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Investimentos

Onde investir em 2021: guia com as melhores opções para este ano

Alocamento do capital para montar carteira dependerá de perfil do investidor e objetivos.

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carteira de ações recomendada

Um novo ano começou e junto com ele surgem metas de cunho pessoal, profissional e financeiro. E se você ainda não começou a investir, não é cedo e nem tarde para cuidar do seu dinheiro. Ainda que com perspectivas não tão otimistas, tudo indica que o pior da crise ficou para trás e é hora de escolher o melhor investimento para 2021

A princípio, já mencionamos que o melhor investimento dependerá do perfil e objetivo de cada um. Por isso, a importância de ter bem definido os seus objetivos, já que eles determinarão para onde o investidor alocará o seu capital. 

Certificado de Depósito Bancário (CDB) Prefixado e IPCA+

Essa modalidade de investimento contempla os perfis conservadores, moderados e agressivos. Investir em um CDB nada mais é do que emprestar dinheiro ao banco e com rendimento prefixado, pós fixado ou misto, tendo o exemplo do IPCA+.

Veja algumas taxas indicativas que podem ser localizadas no mercado via plataforma BTG Pactual:

Título Tipo Vencimento Taxa de Rendimento (% a.a.) Valor Mínimo
CDB Prefixado 5 anos 9,00% R$ 10 mil
CDB Prefixado 4 anos 8,21%  R$ 10 mil
CDB Prefixado 3 anos 7,13%  R$ 10 mil
CDB IPCA+ 5 anos IPCA + 4,70% R$ 1
CDB IPCA+ 4 anos IPCA + 3,90%  R$ 1
CDB IPCA+ 3 anos IPCA + 2,96% R$ 10 mil

Fundos Multimercados, Fundo de Ações e Fundos Imobiliários

Os fundos multimercados foram concebidos com a intenção dos investidores dispuserem seu capital para um gestor aplicar em diversos tipos de investimento da renda fixa. Porém, com o passar do tempo eles se desenvolveram e hoje contam com vários tipos.

Confira alguns tipos de investimento:

Fundo Multimercado Aplicação Mínima Taxa Adm. (a.a.) Cota Resg. Rentabilidade (12 meses)
Forpus Multiestrategia FIM R$ 1 mil 1,75% D+16 7,41%
Versa Fit Long Biased FIM R$ 500 2,00% D+10 54,02%
Vinland Long Biased FIM R$ 1 mil 0,95% D+32 4,98%
Ibiuna Hedge STH FIC FIM R$ 5 mil 1,96% D+31 14,73%
Vista Multiestratégia FIM R$ 5 mil 2,00% D+16 36,00%

Dados atualizados em 11/12/2020.

Por outro lado, os fundos de ações são investimentos que aplicam o capital dos cotistas nas ações disponíveis no mercado financeiro. Eles são opções mais arriscadas e, por consequência, com maior rentabilidade. 

Dessa forma, o investidor mais arrojado e com olhar para o longo prazo deve usufruir do período de queda dos ativos para compor a carteira. 

Veja alguns fundos que têm grande potencial para permanecerem com performance no pós-pandemia:

Fundo Multimercado Aplicação Mínima Taxa Adm. (a.a.) Cota Resg. Rentabilidade (12 meses)
Equitas Selection FIA R$ 5 mil 2,00% D+32 -10,51%
Alaska Black BDR Nivel 1 FIA R$ 5 mil 1,85% D+32 -50,18%
Opportunity Selection FIA R$ 5 mil 2,00% D+3 -7,49%
Real Investor BDR Nivel I FIA R$ 5 mil 2,00% D+29 -1,03%
Legg Mason Clearbridge Growth FIA R$ 5 mil 1,00% D+5 21,34%

Dados atualizados em 11/12/2020.

No cenário de contração da Selic, os fundos imobiliários ganharam destaque no mercado nacional. Porém, é necessário selecionar bem os ativos que pagam melhores dividendos.

Confira a seguir alguns exemplos de FIIs e a remuneração mensal dos cotistas (dividend yield): 

Fundo Imobiliário Preço P/VPA Yield (12 meses)
KNRI11 R$ 153,63 0,98 5,25%
VISC11 R$ 112,90 0,97 3,88%
XPLG11 R$ 121,65 1,11 5,80%
MXRF11 R$ 10,27 1,01 8,96%
MALL11 R$ 99,46 0,94 4,32%

Dados atualizados em 11/12/2020.

Ações

Para um investidor com perfil conservador não é recomendado expor os seus recursos financeiros ao risco. E como consequência, as ações não deveriam compor o seu portfólio. 

