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Ibovespa reflete exterior positivo, combustíveis e reformas

Temas vão estar na mira do investidor, que confere avanço de reformas no Congresso

Publicado

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Crédito> Fundição Moreno

A combinação favorável, do viés externo positivo com a incipiente ‘trégua’ de discursos ‘empoderados’ deve prevalecer – como na véspera – sobre os negócios do Ibovespa nesta terça-feira (14) cujo investidor deverá acompanhar a sintonia de falas, primeiro, do presidente do Banco Central (BC) Roberto Campos Neto, já pela manhã, e do ministro da Economia, Paulo Guedes, no final da tarde, quando participam de eventos públicos.

Também poderão influir nas cotações explicações do general da reserva e presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, prestará, igualmente na manhã de hoje (14), na Câmara dos Deputados, a respeito “do preço alto da gasolina, do gás e do diesel”.

‘Pacificação de ânimos’ – Um primeiro efeito positivo, a conferir, da aparente ‘pacificação de ânimos’ em Brasília é a maior movimentação de parlamentares e representantes do empresariado, na busca de um formato de consenso que faça avançar as reformas no Congresso Nacional. Evidência disso foi a sinalização dada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, ao defender uma “reforma do Imposto de Renda mais amadurecida e discutida entre os senadores”, declaração bem recebida entre governadores, aflitos pela iminente perda de arrecadação, caso o texto atual seja mantido como está.

Temas densos – Outra modificação anunciada por Pacheco diz respeito ao rito processual, em que “temas densos vão tramitar na Casa, mas não seguirão direto ao Plenário”, de forma a “permitir um debate amplo, diferentemente do que ocorreu na Câmara, onde a reforma já foi votada direto pelos deputados”, assinala, ao adiantar que “quer retirar todo o ‘excesso’ ruim do projeto, para que chegue ao Plenário ‘amortecido’ com o consenso.

Solução CNJ – Sobre os precatórios, o destaque fica por conta da aprovação pública do secretário do Tesouro, Jeferson Bittencourt, a respeito da chamada ‘solução CNJ’ – proposta apresentada pelo presidente do Supremo, Luiz Fux – que limita a conta do pagamento dos precatórios à inflação do ano anterior. Na sua avaliação, a alternativa “pode ser mais rápida e menos custosa, do ponto de vista político, do que a PEC dos Precatórios”, acrescentando que “se outro modelo vier a ser entendido como melhor, acho que a gente tem que estar aberto para discutir uma solução via CNJ, pois não seria possível ‘abarcar’ todas as soluções”.

Limitação provisória – Pela PEC governamental, o pagamento de um montante-referência de R$ 66 milhões em precatórios seria dividido em dez parcelas, o que seria condicionado à limitação provisória dos pagamentos anuais de precatórios a 2,6% da receita corrente líquida. Tal dispositivo, porém, não excluiria precatórios entre R$ 66 mil e R$ 66 milhões a eventual parcelamento.

Aval duplo – Já aqueles títulos que valem até R$ 66 mil serão integralmente quitados. Para ser aprovada, a PEC do governo precisará do aval de três quintos dos parlamentares em votações em dois turnos, tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado, embora no momento esteja apenas na fase inicial de apreciação, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

“Caiu nas graças’ – Antes mesmo de sair desse crivo, porém, a ideia ‘caiu nas graças’ do ministro da Economia, Paulo Guedes, cuja equipe econômica já ‘contava’ com a ‘solução CNJ’, em conjunto com técnicos do STF, estabelecida sob o princípio de ‘limitar o crescimento das despesas (com esses títulos judiciais) pela regra do teto de gastos, por meio de uma regulamentação posterior, por parte do CNJ.

 Clima quente – E o clima no Congresso promete continuar quente. Um dia depois do presidente da Câmara, Arthur Lira, criticar abertamente a Petrobras pelo elevado preço dos derivados de petróleo (ao consumidor-eleitor), agora é a vez do presidente da companhia, general da reserva Joaquim Silva e Luna, explicar as sucessivas majorações, pelo bem da petroleira.

