Economia
UE precisa se unir para combater crises futuras, diz presidente da Comissão Europeia
Ursula von der Leyen destacou urgência para combater a mudança climática e uma revolução digital.
A executiva-chefe da União Europeia apresentou nesta quarta-feira metas ousadas para que o bloco se torne mais resistente e unido para enfrentar crises futuras após a pandemia de coronavírus, que colocou a Europa em uma histórica e profunda recessão.
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, reiterou as metas estabelecidas em sua posse, sendo elas a ação urgente para combater a mudança climática e uma revolução digital.
Em seu discurso anual do Estado da União, com duração de cerca de 80 minutos, ela disse ao Parlamento Europeu que “este é o momento para a Europa”, o “momento para a Europa liderar o caminho desta fragilidade para uma nova vitalidade.”
O objetivo de Von der Leyen é que a Europa se torne o primeiro continente climaticamente neutro do mundo até a metade do século. Ela apresentou um projeto para cortar as emissões de gases de efeito estufa da UE em ao menos 55% até 2030 na comparação com os níveis de 1990, o que representa mais do que a meta atual de 40%.
Para financiar tais medidas climáticas, a executiva-chefe da UE prometeu usar títulos verdes.
“Não existe uma necessidade de aceleração mais urgente do que quando se trata do futuro do nosso planeta frágil”, acrescentou. “Embora a maior parte da atividade mundial tenha congelado durante os isolamentos e as interdições, o planeta continuou a ficar perigosamente quente.”
As propostas dividirão os países-membros, disse ela, uma vez que as metas irão demandar vultuosos investimentos em transporte, indústria pesada e energia, e os negócios também enfrentarão custos de carbono mais altos, de acordo com um plano de reformulação do mercado de carbono da UE.
Na ocasião, ela afirmou que o bloco investirá 20% de um fundo de recuperação econômica de 750 bilhões de euros em projetos digitais, e pediu mais investimentos em tecnologia para a Europa melhorar sua competição com a China e os Estados Unidos.
Von der Leyen acredita que os planos que definiu no início de seu mandato continuam sendo essenciais para a sobrevivência econômica e política de longo prazo da Europa, mesmo com a pandemia, opinaram autoridades.
Da crise financeira de 2008 ao Brexit, a UE vem sendo enfrentando crises há anos. Sobre a saída do Reino Unido do bloco, Von der Leyen disse que cada dia que passa ficam menores as chances de um novo acordo comercial entre as partes.

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