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Economia

Motoristas da Uber e 99 relatam dificuldades e justificam cancelamentos

Cancelamento de corridas e dificuldades em conseguir uma viagem em aplicativos de transporte aumentaram nos últimos meses.

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Os usuários de aplicativos de transporte têm sofrido para conseguir uma corrida nos últimos meses. A alta nos preços dos combustíveis é um dos principais motivos para que muitos motoristas cancelem ou até deixem de aceitar corridas que não compensam financeiramente.

Leia mais: Preço médio da gasolina tem novo aumento pela sexta semana consecutiva

É bastante fácil encontrar pessoas reclamando sobre o assunto nas redes sociais. Ao passo que o preço nas bombas sobe todos os dias, os motoristas optam por evitar chamadas que vão causar prejuízo e alguns até abandonam a profissão.

Além do preço da gasolina, que já acumula alta de 27,5% no ano, os profissionais citam questões como segurança, horário e trânsito.

“Dependendo da distância, o motorista evita a corrida, pois não compensa. Vou dar um exemplo para você. Saio para pegar o usuário em uma distância de 3 km e a viagem dele é de 2 km. É prejuízo na certa, pois tenho todo um custo que ninguém olha”, disse Jeferson Garcia, motorista de aplicativo.

Outro condutor, que pediu para não ser identificado, falou sobre a insatisfação comum com solicitações feitas em supermercados.

“É um problema que temos que enfrentar, pois em alguns casos a viagem é bem curta e temos que carregar as compras para dentro da casa. Nesse período perdemos boas corridas e se recusarmos de ajudar o usuário, recebemos nota baixa que prejudica no desempenho”, lamentou.

Punições

Tanto a Uber quanto a 99 adotam uma política de punição a motoristas que cancelam várias corridas seguintes.

“Se estiver abaixo de 50% no domingo, na segunda-feira não consegue trabalhar. Se permanecer por 3 semanas consecutivas, o motorista é suspenso por 3 dias, depois 7 e pode ser expulso do aplicativo caso venha a ficar com a taxa de aceitação baixa”, explicou Paulo Sérgio de Lima, representante dos motoristas cadastrados nas plataformas.

A Uber alegou que a política visa evitar fraude e manter o “bom funcionamento da plataforma”. Já a 99 garantiu que os condutores tem liberdade para escolher corridas e jornada, mas que cancelamentos excessivos geram ônus.

Possível solução

Para solucionar a questão, as empresas prometem aumentar a taxa repassada aos motoristas parceiros, mas sem comprometer o bolso dos usuários. Líder do mercado, a Uber analisa um reajuste de 10% a 25% para os motoristas de algumas regiões. Na 99, os ganhos já foram reajustados em 20 regiões metropolitanas, segundo a própria empresa.

“O objetivo é manter o equilíbrio da plataforma, possibilitando que a população também continue tendo acesso a um meio de transporte financeiramente viável, seguro e eficiente. Os estudos continuam e os reajustes de ganho para os motoristas devem seguir expandindo para outras cidades nos próximos meses. É importante destacar que o reajuste do repasse aos motoristas parceiros, entre 10 a 25%, será subsidiado pela 99”, afirmou em nota.

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Economia

Parcela máxima do seguro-desemprego aumenta a partir de 2022

Reajuste anual no valor do salário mínimo impacta diversos benefícios, incluindo o seguro-desemprego dos trabalhadores.

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Seguro Desemprego

O seguro-desemprego é um dos benefícios que serão afetados pelo reajuste anual no valor do salário mínimo. Segundo as previsões mais recentes feitas pelo Ministério da Economia, o piso nacional deve subir dos atuais R$ 1.100 para R$ 1.192 a partir do próximo ano.

Leia mais: CNH: Mais de 126 mil processos com mais de 20 pontos são anulados

O Congresso Nacional já recebeu o Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) para 2022, que estima um aumento de R$ 92 no salário mínimo para cobrir perdas com a inflação. O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) considerado nos cálculos foi de 8,4%.

Entretanto, vale destacar que esse indicador ainda represente o número oficial. O INCP real utilizado como base de reajuste do piso nacional só será divulgado em janeiro do ano que vem.

Seguro-desemprego

O benefício é concedido a trabalhadores que são demitidos sem justa causa. Além desse grupo, veja quais outros pode solicitar o seguro-desemprego:

  • Trabalhador formal com contrato de trabalho suspenso devido a participação em curso de qualificação profissional oferecido pelo empregador;
  • Trabalhador resgatado da condição análoga à escravidão;
  • Pescador profissional durante o período do defeso.