“Entretanto é compreensível que estes conservadores busquem se aventurar em investimentos dessa modalidade em busca de retornos mais atrativos, no momento em que a renda fixa tradicional está com rentabilidade bastante limitada por conta da Selic mais baixa, sobretudo se compararmos com alguns poucos anos atrás onde se era possível ganhar dois dígitos de rentabilidade anual na segurança da renda fixa”, argumenta o assessor de investimentos da EQI, Elias Wiggers.

O especialista indica apenas o investimento com capital de longo prazo, ou seja, que não há previsão de utilização ao longo de cinco anos. Além disso, respeitando o percentual de no máximo 10% do patrimônio. Por outro lado, investidores com perfil arrojado podem e precisam montar uma carteira de ações no seu portfólio, especialmente na parte destinada aos investimentos de longo prazo.

A dica é para que o investidor monte a carteira de ações de forma gradual e aproveitando as pechinchas. Tenha foco para boas empresas, com consolidada geração de caixa, resultados recorrentes, reduzido nível de alavancagem financeira etc. Porém, sempre diversificando os ativos, tanto por segurança quanto por potencial de retorno.

BDRs

Além das ações, há indicação para os Brazilian Depositary Receipts (BDRs). Esses ativos são ações de empresas estrangeiras emitidas no Brasil, que devem ser escolhidos pelos investidores por conta da diversificação ou proteção cambial. 

“O Brasil representa cerca de 1% do mercado de renda variável. Por isso, a questão de diversificação é o ponto crucial ao se avaliar esse ativo. Com os BDRs, o investidor estará expondo seu capital ao mundo”, ressalta Wiggers. 

Além disso, o profissional diz que “ter parte do capital exposto à moeda forte (no caso, o dólar), é uma boa estratégia de defesa do patrimônio. Em geral, o dólar e a bolsa têm correlação negativa (quando um cai, o outro sobe). Nesse sentido, os BDRs são adequados para o equilíbrio do portfólio”, acrescenta.

Investimentos no exterior

Os investimentos no exterior são uma nova inclinação, contemplando até mesmo os investidores iniciantes. Entre as suas vantagens estão a diversificação e a proteção, por conta do dólar ser uma moeda forte e menos sujeita a desvalorizações. 

Ainda, com alocações no exterior é oferecida pluralidade geográfica e proteção em mercados menos voláteis do que no cenário nacional. 

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Investimentos

Bolsa ou renda fixa: qual a melhor opção para quem prioriza liquidez?

Pesquisa da B3 revela que, se precisassem, 64% dos entrevistados retirariam o capital investido, dando ênfase ao critério de liquidez.

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Por meio de um levantamento divulgado pela B3, em dezembro de 2020, foi apontado que 64% dos entrevistados resgatariam o capital aplicado nos investimentos se precisassem dos recursos. Em caso de queda da bolsa, somente 7% fariam a retirada do dinheiro. O estudo demonstrou que não apenas o investidor chega ao mercado de ações sem preparo para as oscilações do mercado financeiro. Também, levanta a problemática se existe ou não preocupação com a consolidação da reserva de emergência.

“Antes de fazer qualquer alocação em um ativo de maior risco de mercado, crédito ou liquidez, o investidor precisa ter uma reserva de emergência para resgatar da aplicação certa em um momento de urgência”, destaca o analista de renda fixa e crédito privado do BTG Pactual digital, Odilon Costa.

Dessa forma, antes de selecionar o melhor ativo para aplicar seu dinheiro é preciso avaliar alguns critérios que lhe deem segurança. O principal deles é a liquidez, pois é necessário ter disponibilidade para resgate a qualquer instante.

Outro ponto relevante é a volatilidade, ou seja, o investimento deve ter previsibilidade, não tendo grandes oscilações que podem acarretar em surpresas negativas. Além disso, o acumulado deve cobrir entre três meses de despesas mensais, em caso de pessoas com certa estabilidade, a 12 meses, para os trabalhadores instáveis.

Ativos

Entre as melhores opções estão o Tesouro Selic (um dos títulos do Tesouro Direto) e os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs), ambos investimentos de renda fixa. Construída a reserva de emergência, é hora de montar a carteira com diversificação de ativos.

É possível fazer aportes entre a renda fixa e o mercado de ações. Uma opção é iniciar com aplicação nos títulos de renda fixa associados ao indicador oficial da inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Na renda fixa, também existem os títulos de crédito privado, tais como Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Debêntures Incentivadas, isentas de Imposto de Renda.

“Também é possível fazer alocações em fundos imobiliários, ótimas opções para quem busca uma renda variável um pouco mais conservadora, em comparação ao mercado de ações. Com todo esse portfólio estruturado, aí sim o investidor pode ir para a bolsa”, destaca Costa. “O mais importante é conhecer seu perfil, estudar as classes de ativos disponíveis, entender como cada uma delas funciona e quais as vantagens que podem trazer”, acrescenta.

