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OMS diz que ações para o clima na COP26 podem salvar milhões de vidas

OMS e cerca de três quartos dos profissionais de Saúde do mundo pediram que os governos adotem mais ações pelo clima.

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A Organização Mundial da Saúde e cerca de três quartos dos profissionais de Saúde do mundo pediram na última segunda-feira (11) que os governos adotem mais ações pelo clima na conferência global climática COP26, apontando que isso pode salvar milhões de vidas ao ano.

Leia mais: Inmet divulga prognóstico climático para informar produtores sobre o plantio de 2021

O relatório da agência sanitária da ONU sobre mudanças climáticas e os pedidos da área por ações transformadoras em todos os setores, incluindo energia, transporte e finanças, aponta que os benefícios de ações ambiciosas em relação ao clima superam de longe seus custos.

“A queima de combustíveis fósseis está nos matando. As mudanças climáticas são a principal ameaça de saúde que a humanidade enfrenta”, afirmou a OMS.

A OMS disse anteriormente que cerca de 13,7 milhões de mortes por ano, ou cerca de 24,3% do total global, aconteceram por conta de riscos ambientais como a poluição do ar e a exposição a químicos.

Não está claro exatamente quantos dessas mortes estão diretamente ligados às mudanças climáticas, embora a diretora de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS, Maria Neira, tenha dito que cerca de 80% das mortes por conta da poluição do ar poderiam ter sido prevenidas se suas orientações fossem cumpridas.

As mudanças climáticas também impulsionam algumas doenças infecciosas como a dengue e a malária, causando mortes em algumas das regiões mais pobres do planeta, segundo Diarmid Campbell-Lendrum, diretor da unidade de Mudanças Climáticas da OMS.

“Nossa saúde não é negociável: estamos indo para negociações sobre o clima, estamos negociando muitas coisas, mas a vida de uma só criança, seja ela perdida para a poluição do ar ou para as mudanças climáticas, não é algo que deveria estar na mesa”, disse.

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Papa ajudará 50 imigrantes de Chipre a se instalarem na Itália

O porta-voz governamental do Chipre, Marios Pelekanos, disse que o Vaticano manifestou a intenção de reassentar vários imigrantes da ilha em Roma.

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O papa Francisco fez arranjos para que 50 imigrantes de Chipre se instalem na Itália, a fim de marcar sua viagem à ilha mediterrânea na semana que vem, disse uma fonte do Vaticano nesta sexta-feira (26).

Leia ainda: Macron pede reunião de emergência para debater crise migratória no Canal da Mancha

Os 50 serão reassentados após a viagem, que começa na quinta-feira, mas dificilmente antes do Natal devido a questões de logística.

No Chipre, o porta-voz governamental Marios Pelekanos disse que o Vaticano manifestou a intenção de reassentar vários imigrantes da ilha em Roma, mas não deu detalhes.

“Esta é uma expressão de solidariedade tangível do chefe da Igreja Católica Romana a pessoas necessitadas, afirmando que o Vaticano reconhece o problema que a República do Chipre enfrenta hoje, por causa dos fluxos migratórios crescentes e a necessidade de distribuição justa entre Estados-membros da União Europeia”, afirmou.

A ilha do leste do Mar Mediterrâneo, que é o país da UE mais próximo do Oriente Médio, diz ter sido inundada por recém-chegados nos últimos anos.

A esta altura do ano, a chegada de imigrantes já aumentou 38% quando comparada com todo o ano de 2020, disse o governo de Chipre.

Muitos atravessam a porosa “linha verde”, o legado de um cessar-fogo de 1974 decretado após uma invasão turca ocorrida na esteira de um golpe de Estado apoiado pela Grécia, que divide a ilha entre o norte turco-cipriota e o sul greco-cipriota reconhecido internacionalmente.

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Macron pede reunião de emergência para debater crise migratória no Canal da Mancha

Naufrágio de um barco de refugiados causou, nessa quarta-feira (24), a morte de 27 pessoas.

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Naufrágio de bote de imigrantes no Canal da Mancha

O presidente francês, Emannuel Macron, pediu uma reunião de emergência, em nível europeu, para debater a crise migratória. Ele quer um reforço imediato da ação da agência europeia de fronteiras. Macron avisa que a França não permitirá que o Canal da Mancha se transforme em um cemitério. O naufrágio de um barco de refugiados causou, nessa quarta-feira (24), a morte de 27 pessoas.

Confira mais: Premiê do Sudão deposto por militares é solto e volta ao poder depois de quase 1 mês

Na madrugada de hoje (25), a França deteve uma quinta pessoa por suspeita de tráfico humano, na sequência do naufrágio.

As autoridades francesas já tinham detido, horas após a descoberta dos corpos, quatro pessoas suspeitas de envolvimento no incidente do Canal da Mancha.

O ministro francês do Interior anunciou hoje a quinta detenção. Segundo Gerald Darmanin, o homem conduzia um veículo de placa alemã e teria comprado na Alemanha os barcos semirrígidos onde seguiam os migrantes.