Para receber as parcelas, o cidadão não pode receber benefício previdenciário (exceto auxílio acidente, auxílio suplementar e abono de permanência em serviço). Também é necessário comprovar que não tem condições financeiras de sustentar a própria família, além de atender a carência de tempo de trabalho exigida.

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Commodities

GNA inicia construção de sua segunda termelétrica

Com conclusão prevista para 2024, GNA II terá capacidade instalada de 1,67 gigawatts

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Crédito: Energia hoje

Joint venture formada por BP, Siemens, SPIC Brasil e Prumo Logística, a Gás Natural Açu (GNA), acaba de receber autorização da Prefeitura de São João da Barra (RJ) para dar início às obras para construção, em outubro próximo, de sua segunda termelétrica no Porto do Açu (GNA II), cuja operação deverá começar somente em 2024.

Turbinas a vapor – Composta por três turbinas movidas a gás natural e uma a vapor, a GNA II terá capacidade instalada de 1,67 gigawatts (GW), o suficiente para atendimento de aproximadamente 7,8 milhões de moradias.

BNDES financia – Do total de investimentos previstos (R$ 5 bilhões), caberá ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a maior parte do financiamento, cerca de R$ 3,93 bilhões.

Siemens constrói – Já a construção de usinas e o fornecimento de equipamentos (turbinas a gás e a vapor, e caldeiras de recuperação de calor) serão de responsabilidade da Siemens Energy, também encarregada de fornecer serviços de operação e manutenção para as unidades. O gás natural, por sua vez, será importado e fornecido pela BP.

Atrair indústrias – Sem contar as usinas de que dispõe, a GNA possui licença ambiental que a habilita a dobrar a capacidade instalada de geração, por meio da construção da GNA III e IV. O respectivo plano de expansão contempla, ainda, a criação de uma unidade de processamento de gás natural (UPGN) e um gasoduto terrestre (em fase de licenciamento) que permitirá a conexão do Porto do Açu com a malha de transporte. A iniciativa tem por finalidade atrair indústrias para a região portuária, transformada agora em um novo eixo de gás no Estado do Rio de Janeiro.

GNA I – Com capacidade de produzir 1,33 GW de energia, a primeira termelétrica da empresa, a GNA I, entrou em operação há duas semanas. Considerado estratégico pelo governo do Rio, em razão da crise hídrica, o empreendimento deve reforçar o atendimento à demanda do Sudeste/Centro-Oeste, a maior do país, e onde os reservatórios de hidrelétricas apresentam o nível mais baixo de volume de água.

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Empresas

Moody’s concede upgrade à nota de crédito da Petrobras

De “Ba2“ para “Ba1”

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A agência de classificação de risco Moody’s concedeu upgrade à nota de crédito da Petrobras, conforme documento encaminhado ao mercado pela petroleira.

De acordo com a companhia, a Moody’s elevou sua nota de crédito em 1 nível, de “Ba2“ para “Ba1”, com perspectiva estável.

Também disse que a agência também elevou o rating intrínseco da companhia em 1 nível, de “ba2” para “ba1”.

E acrescentou que com este upgrade a Petrobras é classificada um nível acima do governo brasileiro, o que, segundo a Moody’s, decorre do perfil de crédito superior da companhia, incluindo a comprovada resiliência em condições econômicas e de negócios adversas.

Petrobras

Ainda de acordo com o documento, o Diretor Executivo Financeiro e de Relacionamento com Investidores da Petrobras Rodrigo Araujo Alves considera que “o upgrade mostra o reconhecimento da Moody’s aos esforços para melhorar nossas finanças e otimizar operações. Lembrando que em 2015 tínhamos uma dívida superior a US$ 130 bilhões, desconsiderando arrendamentos. Se os incorporarmos, estamos falando de mais de US$ 150 bilhões de dívida bruta. No 2T21, esse número foi reduzido para US$ 64 bilhões, o que representa uma redução da ordem de US$ 90 bilhões, equivalente ao valor de mercado de várias empresas de grande porte. Toda essa trajetória é sustentada por uma estratégia consistente, um portfólio resiliente e ações para tornar a Petrobras uma empresa cada vez mais forte”.

Moody’s

A Moody’s destacou que a decisão pela elevação da nota da Petrobras foi baseada principalmente no histórico de melhorias em seu desempenho operacional e financeiro, que resultaram em sólidas métricas de crédito. Adicionalmente, a agência considera que a disciplina operacional e financeira continuarão a favorecer a geração de caixa e a estrutura de capital e que outros fatores como a boa liquidez, o perfil confortável de amortizações e o amplo acesso a mercados de capitais globais também foram importantes para o upgrade.

A companhia está listada na bolsa brasileira (B3) sob o ticker PETR4.

Veja o documento:

Moody’s concede upgrade à nota de crédito da Petrobras

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