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Moedas

Dólar termina em queda com volta de investidores estrangeiros ao Brasil

Dólar à vista fechou em queda de 0,28%, a 5,1251 reais na venda.

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O dólar encerrou a sessão desta sexta-feira em queda contra o real e renovou uma mínima em mais de quatro meses, cravando sua terceira semana de desvalorização à medida que esperanças de uma recuperação econômica atraiu investidores do exterior de volta ao Brasil.

No final da tarde, o fluxo internacional ganhou força, impulsionando em parte um novo recuo do dólar e levando o Ibovespa a flertar com os 114 mil pontos.

O dólar à vista fechou em queda de 0,28%, a 5,1251 reais na venda, nível mais baixo desde 22 de julho, quando encerrou a 5,1143 reais.

A moeda norte-americana variou entre máxima de 5,1853 reais (+0,89%), tocada por volta das 12h30, e mínima de 5,1176 reais (-0,42%), quase no fechamento.

No acumulado da semana, a divisa perdeu 3,77%, maior desvalorização para o período desde a semana terminada em 6 de novembro (-6,07%), na semana da eleição nos Estados Unidos.

O dólar acumula queda de 4,14% no mês de dezembro e alta de 27,72% em 2020.

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Economia

Projeção de inflação para 2022 ‘encosta’ na meta e juros disparam

Incertezas sobre rumos da política monetária alimentam apostas de elevação da Selic

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Crédito: Site Terra

O avanço das projeções de que a inflação para 2022 (IPCA de 4,96%) já deverá ‘encostar’ no chamado teto da meta inflacionária do próximo ano (5%) serviu de senha para a disparada dos juros no mercado, face à incerteza do investidor com relação aos rumos da política monetária.

Susto e salto – O susto provocado entre os agentes financeiros do país se refletiu no ‘salto’, de 12,045% para 12,34% a taxa do CDI para janeiro de 2023.

Fim do aperto – Outro reflexo foi a precificação da Selic pelo mercado de juros, de 13,75%, para o fim do atual ciclo de aperto monetário, e no intervalo entre 13% e 13,25%, para o fim do ano que vem, pelos cálculos do estrategista-chefe da Renascença DTVM, Sérgio Gonçalves.

Encostando no teto – Uma piora muito expressiva. Assim define o atual momento monetário a estrategista-chefe da MAG Investimentos, Patrícia Pereira, para quem o fato de “o número de 2022 já ter encostado no teto, com mais de um ano de antecedência, é um sinal bem forte para o Banco Central”.

Credibilidade em xeque – De acordo com o cenário-base montado pela MAG, ocorreriam três elevações de 1,5 ponto percentual na Selic, até que a taxa básica atingisse o patamar de 12,25%, no fim do ciclo de aperto monetário pelo BC, previsto para março próximo. “Não consigo imaginar uma diminuição do ritmo, pois as expectativas estão indo embora e, de certo modo, a credibilidade do BC também”, aponta.

Cai expectativa – Em que pese as perspectivas de avanço da Selic, na avaliação da B3, a probabilidade de uma alta de 1,5 ponto percentual na taxa básica, em dezembro próximo, caiu de 60%, em 19 de novembro, para 47% ontem (22); a aposta em uma elevação de 1,75 ponto ficou em 20% e para dois pontos percentuais, de 25,9%.

Inflação por nove meses – “Se levarmos em conta fatores, como inércia maior, moeda mais fraca e expectativas de inflação ainda sob controle, concluímos que a atual onda inflacionária de dois dígitos poderá se estender por, pelo menos, nove meses consecutivos”, concordam os economistas do Rabobank, Mauricio Une e Gabriel Santos, ao preverem uma ‘descida lenta’ da inflação para 4,9%, no fim do próximo ano, com expectativa de retorno ao centro da meta somente em 2023.

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Moedas

Dólar bate R$ 5,60 com falas de membros do Fed

Moeda norte-americana subiu pelo quinto dia seguido e voltou a ficar acima de R$ 5,60.

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Influenciado pelo mercado externo, o dólar subiu pelo quinto dia seguido e voltou a ficar acima de R$ 5,60. A bolsa de valores teve a primeira alta após quatro sessões consecutivas de perda, mas fechou a semana com perda de mais de 3%.

Confira mais: Ibovespa fecha em alta de 0,59%, aos 103.035,02 pontos

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (19) vendido a R$ 5,609, com alta de R$ 0,039 (+0,7%). A cotação chegou a cair durante a manhã, atingindo R$ 5,52 por volta das 11h30, mas inverteu o movimento após declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) de que os estímulos monetários concedidos durante a pandemia de covid-19 podem ser retirados mais rápido que o previsto.

A expectativa de alta de juros nos Estados Unidos estimula a retirada de capitais de países emergentes, como o Brasil. Com o desempenho de hoje, o dólar fechou a semana com alta de 2,8%. A divisa ainda cai em novembro, mas a queda foi reduzida para apenas 0,56%. Em 2021, a moeda norte-americana sobe 8,1%.

