Conecte-se conosco

Economia

Investidor segue atento ao noticiário interno e externo

Paulo Guedes afirmou que fará o que for necessário para reduzir a dívida, inclusive vender “um pouco das reservas”, se necessário.

Publicado

em

O último dia da semana pode ser mais tranquilo, com os investidores avaliando as falas do ministro da Economia, Paulo Guedes, e as do presidente do Federal Reserve e do secretário do Tesouro dos Estados Unidos sobre os programas de estímulo à economia do país. Às 9h05, o Ibovespa futuro registrava leve alta de 0,06%, aos pontos 106.798 pontos.

Ontem, o secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, por carta, informou ao Fed (BC dos EUA) que não dará continuidade aos programas de estímulos feitos em conjunto com a instituição. O secretário exigiu a devolução do dinheiro fornecido ao BC para que ele possa ser usado em outros mercados, em caso de estresse. O BC informou que “prefere que o conjunto completo de instalações de emergências estabelecidas durante a pandemia do covid-19 continue a servir seu importante papel como barreira para a economia ainda pressionada, em 2021”.

Além disso, os democratas e republicamos voltaram a discutir a possibilidade de um novo acordo de estímulo à economia do país. O presidente democrata Joe Biden reclamou sobre a falta de apoio de Donald Trump na transição presidencial, dificultando a sua atuação.

Por aqui, Guedes, durante evento realizado pelo Bradesco, afirmou que fará o que for necessário para reduzir a dívida e, caso seja necessário, ele pode considerar a venda de “um pouco das reservas”.

O ministro também voltou a falar sobre o imposto digital, espécie de CPMF, que poderá ser cobrado sobre os recursos enviados por meio do Pix. Assim como o mercado, Guedes também avaliou que a reforma tributária só será destravada este ano “por um milagre”.

Essas novas preocupações se juntam ao avanço da doença, principalmente, nos Estados Unidos e na Europa. No Brasil, os números de infecção também estão crescendo e já há lugares com superlotação de leitos.

Por outro lado, as recentes informações de vacinas que estão obtendo grande eficácia nos testes animam, mas ainda não se sabe quando alguma delas poderá ser comercializada. Embora a notícia seja positiva, na economia, o impacto só deve se dar no médio a longo prazo, o que preocupa os investidores, que não cogitam uma segunda onda da doença, impactando o ritmo de recuperação da economia, que acontecia lentamente.

Em Nova York, o índice futuro do Dow Jones opera em queda de 0,09%, aos 20.416 pontos.

Continue lendo
Publicidade
Comentários