Economia
Veja como proteger a carteira de investimentos caso Paulo Guedes deixe o governo
Veja como proteger a carteira de investimentos caso Paulo Guedes deixe o governo
A Capital Research, primeira casa de análises 100% gratuita do Brasil, lançou dois relatórios recentemente em que aborda os possíveis riscos para os investidores brasileiros com a eventual saída de Paulo Guedes do governo.
Baseada no fato de que o anúncio da saída de Sérgio Moro causou queda de mais de 6% do Ibovespa, chegando a 74.681 pontos, a casa alerta seu público sobre as maneiras de proteger investimentos e aumentar os ganhos caso o cenário de troca do ministro da Economia se concretize.
“A possibilidade de Guedes deixar o governo é especialmente preocupante porque ele é um dos poucos representantes do planalto que ainda defendem a agenda liberal com a qual Bolsonaro se elegeu. Ele é um dos maiores defensores, inclusive, do cumprimento do Teto dos Gastos, que pode não ser respeitado em decorrência do estado de calamidade pública. Portanto, trata-se da possibilidade de trocar a agenda econômica junto com o ministro e do efeito que isso causaria nas contas públicas neste momento delicado”, comenta o analista-chefe Samuel Torres.
Presidente Jair Bolsonaro e ministro da Economia, Paulo Guedes
Renda fixa
Segundo a casa, os ativos mais diretamente e rapidamente impactados por uma possível saída de Paulo Guedes seriam os de renda fixa.
Ele elenca os títulos prefixados e indexados ao IPCA, que cairiam de preço por conta do aumento da expectativa de inflação – e, por consequência, de aumento de juros – e do prêmio de risco.
Além disso, os relatórios apontam para uma possível valorização do dólar ante o real, o que tornaria os ativos dolarizados boas opções para se ter na carteira de investimentos.
Torres recomenda, portanto, o investimento em ações dos Estados Unidos, algo que pode ser feito por meio de uma corretora americana ou diretamente pelo Brasil, por meio de BDRs, e de ETFs, que replicam o índice S&P 500, como IVVB11, presente na Carteira Capital e na Carteira de Ações.
“Ter investimentos em ativos no exterior é bom para o portfólio sempre, e não apenas agora com o risco Guedes, que pode nem se concretizar”, completa.
O especialista, no entanto, alerta: “recomendo investimentos dolarizados e não a compra de dólar, pois o retorno da moeda por si só no longo prazo é baixo, apesar dos altos ganhos em curtos períodos que podem acontecer e em momentos de grande estresse e incerteza do mercado”.
REITS
Outras opções destacadas por Torres são os REITs (espécie de fundos imobiliários americanos), muito similares aos FIIs e bastante difundidos nos EUA, o ouro, que, nas palavras do especialista, funciona mais com um “porto seguro do que como um ativo que irá se valorizar” e derivativos, instrumentos financeiros cujos preços dependem dos preços de outros ativos.
Por fim, o especialista também destaca que os investidores devem seguir essas dicas como forma de proteção e não para direcionarem toda a sua carteira de investimentos, visto que a saída de Paulo Guedes ainda é uma possibilidade e não uma certeza.

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