Mutismo barulhento – Por enquanto, o que faz mais barulho mesmo para o investidor é o mutismo dos poderes com relação à uma solução factível para a disparada da inflação ou à crise hídrica, que aponta claramente para racionamento, logo à frente.

Futuros ianques – No campo exterior, os juros futuros ianques descrevem trajetória estável, mas o mercado local continua acompanhando, com atenção, os dados mais recentes de inflação norte-americana, na tentativa de descobrir ‘pistas’ sobre o ritmo de redução dos estímulos monetários pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano. A despeito dessa incerteza, os principais índices estadunidenses fecharam em alta na véspera – o S&P (+0,23%) e o Dow (+0,76%) – após amargarem uma sequência de cinco dias de perdas. Em contrapartida, o Nasdaq recuou 0,07%, em sua quarta queda seguida.

Taxação EUA – Também podem influir nas cotações dos papéis do Tio Sam a proposta – nada popular –  formulada por democratas da Câmara dos Representantes nos Estados Unidos, de elevar impostos para financiar o pacote de gastos de US$ 3,5 trilhões do governo, do também democrata, Joe Biden.

Ásia indefinida – À leste, os índices das bolsas asiáticas apresentaram resultados distintos, a exemplo do Hang Seng, de Hong Kong, que baixou 1,21%; o recuo do Shanghai composto (1,42%); em contraste com o avanço japonês do Nikkei (+0,73%) e o Kospi, da Coreia do Sul, que subiu 0,67%.

Europa recua – Já no velho continente, o índice Stoxx 600 – composto pelas ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 países europeus – apresenta recuo, puxado pela performance negativa das ações do setor de mineração, compensado em parte pelo bom comportamento das ações do setor automotivo.

Principais indicadores  

Estados Unidos

*Dow Jones Futuro (EUA), +0,11%

*S&P 500 Futuro (EUA), +0,11%

*Nasdaq Futuro (EUA), +0,01%

Europa

*FTSE 100 (Reino Unido), -0,27%

*Dax (Alemanha), +0,12%

*CAC 40 (França), -0,46%

*FTSE MIB (Itália), +0,45%

Ásia

*Nikkei (Japão), +0,73% (fechado)

*Shanghai SE (China), -1,42% (fechado)

*Hang Seng Index (Hong Kong), -1,21% (fechado)

*Kospi (Coreia do Sul), +0,67% (fechado)

Commodities e Bitcoin

*Petróleo WTI, +0,79%, a US$ 71 o barril

*Petróleo Brent, +0,83%, a US$ 74,13 o barril

*Bitcoin, +2,76% a US$ 45.949,67

*Sobre o minério: **Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian registram queda de 1,46%, cotados a 711 iuanes, equivalente hoje a US$ 110,34 (nas últimas 24 horas).

USD/CNY = 6,44

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Gafisa homologa aumento de capital que passa a R$1.248 bi

Movimento de 27.892.638 milhões de ações

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A Gafisa homologou seu aumento de capital que passou a R$ 1.248.574.113,49, conforme aviso aos acionistas encaminhado ao mercado.

De acordo com o documento, trata-se de subscrições de ações recebidas, totalizando o montante de 27.892.638 milhões.

Também disse que o movimento foi aprovado pelo conselho e que o novo capital social está dividido em 337.445.727 milhões de ações ordinárias.

E acrescentou que considerando que um pequeno número de acionistas que optaram por condicionar a sua subscrição ao atingimento do valor total do aumento de capital deliberado, e o aumento de capital não atingiu este valor máximo.

Gafisa homologa aumento de capital que passa a R$1.248 bi

Gafisa

Ainda de acordo com o documento, a companhia procederá à restituição dos valores subscritos por esses acionistas, no valor de R$ 51.320,79 mil – equivalente a 11.181 ações – que será transferido no dia 29 de setembro de 2021.

Esta restituição não afeta os valores descritos no parágrafo anterior.

