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Economia

Recuperação tem sido fraca ou inexistente em vários setores da economia dos EUA, diz Bostic, do Fed

Segundo ele, demorará um pouco para que o Fed aumente as taxas de juros ou remova o apoio que está fornecendo aos mercados financeiros.

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Levará algum tempo até que a economia dos Estados Unidos esteja completamente recuperada e que o Federal Reserve (Fed) suba as taxas de juros ou cancele a ajuda que está dando aos mercados financeiros, disse nesta segunda-feira o presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic.

Em comentários preparados para um evento virtual organizado para o Securities Industry and Financial Markets Association Annual Meeting, Bostic falou que “no geral” está confortável com a “atual posição de política (monetária)” do banco central norte-americano.

Visando apoiar a economia, o Fed agiu rapidamente em março cortando as taxas a zero e lançando programas de empréstimo de emergência para apoiar o mercado.

Segundo Bostic, esses programas vão continuar ativos enquanto for necessário, mas os agentes do mercado devem vislumbrar a finalização de algumas dessas iniciativas após o fim da crise econômica passar.

Consequência da pandemia de Covid-19, o desemprego causado pela crise econômica afetou desproporcionalmente trabalhadores negros e hispânicos, afirmou Bostic. De acordo com ele, muitos das vagas fechadas podem não voltar a ser criadas, especialmente nos setores de viagens e serviços de alimentação, conforme as empresas se adequam à menor demanda ou usam tecnologia para substituir os funcionários.

Ele disse ainda que os líderes em economia e finanças precisam admitir abertamente as desproporções de gênero, raça e outras e criar políticas que possam ajudar dar fim a essas diferenças. Bostic afirmou também que, para o Fed, isso inclui apoiar a recuperação do mercado de trabalho para mitigar os riscos de consequências de longo prazo.

“De fato, uma recuperação desnecessariamente lenta do mercado de trabalho poderia apenas aprofundar ainda mais as barreiras históricas, continuando a exacerbar as disparidades geográficas, raciais, de gênero e de renda em nossa economia”, afirmou.

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