 15,55 68% R$ 11
Lojas Marisa (AMAR3) R$ 10,10 66% R$ 10
Helbor (HBOR3) R$ 17,67 63% R$ 17,50
Minerva (BEEF3) R$ 15,28 57% R$ 12
Moura Dubeux (MDNE3) R$ 15,67 57% R$ 15
Panvel (PNVL3) R$ 34,33 51% R$ 26
3R Petroleum (RRRP3) R$ 53 50% R$ 50
Lojas Americanas (LAME4) R$ 36,22 49% R$ 28
Lavvi (LAVV3) R$ 12,80 46% R$ 8,50
Eletrobras (ELET6) R$ 50,17 45% R$ 40
JBS (JBSS3) R$ 35,36 45% R$ 28
Cogna (COGN3) R$ 6,82 43% R$ 9

Fonte: Money Times.

As informações foram alcançadas por meio da Bloomberg e tendo como base os preços de fechamento de 15 de janeiro de 2021. O levantamento desconsiderou empresas com números inferiores a três coberturas ou cujas análises sejam antigas.

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14 ações que estão negociando abaixo do seu valor patrimonial

Com P/VPA inferior a 1, ações custam menos na Bolsa do que o patrimônio líquido de empresas. Essas possuem recomendações neutra e de compra.

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A Guide Investimentos reuniu 14 ações da Bolsa com negociação inferior ao seu valor de patrimônio. Em outras palavras, quando o Preço sobre Valor Patrimonial da Ação (P/VPA) representa menos de 1, indica que a companhia tem valor na Bolsa inferior ao seu patrimônio líquido. O analista responsável pelo relatório, Luis Sales, destaca ser essa uma oportunidade para quem está investindo.

“Em momentos de crises muito graves, por exemplo, diversas empresas são negociadas abaixo do valor patrimonial devido à aversão generalizada dos investidores ao risco”, disse.

Em paralelo, o P/VPA abaixo de 1 também pode representar que o mercado está com o pé atrás quanto àquela ação.

Confira as empresas com ações abaixo de seu valor patrimonial:

Empresa P/VPA Preço (15/01)  Preço-alvo  Potencial de valorização Recomendação
Embraer 0,44x R$ 9,52 R$ 13 37% Compra
Cogna 0,52x R$ 4,76 R$ 9 89% Compra
Valid 0,57x R$ 9,41 R$ 12 28% Neutra
Iochpe 0,61x R$ 15,40 R$ 20 30% Compra
Banrisul 0,70x R$ 14,37 R$ 18 25% Compra
Eletrobras 0,72x R$ 34,58 R$ 40 16% Compra
brMalls 0,74x R$ 9,28 R$ 13,35 44% Compra
Gafisa 0,80x R$ 4,18 Neutra
BMG 0,81x R$ 5,61 R$ 8,00 43% Neutra
ABC 0,83x R$ 16,14 R$ 19,00 18% Compra
Tecnisa 0,84x R$ 9,24 R$ 11,00 19% Neutra
Banco do Brasil 0,86x R$ 36,30 R$ 45,00 24% Compra
Copasa 0,89x R$ 16,71 R$ 17,00 2% Compra
Copel 0,90x R$ 66,01 R$ 75,00 14% Neutra

Fonte: MoneyTimes.

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