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Investimentos

Guide lista 15 empresas com os maiores potenciais de alta na Bolsa em janeiro

Setores de turismo, varejo, farmácia, construção civil e frigoríficos estão na lista de ações potenciais para o primeiro mês do ano da Bolsa.

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A Guide Investimentos compilou 15 ações com potencial de alta na Bolsa em janeiro. Com avaliações dos analistas setoriais de diversas instituições financeiras, a corretora localizou as empresas que devem ganhar destaque neste mês.

Segundo dados divulgados, o mercado financeiro faz uma análise positiva sobre a CVC Brasil (CVCB3), proveniente de um segmento afetado pela pandemia do novo coronavírus. Tudo indica que a ação possa crescer 96%.

Algumas companhias que abriram capital na Bolsa no ano passado se configuram na lista de ações com maior indicativo de alta.

As novatas d1000 (DMVF3), 3R Petroleum (RRRP3), Lavvi (LAVV3) e Plano & Plano (PLPL3) foram incluídas na lista e chance de valorização é de mais de 40%. No ramo varejista, Lojas Americanas (LAME4) e Lojas Marisa (AMAR3) o representa. Demais setores, como construção civil, farmácia e frigoríficos estão em evidência.

Confira a lista das 15 ações com potencial de alta em janeiro:

Empresa Preço-Alvo Mercado Potencial de Valorização Mercado Preço-Alvo Guide
CVC Brasil (CVCB3) R$ 39 96% R$ 28
d1000 (DMVF3) R$ 22,50 86% R$ 14
Plano & Plano (PLP3) R$ 12,55 78% R$ 10
Tecnisa (TCSA3) R$ 15,55 68% R$ 11
Lojas Marisa (AMAR3) R$ 10,10 66% R$ 10
Helbor (HBOR3) R$ 17,67 63% R$ 17,50
Minerva (BEEF3) R$ 15,28 57% R$ 12
Moura Dubeux (MDNE3) R$ 15,67 57% R$ 15
Panvel (PNVL3) R$ 34,33 51% R$ 26
3R Petroleum (RRRP3) R$ 53 50% R$ 50
Lojas Americanas (LAME4) R$ 36,22 49% R$ 28
Lavvi (LAVV3) R$ 12,80 46% R$ 8,50
Eletrobras (ELET6) R$ 50,17 45% R$ 40
JBS (JBSS3) R$ 35,36 45% R$ 28
Cogna (COGN3) R$ 6,82 43% R$ 9

Fonte: Money Times.

As informações foram alcançadas por meio da Bloomberg e tendo como base os preços de fechamento de 15 de janeiro de 2021. O levantamento desconsiderou empresas com números inferiores a três coberturas ou cujas análises sejam antigas.

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Investimentos

14 ações que estão negociando abaixo do seu valor patrimonial

Com P/VPA inferior a 1, ações custam menos na Bolsa do que o patrimônio líquido de empresas. Essas possuem recomendações neutra e de compra.

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A Guide Investimentos reuniu 14 ações da Bolsa com negociação inferior ao seu valor de patrimônio. Em outras palavras, quando o Preço sobre Valor Patrimonial da Ação (P/VPA) representa menos de 1, indica que a companhia tem valor na Bolsa inferior ao seu patrimônio líquido. O analista responsável pelo relatório, Luis Sales, destaca ser essa uma oportunidade para quem está investindo.

“Em momentos de crises muito graves, por exemplo, diversas empresas são negociadas abaixo do valor patrimonial devido à aversão generalizada dos investidores ao risco”, disse.

Em paralelo, o P/VPA abaixo de 1 também pode representar que o mercado está com o pé atrás quanto àquela ação.

Confira as empresas com ações abaixo de seu valor patrimonial:

Empresa P/VPA Preço (15/01)  Preço-alvo  Potencial de valorização Recomendação
Embraer 0,44x R$ 9,52 R$ 13 37% Compra
Cogna 0,52x R$ 4,76 R$ 9 89% Compra
Valid 0,57x R$ 9,41 R$ 12 28% Neutra
Iochpe 0,61x R$ 15,40 R$ 20 30% Compra
Banrisul 0,70x R$ 14,37 R$ 18 25% Compra
Eletrobras 0,72x R$ 34,58 R$ 40 16% Compra
brMalls 0,74x R$ 9,28 R$ 13,35 44% Compra
Gafisa 0,80x R$ 4,18 Neutra
BMG 0,81x R$ 5,61 R$ 8,00 43% Neutra
ABC 0,83x R$ 16,14 R$ 19,00 18% Compra
Tecnisa 0,84x R$ 9,24 R$ 11,00 19% Neutra
Banco do Brasil 0,86x R$ 36,30 R$ 45,00 24% Compra
Copasa 0,89x R$ 16,71 R$ 17,00 2% Compra
Copel 0,90x R$ 66,01 R$ 75,00 14% Neutra

Fonte: MoneyTimes.

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