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Economia

Revisões cadastrais do Bolsa Família e CadÚnico em 2021 foram suspensas por mais 90 dias

Apesar da suspensão, o benefício continuará sendo pago normalmente. Decisão foi tomada devido à pandemia, uma vez que a operação do programa está prejudicada em diversos municípios.

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Bolsa Família

O Ministério da Cidadania decidiu suspender pelo prazo de mais 90 dias as revisões cadastrais para o Programa Bolsa Família e o Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) em 2021. A medida foi publicada no Diário Oficial da União de 18 de janeiro, por meio da Portaria nº 591, assinada pelo ministro Onyx Lorenzoni.

Vale ressaltar que, apesar da suspensão, o benefício continuará sendo pago normalmente. Neste período, também não serão realizadas a averiguação cadastral, aplicação de efeitos relacionados ao descumprimento das condições do programa e o bloqueio de pagamentos de famílias que não repassaram informações essenciais, tais como dados relacionados à saúde e educação.

Segundo a portaria, a decisão foi baseada no atual momento da pandemia. “A necessidade de evitar aglomerações e exposição à infecção pelo novo Coronavírus de integrantes de famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família, de famílias do Cadastro Único ou de pessoas em busca de atendimento para cadastramento, e, ainda, de cidadãos que trabalham em unidades de cadastro”, diz o documento.

Ainda de acordo com o texto, a operação do programa está prejudicada em diversos municípios devido à alterações no funcionamento de Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e demais locais de cadastramento, além de situações como a suspensão das aulas e o atendimento nas unidades de saúde voltado aos infectados pela Covid-19.

A princípio, as revisões ficaram suspensas durante 180 dias, e com a prorrogação, a suspensão das revisões cadastrais segue até abril. Desta forma, o valor do Índice de Gestão Descentralizada Municipal do Programa Bolsa Família (IGD-PBF) será baseado nos números de fevereiro de 2020.

O Bolsa Família é pago sempre nos últimos 10 dias úteis de cada mês, sendo que o beneficiário poderá sacar ou receber o depósito em conta. Após o fim do auxílio emergencial, a Caixa liberou o recebimento do benefício também pela poupança social digital Caixa Tem.

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BRF registra lucro líquido de R$902 mi no 4º trimestre, alta de 30%

No acumulado do ano o lucro líquido somou R$ 1,39 bilhão, elevação de 14,6%

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A processadora Brasil Foods (BRFS3) reportou lucro líquido de R$ 902 milhões no quarto trimestre de 2020, alta de 30% em relação a igual período do ano anterior, conforme relatório encaminhado ao mercado.

De acordo com o documento, no acumulado do ano o lucro líquido somou R$ 1,39 bilhão, elevação de 14,6%. Já a receita líquida saltou 23,5%, para R$ 11 bilhões. No acumulado, o indicador subiu 18%, para R$ 33 bilhões.

Brasil Foods (BRFS3) reporta lucro líquido de R$902 mi no 4º tri, alta de 30%

BRF: balanço

Segundo a empresa, o Ebitda ajustado, que mede o resultado operacional, foi de R$ 5,2 bilhões em 2020, alcançando uma margem de 13,1%, evolução de 110,7% quando comparado ao início da reestruturação.

No trimestre, o Ebitda ficou em R$ 1,5 bilhão, alta de 12,3%.

Para a companhia, essa evolução é reflexo direto da solidez da governança corporativa, gestão operacional e comercial eficiente, disciplina financeira, fortalecimento da cultura da companhia e expansão da capacidade de inovação.

A empresa também evoluiu na gestão da sua dívida, saindo de uma alavancagem líquida de 5,12x em 2018, com dólar a R$ 3,80 para um índice de 2,73x com a moeda americana a R$ 5,20.

O prazo médio da dívida passou de 3 anos em 2018 para 9,9 anos em 2020. A receita em inovação no Brasil mais do que dobrou, saltando de 2,7% em 2018 para 5,6% em 2020.