“A Gafisa reitera todas as informações relativas às ações emitidas expostas no Aviso aos Acionistas originalmente apresentado em 19 de julho 2021 – conforme ajustado – e reforça que os direitos e vantagens atribuídos às ações ordinárias emitidas são os mesmos das demais ações ordinárias que compõem o capital social da companhia.

A Gafisa está listada na bolsa brasileira (B3) sob o ticker GFSA3.

Veja o documento:

Gafisa homologa aumento de capital que passa a R$1.248 bi

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Ibovespa fecha em queda de 3,05%, aos 110.123,85 pontos

O dólar encerrou em alta de 0,85%, a R$ 5,4243

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em

Crédito: Suno

O Ibovespa fechou em queda de 3,05%, aos 110.123,85 pontos, com volume financeiro forte de R$ 39,5 bilhões.

De acordo com o BTG Pactual, a bolsa brasileira foi influenciada pelo mau humor generalizado no exterior e temor fiscal no Brasil.

Em Nova York, o Dow Jones caiu 1,10%, aos 34.487,38 pontos, e o S&P 500 caiu 1,59%, aos 4.372,68. O Nasdaq também caiu 2,26%, aos 14.632,35.

Para se ter ideia, o impasse do Congresso norte-americano para aprovar a elevação do teto da dívida pode contribuir para um default histórico, o que levou investidores a buscar posições defensivas.

O dólar, por sua vez, encerrou em alta de 0,85%, a R$ 5,4243, depois de oscilar entre a mínima de R$ 5,3891 e a máxima de R$ 5,4508.

Já o rendimento dos Treasuries volta a disparar. O Note-10 anos projeta 1,5366% (de 1,4829% da véspera) e T-Bond 30 anos, 2,0817% (de 1,9979%).

Ibovespa: empresas

Confira as 3 maiores altas do Ibovespa de hoje, segundo a Eleven Financial:
📈#BEEF3 +1,75% (R$ 10,48)
📈#BRFS3 +0,99% (R$ 26,54)
📈#MRFG3 +0,25% (R$ 24,34)

Confira as 3 maiores baixas do Ibovespa de hoje:
📉#BIDI11 -11,82% (R$ 51,77)
📉#BIDI4 -11,70% (R$ 17,29)
📉#CASH3 -8,65% (R$ 6,02)

Petrobras

No cenário doméstico, a Petrobras anunciou ajuste no preço do diesel A para as distribuidoras a partir de quarta-feira (29). Conforme a petroleira, o valor passará de R$ 2,81 para R$ 3,06 por litro, um reajuste médio de R$ 0,25 por litro.

A companhia justificou a medida dizendo que o ajuste reflete parte da elevação nos patamares internacionais de preços de petróleo e da taxa de câmbio.

Coronavírus

Levantamento do consórcio de imprensa mostra que o Brasil registrou na segunda-feira (27) 218 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, com o total de óbitos chegando a 594.702 desde o início da pandemia.

Trata-se do menor registro de vítimas em um dia desde 22 de novembro (quando tivemos 181 mortes), pouco mais de 10 meses atrás. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias ficou em 524.

Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +1% e aponta estabilidade.

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Ações, Units e ETF's

Crise chinesa e discurso do Fed pressionam Ibovespa: -0,53%

Solução para pré-falida Evergrande e pronunciamento de Jerome Powell pesam no índice

Publicado

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Crédito: Investing

Enquanto o imbróglio imobiliário chinês (vide falida Evergrande) não se resolve, a aversão ao risco cresce, o petróleo dispara e as taxas de juros, idem, não resta outra alternativa ao Ibovespa, a não ser operar em queda de %, às 10h39 a 112.980,46 pontos.

Hora de garimpar – Ao longo do dia, o mercado ‘garimpa’ pistas sobre o ritmo de retirada do programa de estímulos monetários por parte do Federal Reserve (Fed) à economia norte-americana – de US$ 120 bilhões sacados do Tesouro ianque – por meio de declarações, nessa terça-feira (28), no Senado, do presidente da instituição, Jerome Powell. No plano doméstico, o foco é no teor da ata do Copom pelo Banco Central (BC).

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