O número de mortos no naufrágio ainda pode aumentar. Entre os 27 óbitos já confirmados encontra-se um adolescente e três crianças, segundo fontes policiais ouvidas pela Agence France-Presse.

Os migrantes saíram do porto francês na tentativa de chegar ao Reino Unido, mas apenas dois foram, até agora, encontrados com vida.

Os dois sobreviventes, um iraquiano e um somali, estavam em “grave hipotermia” nessa quarta-feira, mas hoje estão “um pouco melhor”, anunciou o ministro do Interior, acrescentando que eles serão ouvidos rapidamente.

Organizações mafiosas

Apesar da tragédia e do tempo agitado, muitos migrantes continuam a tentar alcançar o Reino Unido. Esta manhã, dois barcos com cerca de 40 pessoas atracaram na cidade de Dover, na Inglaterra.

A Jurisdição Especializada Interregional da cidade de Lille, junto a Calais, abriu uma investigação sobre a tragédia no Canal da Mancha, que envolvem suspeitas de ajuda à entrada e estadia irregulares por grupo organizado, homicídio e lesões involuntárias e associação criminosa.

O ministro Gerald Darmanin informou que, desde 1º de janeiro deste ano, o país já deteve 1.500 traficantes de seres humanos. Os contrabandistas funcionam como “organizações mafiosas” que atuam no “crime organizado”, chegando mesmo a utilizar “telefones codificados”, disse o governante.Os ministros francês e britânico do Interior deverão se reunir para discutir o assunto.

Darmanin alertou para o fato de estas “associações criminosas” estarem presentes na Bélgica, Alemanha e Inglaterra, defendendo, por isso, que os países trabalhem juntos no combate ao problema.

As tentativas de atravessar o Canal da Mancha a bordo de pequenas embarcações, instáveis e sem segurança, duplicaram nos últimos três meses, alertou recentemente o prefeito marítimo do Canal da Mancha e do Mar do Norte, Philippe Dutrieux.

Do início deste ano até 20 de novembro, cerca de 31.500 migrantes partiram das costas francesas e 7.800 foram resgatados. Apesar das temperaturas rigorosas nos meses mais frios, a tendência não diminuiu.

Segundo o Reino Unido, nos primeiros dez meses do ano foram 22 mil os migrantes a fazer a travessia.

Acusações

O presidente da França assegurou que seu país não permitirá que o Canal da Mancha se transforme num cemitério”, apelando a uma “reunião de emergência dos ministros europeus”.

Em entrevista à Sky News, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse, por sua vez, estar “chocado, revoltado e profundamente triste”, garantindo que quer “fazer mais”, em conjunto com a França, para desencorajar as travessias ilegais.

Ele disse ter encontrado “dificuldades em persuadir alguns aliados, em particular os franceses, a agir” perante a crise migratória.

O governo francês informou que Macron já esteve ao telefone com Johnson, a quem transmitiu  a esperança de que “os britânicos cooperem totalmente e se abstenham de instrumentalizar uma situação dramática para fins políticos”.

O presidente da República insistiu na necessidade de agir com dignidade, respeito e espírito de cooperação no que diz respeito às vidas humanas.

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Premiê do Sudão deposto por militares é solto e volta ao poder depois de quase 1 mês

Abdallah Hamdok fechou acordo com general líder de golpe. Presos políticos devem ser libertados.

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Os militares do Sudão reintegraram o primeiro-ministro Abdalla Hamdok neste domingo (21) e anunciaram a libertação de todos os presos políticos após semanas de protestos mortais desencadeados por um golpe.

Veja ainda: Atirador do Hamas mata uma pessoa e fere três em Jerusalém

Sob um acordo assinado com o líder militar General Abdel Fattah al-Burhan, Hamdok vai liderar um governo civil de tecnocratas por um período de transição.

As forças de segurança dispararam gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes que se aproximavam do palácio presidencial antes do anúncio do acordo.

Pouco depois de o pacto ser assinado, alguns começaram a gritar que “Hamdok vendeu a revolução”.

Hamdok disse que concordou com o acordo para impedir o derramamento de sangue.

“O sangue sudanês é precioso, vamos parar o derramamento de sangue e direcionar a energia da juventude para a construção e o desenvolvimento”, disse ele.

Mas a coalizão civil que dividia o poder com os militares disse anteriormente que se opunha a qualquer negociação com os “golpistas” e pediu que os protestos continuassem neste domingo.

Vários dos comitês de resistência que vêm organizando protestos também emitiram declarações rejeitando qualquer acordo com os militares.

Hamdok foi colocado em prisão domiciliar quando os militares tomaram o poder, em 25 de outubro, atrapalhando uma transição para a democracia acordada após a derrubada de Omar al-Bashir em 2019, que encerrou suas três décadas de governo autocrático.

Os militares dissolveram o gabinete de Hamdok e detiveram vários civis que ocupavam cargos importantes no acordo de divisão de poder definido com os militares depois que Bashir foi deposto.

O golpe desencadeou manifestações em massa contra militares, e médicos alinhados com o movimento de protesto dizem que as forças de segurança já mataram 40 civis em repressões cada vez mais violentas.

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