BRF: Lorival Luz

CEO Global, Lorival Luz disse considerar que a companhia está fundamentada para um crescimento sustentável. “Estamos muito orgulhosos dos resultados apresentados ao término deste primeiro ciclo de transformação, pois eles reforçam a nossa disciplina e excelência para executar a estratégia, nossa capacidade de inovar e, principalmente, a força do nosso time e da nossa cultura”.

O volume de aves caiu 4%, enquanto o de suínos e outros despencou 15,8% no Brasil.

A receita líquida atingiu um número recorde de R$ 20,985 bilhões, crescimento de 20,0% em comparação com o ano de 2019.

No segmento internacional, a BRF reforçou sua expansão geográfica e fechou o ano com 44 novas habilitações.

A companhia apresentou receita líquida de R$ 17,24 bilhões, com aumento de 15,7% em relação a 2019. Já o Ebitda ajustado de R$ 2,10 bilhões caiu 9,3% no ano, e a margem ficou em 12,2% (-3,4 p.p.).

A receita líquida dos frangos Halal, destinados aos países mulçumanos, totalizou R$ 1.924 bilhão, alta de 32,1%, favorecida pela desvalorização cambial do real versus o dólar.

Veja BRFS3 na Bolsa:

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Grupo Fleury registra lucro líquido de R$139,5 mi no 4º tri, alta de 149%

No acumulado do ano o lucro da companhia somou R$ 257 milhões, queda de 17,7%

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Fleury (FLRY3) reporta lucro líquido de R$139,5 mi no 4º tri, alta de 149%

O Grupo Fleury (FLRY3) registrou lucro líquido de R$ 139,5 milhões no quarto trimestre do ano passado, alta de 148,7% em relação a igual período do ano anterior, conforme relatório encaminhado ao mercado.

De acordo com o documento, no acumulado do ano o lucro da companhia somou R$ 257 milhões, queda de 17,7%.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) cresceu 52,8% no comparativo trimestral, para R$ 298,1 milhões, enquanto o montante anual foi de R$ 837,5 milhões, queda de 4,9% em relação a 2019.

A margem Ebitda trimestral ficou em 32,1%, alta de 5 pontos percentuais. Já no acumulado do ano houve queda, de 30,3% em 2019 para 28,2% no ano passado.

Fleury (FLRY3) reporta lucro líquido de R$139,5 mi no 4º tri, alta de 149%

Fleury: receitas

A receita líquida subiu 28,9% no comparativo anual, para R$ 928,2 milhões no último trimestre. No acumulado do ano, a receita do Fleury somou R$ 2,9 bilhões, avanço de 2,3%.

A receita bruta entre outubro e dezembro alcançou o recorde de R$ 1 bilhão, montante que representa alta de 28,5% em relação ao mesmo período de 2019. Já no comparativo anual, a alta foi de 2,1%, para R$ 3,2 bilhões.

A companhia afirma que a retomada do volume de atendimentos e exames eletivos se manteve em patamares elevados no quarto trimestre. O número de atendimentos orgânicos chegou a 1,6 milhão, alta de 17,6% no comparativo trimestral.

Segundo o Fleury, os números são resultado da maior realização de procedimentos eletivos e da “contínua e relevante contribuição dos testes para covid-19” realizados pela companhia.

A receita bruta dos exames de covid-19 se manteve em patamares semelhantes aos registrados no terceiro trimestre, representando 11,1% da receita bruta total da companhia.

A receita bruta orgânica nas unidades de atendimento do grupo avançou 26,2% entre os trimestres, para R$ 825,4 milhões. A maior alta registrada foi da marca Fleury, que avançou 24%, seguida pela marca a+ São Paulo, com alta de 20,9% na receita de atendimento. As marcas regionais tiveram crescimento de 28,8%, enquanto o faturamento das marcas do Rio de Janeiro avançou 17,1%.

Fleury: segmentos

O segmento de genômica registrou alta de 24,3% na receita bruta, para R$ 18,5 milhões no último trimestre. O Fleury destaca o lançamento da marca Sommos DNA, realizado em dezembro.

