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CSN (CSNA3) busca US$ 1 bi para selar compra da Lafarge Holcim

Companhia ainda aguarda aprovação do Cade em relação à transação

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Crédito: MMardegan

Após o êxito anterior, quando obteve, no mercado, uma demanda superior a US$ 4 bilhões para seus títulos de dívida (bonds), a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) prepara agora nova captação, dessa vez, no intervalo de US$ 500 milhões a US$ 1 bilhão, bolada destinada ao pagamento pela compra (US$ 1,025 bilhão) da LafargeHolcim no Brasil, por parte da subsidiária, CSN Cimentos, no início de setembro.

Mercado volátil – Antes de sua segunda captação – ainda sem data definida – porém, a siderúrgica pioneira do país acompanha com atenção o comportamento do mercado de dívida, que ganhou maior volatilidade em razão da maior aversão ao risco com pico de juros ianque, assim como pela crise imobiliária chinesa, precipitada pela segunda incorporadora do país, a Evergrande, às voltas com dívidas da ordem de US$ 300 bilhões.

Incerteza pesa – Tal grau de incerteza, apontam analistas, tende a encarecer o custo de captação no exterior. Em contrapartida, a atual liquidez global contribui para continuar a trazer novos investidores a esse mercado.

IPO descartada – É justamente devido à volatilidade atual do mercado que a companhia decidiu descartar, pelo menos por enquanto, a ideia de fazer uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), posição reforçada pelos graves problemas econômicos chineses, que vêm derrubando o preço do minério de ferro, nos últimos meses.

Remédios do Cade – Também preocupa a siderúrgica a incerteza quanto ‘aos remédios’ que serão recomendados pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para aprovar a compra da LafargeHolcim.

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Eneva (ENEV3) assina acordo com GVA para operar Tepor

Companhia de energia responderá pela operação do Terminal Portuário de Macaé

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Crédito: Eneva

Nova iniciativa que se insere no plano de diversificação de operações no restante do país, a Eneva (ENEV3) anunciou, nessa terça-feira (28), a assinatura de acordo de exclusividade com o Grupo Vale Azul Participações (GVA), para a formação da joint venture responsável pelo desenvolvimento e operação do projeto do Terminal Portuário de Macaé (Tepor), no Rio de Janeiro.

Eneva é majoritária – Caso o acordo se confirme – condicionado a estudos técnicos e de viabilidade financeira – a joint venture contará com uma participação de 65% da Eneva, como acionista controlador, ficando os 35% restantes com a GVA. Outra repercussão relevante do acordo é que ele garante a Eneva direitos para analisar e negociar, de forma exclusiva, a entrada do projeto até dezembro de 2022.

Projeto diversificado – O projeto integrado de gás natural inclui também, um terminal de granel líquido, um terminal de apoio marítimo, outro de gás natural liquefeito (GNL) – com capacidade para movimentar diariamente 21 milhões de metros cúbicos por dia – e mais um terminal para manuseio de operações de petróleo bruto.

UPGN na fila – Mais à frente, mas fora da transação, será a vez da construção de uma unidade de processamento de gás natural (UPGN), conforme licença ambiental prévia obtida para o empreendimento de infraestrutura e logística.

Marco de entrada – Além disso, o novo empreendimento constitui o marco de entrada da Eneva nesse mercado da região Sudeste, uma vez que a companhia só desenvolvia projetos de geração de energia elétrica integrada à produção de gás natural (gas-to-wire) no Norte e Nordeste.

Diversificação geográfica – De acordo com a Eneva, o projeto desenvolvido em Macaé faz parte da estratégia de diversificar geograficamente as operações, o que inclui o desenvolvimento de um hub de gás no Sudeste, junto a térmicas, infraestruturas associadas, sem contar o suprimento de GNL, por meio do terminal de regaseificação.

Potencial do Tepor – A companhia de energia destaca, ainda, o grande potencial do Tepor, no sentido de acessar gás produzido no país, pois se situa próximo ao Terminal de Cabiúnas e à chegada na costa do gasoduto Rota 2, pelo qual é levado o gás natural do pré-sal da Bacia de Santos à costa.

