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Petrobras encontra petróleo em poço pioneiro no pré-sal da Bacia de Santos

Nomeado de Curaçao, o poço está localizado há 240 quilômetros da costa de Santos, em uma profundidade d’água de 1.905 metros.

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A Petrobras anunciou na última sexta-feira (19) ter identificado a presença de petróleo em um poço do bloco Aram, na camada pré-sal da Bacia da Santos. Nomeado de Curaçao, o poço está localizado há 240 quilômetros da costa da cidade de Santos, em uma profundidade d’água de 1.905 metros.

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“O intervalo portador de petróleo foi constatado por meio de perfis elétricos e amostras de fluido, que serão posteriormente caracterizados por meio de análises de laboratório. Esses dados permitirão avaliar o potencial e direcionar as próximas atividades exploratórias na área”, informou em nota a estatal.

A Bacia de Santos é uma bacia sedimentar marítima que se estende desde o litoral sul do estado do Rio de Janeiro até o norte do estado de Santa Catarina. Nessa área, estão localizados diferentes campos com importantes reservas na camada pré-sal.

O bloco Aram é explorado por meio de um consórcio no qual a Petrobras detém 80% de participação e a chinesa CNODC responde pelos outros 20%. Ele foi adquirido sob o regime de partilha em março de 2020, na 6ª rodada de licitação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

De acordo com a Petrobras, o consórcio irá continuar as operações para concluir o projeto de perfuração do poço Curaçao, o que permitirá verificar a extensão da nova descoberta e caracterizar as condições dos reservatórios encontrados. Segundo a estatal, a descoberta mostra o sucesso da estratégia adotada, fortemente baseada em inovações tecnológicas e com a máxima utilização dos dados processados e em tempo real, o que permite a tomada de decisões de forma ágil e segura.

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Biden vai usar as reservas de petróleo: Como fica a gasolina no Brasil?

Os Estados Unidos da América anunciaram que vão usar as reservas de petróleo. A decisão foi do presidente Joe Biden. Veja como fica no Brasil

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Os Estados Unidos da América anunciaram que vão usar as reservas de petróleo. A decisão foi do presidente Joe Biden. Vão ser liberados 50 milhões de barris da reserva estratégica dos EUA. Com isso, a medida pode reduzir o preço do petróleo.

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Reservas de Petróleo

O anúncio da liberação dos barris de petróleo foi feito nesta terça-feira, 23. É uma tentativa de diminuir os preços. A medida foi anunciada por Joe Biden em um momento em que o presidente dos EUA está com altos índices de rejeição.

O pedido do presidente é que os países que fazem parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+) e aliados liberem mais petróleo. Porém, o pedido do presidente foi rejeitado pela Opep+. Um nova reunião entre os países participantes da organização está prevista para 2 de dezembro.

Apesar disso, até agora não existe nenhuma previsão de que a Opep+ possa mudar de ideia. Por isso, o presidente anunciou a liberação da Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA. Nesse sentido, a previsão é de que 32 milhões de barris de petróleo sejam emprestados nos próximos meses.

Enquanto isso, Biden anunciou que vai continuar na tentativa de negociações com parceiros internacionais. Até agora a Grã-Bretanha permitiu a liberação de 1,5 milhão de barris de reservas privadas. A Coreia do Sul ainda não disponibilizou nenhum barril.

Já Tóquio deve anunciar o que pretende fazer ainda nesta semana. Assim, a tentativa dos EUA é aumentar a oferta para baixar o preço da gasolina.

Apesar disso, nas bombas brasileiras, não se tem qualquer previsão de mudança nos preços. Isso porque, aqui no país, os combustíveis também sofrem influência do preço do dólar. Dessa forma, com a desvalorização da moeda brasileira, as medidas adotadas pelos EUA não devem alterar o preço pago nos combustíveis aqui no país.

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União deve arrecadar até US$ 285 bi com venda de petróleo do pré-sal até 2031

De 2022 até 2031, a produção de petróleo na camada Pré-sal brasileira deve atingir a marca de 8,2 bilhões de bdp.

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De 2022 até 2031, a produção de petróleo na camada Pré-sal brasileira deve atingir a marca de 8,2 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) acumulados, sendo que 1,5 bilhão são da União, pelo regime de partilha. A comercialização desse óleo vai gerar US$ 116 bilhões no período, além de US$ 92 bilhões em royalties e US$ 77 bilhões em impostos. Ou seja, o total de receitas para os cofres da União gerados pela exploração do Pré-sal será de US$ 285 bilhões até 2031.

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Os dados foram apresentados hoje (24) pelo diretor-presidente da Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. (Pré-sal Petróleo S.A – PPSA), Eduardo Gerk, no 4º Fórum Técnico Pré-sal Petróleo. A PPSA atua na gestão dos contratos de partilha de produção, gestão da comercialização de petróleo e gás natural e a representação da União nos acordos de individualização da produção.

Gerk destaca que, com o passar do tempo, aumenta conhecimento sobre os campos em fase exploratória e também em produção, tornando as projeções mais apuradas. Com isso, do ano passado para cá, a estimativa de produção de óleo para a União aumentou em 500 milhões de boe.

Na década de 2021 a 2030, a estimativa era de 1 bilhão de barris. Quando passamos de 2022 a 2031, ou seja, adiantamos um ano nesse período de tempo, essa produção estimada passou para 1,5 bilhão de barris, devido à pujança desses projetos e o aumento da produção concreta”.

O estudo leva em conta os contratos já em vigor e também os campos de Atapu e de Sépia, que serão licitados no dia 17 de dezembro na Segunda Rodada de Volumes Excedentes da Cessão Onerosa. A estimativa é que a produção diária nesses contratos seja de 3,5 milhões de barris em 2031, com cerca de 1 milhão para a União.