No mercado de ações, o dia foi marcado pela recuperação. O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 103.035 pontos, com ganho de 0,59%. A alta foi puxada por ações de mineradoras, influenciada pela subida do preço internacional do minério de ferro, e por empresas de telefonia, beneficiadas por uma decisão do Supremo Tribunal Federal de reduzir o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre serviços de telecomunicações em Santa Catarina. Apesar da alta de hoje, a bolsa encerrou a semana com queda de 3,1%.

A expectativa de que o Senado fatie a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios trouxe alívio para o mercado. Para investidores, a aprovação de um texto mais enxuto ajudará a reduzir as incertezas fiscais. Mesmo com a PEC aumentando os gastos públicos em 2022, os analistas econômicos acreditam que essa saída seria menos custosa do que um eventual decreto de calamidade pública para bancar o Auxílio Brasil de R$ 400.

* Com informações da Reuters

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Investimentos

Dólar alto estimula investimentos no país, afirma Paulo Guedes

Para o ministro, o investidor terá um adicional de ganhos com a alta do dólar.

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O dólar alto, acima do nível de equilíbrio, estimula os investimentos no Brasil, disse nesta quinta-feira (18) o ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo ele, as empresas estrangeiras que investirem no país podem ter ganhos extras com a desvalorização da moeda.

Leia ainda: Bolsonaro critica política que atrela preço dos combustíveis ao dólar

Em evento promovido pela Secretaria de Política Econômica da pasta, o ministro atribuiu ao clima político e a ruídos externos a alta recente da moeda norte-americana. “O dólar foi lá em cima por causa desse barulho político, incerteza, briga, confusão. Os fundamentos econômicos estão sólidos, estão aí os gatilhos fiscais, os marcos regulatórios, o Banco Central independente, o déficit em queda”, declarou.

Para Guedes, o investidor terá um adicional de ganhos com a alta do dólar. “Os fundamentos estão aí e o dólar está lá em cima ainda por causa da barulheira infernal. Não tem problema, quem entrar agora [investir no país agora] tem uma margem adicional de ganho. Além do que vai ganhar no projeto em si, [a empresa] está entrando com um dólar favorável, que está acima da taxa de equilíbrio”, comentou o ministro.

O ministro defendeu a independência da autoridade monetária. Para ele, as eleições de 2022 estarão livres de interferências do Banco Central (BC) no câmbio, porque será a primeira vez em que a disputa ocorrerá com o BC submetido às regras de independência.

Guedes repetiu estimativas repassadas recentemente, segundo as quais o Brasil receberá R$ 500 bilhões em investimentos privados nos próximos anos. Ele disse ter sido informado, na viagem recente do presidente Jair Bolsonaro ao Oriente Médio, de que investidores árabes pretendem comprar dois times de futebol no Brasil.

Saúde

O ministro comentou a redução dos gastos com a saúde no próximo ano por causa da contenção da pandemia de covid-19. Embora tenha dito que a alocação de recursos dependa do Congresso, Guedes disse que a diminuição das despesas com saúde poderá dar mais espaço para aumentos de salários para os servidores.

“Esse é o grande desafio à frente para a classe política: assumir os orçamentos públicos. Fazer em tempos de paz o que nós só conseguimos fazer em tempos de guerra contra a pandemia. Olha, está aqui o dinheiro para a saúde, mas não tem dinheiro para aumento de salário neste ano. No ano seguinte, a crise foi embora, ok, diminuiu o gasto com a saúde, temos aqui a possibilidade de dar reajuste de salário”, ressaltou o ministro.

Em relação aos servidores, o ministro disse que o congelamento dos salários do funcionalismo, que começou no início da pandemia de covid-19 e durará até o fim deste ano, gerou mais economia para o governo que a reforma administrativa. Cerca de R$ 150 bilhões deixaram de ser gastos pela União, por estados e por municípios em um ano e meio.

Guedes reclamou do excesso de vinculação do Orçamento, dizendo que atualmente 96% do Orçamento brasileiro é carimbado por vinculações e gastos obrigatórios. Repetindo discursos feitos desde o início do governo, ele defendeu que o Congresso tenha a liberdade de decidir integralmente o destino dos recursos públicos.

Precatórios

O ministro voltou a defender a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, que permite o parcelamento dos precatórios (dívidas com sentença definitiva na Justiça) e muda a fórmula de correção do teto de gastos. Para ele, o texto aprovado pela Câmara dos Deputados dá mais “previsibilidade” sobre o pagamento das dívidas judiciais e não configura calote. “Não tem nada de calote, absolutamente nada de calote”, declarou.

Na avaliação de Guedes, se a PEC não for aprovada haverá uma explosão de gastos com precatórios nos próximos anos. Para 2023, calculou, essas despesas podem superar R$ 100 bilhões e inviabilizar o pagamento de benefícios sociais. A PEC, ressaltou, está sendo feita com responsabilidade. “Se não confiarmos no que está sendo feito, no que está sendo desenhado, se estiverem fazendo coisas absurdas, erradas, coisas que ameacem a população brasileira, também não podemos ficar”, comentou.

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