Distribuição de GNL – “Adicionalmente, se concretizada, a transação dará a Eneva a opção de desenvolvimento de outros negócios no Tepor, como a distribuição de GNL em pequena escala, transbordo de óleo, líquidos e outras cargas”, acrescentou, em nota, a companhia.

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GNA inicia construção de sua segunda termelétrica

Com conclusão prevista para 2024, GNA II terá capacidade instalada de 1,67 gigawatts

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Crédito: Energia hoje

Joint venture formada por BP, Siemens, SPIC Brasil e Prumo Logística, a Gás Natural Açu (GNA), acaba de receber autorização da Prefeitura de São João da Barra (RJ) para dar início às obras para construção, em outubro próximo, de sua segunda termelétrica no Porto do Açu (GNA II), cuja operação deverá começar somente em 2024.

Turbinas a vapor – Composta por três turbinas movidas a gás natural e uma a vapor, a GNA II terá capacidade instalada de 1,67 gigawatts (GW), o suficiente para atendimento de aproximadamente 7,8 milhões de moradias.

BNDES financia – Do total de investimentos previstos (R$ 5 bilhões), caberá ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a maior parte do financiamento, cerca de R$ 3,93 bilhões.

Siemens constrói – Já a construção de usinas e o fornecimento de equipamentos (turbinas a gás e a vapor, e caldeiras de recuperação de calor) serão de responsabilidade da Siemens Energy, também encarregada de fornecer serviços de operação e manutenção para as unidades. O gás natural, por sua vez, será importado e fornecido pela BP.

Atrair indústrias – Sem contar as usinas de que dispõe, a GNA possui licença ambiental que a habilita a dobrar a capacidade instalada de geração, por meio da construção da GNA III e IV. O respectivo plano de expansão contempla, ainda, a criação de uma unidade de processamento de gás natural (UPGN) e um gasoduto terrestre (em fase de licenciamento) que permitirá a conexão do Porto do Açu com a malha de transporte. A iniciativa tem por finalidade atrair indústrias para a região portuária, transformada agora em um novo eixo de gás no Estado do Rio de Janeiro.

GNA I – Com capacidade de produzir 1,33 GW de energia, a primeira termelétrica da empresa, a GNA I, entrou em operação há duas semanas. Considerado estratégico pelo governo do Rio, em razão da crise hídrica, o empreendimento deve reforçar o atendimento à demanda do Sudeste/Centro-Oeste, a maior do país, e onde os reservatórios de hidrelétricas apresentam o nível mais baixo de volume de água.

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Governo capixaba e Vibra Energia dão início à privatização da ES Gás

Caberá ao BNDES avaliar e modelar leilão da concessionária de gás

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Crédito: Panorama Offshore

Com a expectativa de levantar recursos em torno de R$ 1,2 bilhão (segundo estimativas preliminares do mercado), o leilão da ES Gás deverá ocorrer no início de 2020, conforme prevê contrato assinado, nessa sexta-feira (24) pelo governo do Espírito Santo, a Vibra Energia e sócios da concessionária.

Redução de custo – A preferência do governo capixaba é por um comprador que seja uma grande empresa, de modo a ampliar a malha de distribuição da ES Gás, com vistas a reduzir o custo do insumo e atrair indústrias interessadas no uso intensivo do gás natural.

Fornecedora de insumo – No momento, o Espírito Santo detém o controle acionário da companhia (51% das ações ordinárias e 2% das preferenciais), enquanto o restante das ações pertence à Vibra Energia. A expectativa do governador do estado, Renato Casagrande, é de que “a (nova) empresa possa importar gás para ser distribuído em todo o país, além de atuar como fornecedora (do insumo) das empresas que queiram se instalar aqui”.

Destravando o mercado – Na avaliação de Casagrande, após a aprovação da Nova Lei do Gás pelo Congresso, no início deste ano, a perspectiva é de que esse mercado se ‘destrave’, viabilizando o investimento de empresas estrangeiras no país, além de contribuir para acirrar mais a competição no setor.

Codesa é a próxima – Sem contar a ES Gás, também está sendo preparada a privatização da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), prevista para o primeiro semestre de 2022, após a publicação do respectivo edital, nos próximos meses.

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