Os atendimentos em unidades hospitalares e laboratórios de referência, no chamado B2B, cresceram 40,7% no período, somando receita de R$ 175,1 milhões.

Os valores não repassados por planos de saúde, as chamadas glosas, avançaram 5,6% no comparativo trimestral. O montante foi de R$ 9,9 milhões, o que representa 1% da receita bruta. No quarto trimestre de 2019, o indicador era de 1,36%.

O custo dos serviços prestados cresceu 22,7% em relação ao quarto trimestre de 2019, para R$ 621,8 milhões. O custo de pessoal e serviços médicos, que somou R$ 279,3 milhões, representou 30,1% da receita líquida da companhia.

A geração de caixa operacional do Fleury cresceu 33% no comparativo trimestral, para R$ 272,3 milhões ao fim de dezembro. O nível de alavancagem, medido pela razão entre a dívida líquida e o Ebitda, foi de 1,1 vez. No quarto trimestre do ano anterior, o indicador era de 0,9 vez.

Veja FLRY3 na Bolsa:

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Banco do Nordeste registra lucro líquido de R$1,44 bi em 2020, alta de 12,8%

Os resultados demonstram a importância do papel do banco para a região

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BNB (BNBR3) reporta lucro líquido de R$1,44 bi em 2020, alta de 12,8%

O Banco do Nordeste (BNB), listado sob o ticker BNBR3, reportou lucro líquido de R$ 1,44 bilhão no acumulado de 2020, alta de 12,8% em igual período do ano anterior, conforme relatório encaminhado ao mercado.

De acordo com o documento, a instituição investiu R$ 40,07 bilhões por meio de 5 milhões de operações na região Nordeste e norte dos estados do Espírito Santo e Minas Gerais, dos quais R$ 8,39 bilhões foram aplicados no Ceará.

BNB (BNBR3) reporta lucro líquido de R$1,44 bi em 2020, alta de 12,8%

Banco do Nordeste

Segundo a empresa, os resultados demonstram a importância do papel do banco para a região, na medida em que as políticas do Governo Federal sintetizam a preocupação com a manutenção dos empregos e com o bem-estar da população.

No Estado os R$ 8,39 bilhões aplicados em 2020 distribuídos em 1,64 milhão de operações de crédito, um avanço de 1,9% do valor contratado em comparação ao ano anterior. Somente com recursos do FNE foram investidos no Estado R$ 4,10 bilhões, correspondentes a 103,47 mil operações, 37,9% a mais que em 2019.

Banco do Nordeste: empresas

Já o segmento de micro e pequenas empresas alcançou, em 2020, R$ 812,1 milhões de contratações no Estado, com crescimento de 20,8% em relação ao exercício anterior, enquanto o número de operações chegou a 8,4 mil, incremento de 5%, em comparação com 2019.

O Crediamigo contratou, no Estado, R$ 3,59 bilhões, para 1,52 milhão de operações. Em valores, o incremento foi de 3,6% frente a 2019. Já o Agroamigo somou R$ 353,2 milhões, 13,5% a mais que em 2019, para o montante de 69,95 mil operações, 12,3% superior ao desempenho do ano anterior.

BNB: segmento

Do valor total aplicado pelo BNB, em 2020, foram contratados R$ 25,84 bilhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). O resultado é 25,7% superior ao do ano anterior e equivale a 711 mil operações.

Apenas para os setores rural, industrial, agroindustrial, turismo, comércio e serviços foram destinados R$ 19,08 bilhões em financiamentos. Projetos de infraestrutura totalizaram R$ 6,63 bilhões.

O banco ainda registrou inversões no programa FNE Verde Pessoa Física, voltado para a microgeração de energia, de R$ 112,9 milhões. Já o Programa de Financiamento Estudantil (Fies), também com recursos do FNE, somou R$ 11,7 milhões.

Veja BNBR3 na Bolsa:

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