Os investimentos no Polígono do Pré-Sal no período serão de US$ 99 bilhões, sendo US$ 33 bilhões em plataformas de produção, US$ 37 bilhões em poços e US$ 29 bilhões em sistemas submarinos. A estimativa é que sejam contratados 27 FPSOs (navios plataformas) e 416 poços.

Redução das emissões

Outro tema tratado no fórum foram as emissões de gases do efeito estufa e os desafios que a indústria do petróleo tem para reduzi-las. De acordo com o assessor de Planejamento Estratégico da PPSA, Antonio Cláudio Corrêa, a atividade de extração gera em média a emissão de 20kg a 30kg de gás carbônico por barril de óleo equivalente. Já queimado combustível fóssil emite 400kg de CO2/boe.

“Nós vamos tentar fazer o dever de casa e, dentro da indústria de exploração e produção, diminuir essa quantidade de emissões no processo de extração do petróleo. Mas, claramente, a gente vê a necessidade de investir na redução das emissões de uma maneira global, fixando essas emissões na terra e desenvolvendo tecnologias e condições para que a gente consiga fixar mais carbono e diminuir a quantidade de emissões”, explicou.

O gerente-geral de Engenharia de Sistemas de Superfície da Petrobras, Fabrício Soares, afirmou que a empresa assumiu o compromisso de reduzir em 32% as emissões de carbono na exploração e produção até 2025, além de 40% no metano e a reijeção de 40 milhões de toneladas de CO2 retirados dos poços de volta nas jazidas.

“Esses compromissos tem como base o ano de 2025. A partir de 2025 até 2030, [o compromisso é] a redução das emissões absolutas operacionais totais em 25% e a zero queima de rotina em flare [queima do gás natural que sai dos poços junto com o petróleo]. Em setembro nós anunciamos a ambição de atingir a neutralidade das emissões das nossas operações”,disse.

Também foram apresentados no evento a experiência de coparticipação no campo de Búzios, entre a Petrobrás e as empresas chinesas CNODC e CNOOC; e a transformação digital no Campo de Libra. Todos os vídeos estão disponíveis no canal da Agência EPBR no Youtube.

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Produção em regime de partilha aumenta com entrada do Campo de Búzios

Produção média dos contratos de Mero, Búzios, Sapinhoá e Tartaruga Verde Sudoeste chegou a 431 mil barris de petróleo dia.

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O início da produção dos volumes excedentes da cessão onerosa do Campo de Búzios levou ao crescimento na produção em regime de partilha em setembro, informou a Pré-sal Petróleo (PPSA). A produção média dos contratos de Mero, Búzios, Sapinhoá e Tartaruga Verde Sudoeste chegou a 431 mil barris de petróleo dia (bpd). A União passa a contar com 5,9 mil barris diários de produção de óleo naquela área. Segundo a PPSA, desde novembro de 2017, quando começou a série histórica da partilha, o pico de produção média diária de petróleo havia sido de 65 mil bpd, volume agora superado em 563%.

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A maior parte do volume de setembro se refere a Búzios. Do total, 418 mil bpd são deste campo, 8 mil bpd de Entorno de Sapinhoá e 5 mil bpd de Tartaruga Verde Sudoeste. A Área de Desenvolvimento de Mero não produziu em setembro, por causa do encerramento do primeiro Sistema de Produção Antecipada 1 (SPA-1) e da mudança de locação da unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo e gás (FPSO, em inglês, floating production storage and offloading) Pioneiro de Libra para iniciar o SPA-2 durante o quarto trimestre de 2021.

Ainda conforme a PPSA, o Campo de Búzios conta com quatro navios-plataforma em produção (P-74, P-75, P-76 e P-77), 18 poços produtores em operação e é regido por um acordo de coparticipação, que definiu um percentual da produção de 26,1205% para o contrato de cessão onerosa e de 73,8795% para o contrato de partilha de produção.

A Petrobras é a operadora da produção na partilha, junto com as sócias CNODC Brasil (5%) e a CNOOC Petroleum (10%). À produção de 5,9 mil bpd por dia referente ao Campo de Búzios, a que a União passou a ter direito em setembro, soma-se o montante 5,4 mil bpd referente ao contrato do Entorno de Sapinhoá, totalizando 11,3 mil bpd para a União.

Também com a entrada de Búzios, a produção acumulada em regime de partilha de produção alcançou 71,2 milhões de barris de petróleo, o que significa 22,5% a mais do que o valor acumulado em agosto de 2021. “A parcela acumulada do excedente em óleo da União passou a 10,5 milhões de barris de petróleo”, completou a empresa.

Gás natural

A produção de gás natural em regime de partilha de produção também teve impacto em setembro. No total, teve média diária de 875 mil m³/dia (metros cúbicos por dia) nos três contratos com aproveitamento comercial do gás natural. Desse valor, 706,8 mil m³/dia foi em Búzios, 130,6 mil m³/dia em Entorno de Sapinhoá e 37,9 mil m³/dia em Tartaruga Verde Sudoeste. Se comparado ao mês anterior, o volume de gás disponível cresceu 400%.

A média diária do total do excedente em gás natural ficou em 101 mil m³/dia. Nela, 10 mil m³/dia é resultado da produção de Búzios e 91 mil m³/dia estão ligados ao Entorno de Sapinhoá.

A PPSA informou que, desde 2017, a produção acumulada é de 290 milhões de m³ de gás natural com aproveitamento comercial. No mesmo período, a produção acumulada da União em gás natural é de 90,7 milhões de m³.

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