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Automobilística

Gasolina com 35% de etanol pode prejudicar o motor de veículos?

Gasolina com até 35% de etanol pode elevar o consumo e exigir mais manutenção em alguns motores. Saiba mais.

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O aumento da proporção de etanol na gasolina no Brasil tem gerado dúvidas entre motoristas. Com a sanção da chamada Lei do Combustível do Futuro, o percentual de etanol na gasolina passou a variar entre 22% e 37%, podendo alcançar 35% neste ano.

Isso significa que mais de um terço do combustível no tanque pode ser composto por etanol, o que levanta questões sobre o impacto no desempenho dos veículos.

A preocupação é maior entre os donos de carros movidos exclusivamente a gasolina, que podem notar um aumento no consumo e possíveis efeitos sobre a durabilidade do motor. Mas será que essa nova mistura realmente pode prejudicar o carro?

Como a nova gasolina com mais etanol pode impactar o motor?

Gasolina com mais etanol pode reduzir eficiência e exigir mais cuidado com manutenção. (Foto: Leonidas Santana/Getty Images)

O impacto mais perceptível para os motoristas será o aumento no consumo de combustível. O etanol tem menor densidade energética do que a gasolina, ou seja, precisa ser queimado em maior quantidade para gerar a mesma potência.

Isso significa que, ao abastecer com essa nova mistura, os carros podem rodar menos quilômetros com o mesmo volume de combustível. Além disso, os veículos mais antigos, especialmente os carburados, podem ser mais afetados. Isso porque o etanol é um álcool hidratado, o que significa que tem água em sua composição.

Esse fator pode acelerar a corrosão de peças metálicas e comprometer componentes do sistema de alimentação e combustão, exigindo mais manutenção.

Carros flex e motores modernos

Para quem tem carros flex, a mudança na proporção do etanol na gasolina não deve causar problemas significativos. Esses motores são projetados para se adaptar a diferentes misturas de combustível, regulando automaticamente a queima para otimizar o desempenho.

Já nos motores exclusivamente a gasolina, principalmente os mais modernos, o impacto será menor, pois eles foram projetados para suportar misturas de etanol de até 27,5%. No entanto, o aumento para 35% pode resultar em um leve crescimento no desgaste de componentes como bicos injetores e bombas de combustível.

Se o veículo apresentar falhas ou consumo excessivo, a recomendação é buscar gasolinas premium, que costumam ter um percentual menor de etanol e maior qualidade de aditivos, ajudando a reduzir o impacto da nova mistura no motor.

*Com informações de AutoEsporte.

Estudante de jornalismo, no segundo semestre. Trabalhei como redator na Velvet durante três anos.

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