Conecte-se conosco

Economia

Presidente poderá extinguir cargos e órgãos e servidores terão novos vínculos, propõe PEC da reforma administrativa

Presidente poderá para cortar cargos, reorganizar autarquias e fundações e extinguir órgãos sem a aprovação do Congresso.

Publicado

em

Apresentada nesta quinta-feira, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma administrativa dará ao presidente Jair Bolsonaro poder para cortar cargos, reorganizar autarquias e fundações e extinguir órgãos sem a autorização do Congresso. Todas essas medidas poderão ser tomadas desde que não resultem no aumento de despesas.

Nessa apresentação inicial, a equipe econômica não falou sobre o montante futuro que espera poupar com as mudanças da PEC.

A PEC também sugere que o regime jurídico único dos servidores públicos seja substituído por cinco tipos de vínculos, e prevê um estágio probatório como etapa do concurso público, excluindo o direito automático ao posto. O texto também cria a possibilidade de ingresso por concurso público ou por seleção simplificada.

Os profissionais mais bem avaliados ao final do vínculo de experiência serão efetivados nos cargos, disse o governo.

Sobre a estabilidade e salários dos atuais servidores, a proposta não faz modificações. Contudo, ela propõe a extinção de benefícios como licença-prêmio, adicional por tempo de serviço, aumentos retroativos, férias superiores a 30 dias por ano, e apresenta a aposentadoria compulsória como punição.

A equipe econômica do governo também explicou que serão encerradas possibilidades como a concessão de parcelas indenizatórias sem previsão legal e a progressão ou promoção baseada exclusivamente em tempo de serviço, chamando-as de distorções.

Essa será a primeira de três fases envolvendo mudanças legislativas para a administração pública. A segunda fase prevê o envio de projetos de lei (PLs) que abordarão temas como consolidação de cargos, funções e gratificações. Já a terceira e última fase será de um projeto de lei complementar (PLP) do “novo serviço público”, um novo marco regulatório com “governança remuneratória” para as carreiras.

Publicidade
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

MAIS ACESSADAS