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Automobilística

Carro popular 0 km já custa mais de 80 salários mínimos, mostra pesquisa

Gol, um dos carros mais populares do Brasil, é comercializado a mais de R$ 88 mil, cerca de 80 salários mínimos.

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O automóvel zero quilômetro com características mais comuns, conhecido como carro popular, está sendo vendido a mais de 80 salários mínimos. Em uma pesquisa da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) encomendada pela revista Quatro Rodas, a carga tributária espantou quem quer comprar um carro novo.

Leia mais: Três carros populares no Brasil tiram nota zero em segurança

O levantamento foi feito em São Paulo e levou em conta características como motor bicombustível entre 1.0 e 2.0. O preço líquido de referência utilizado foi de R$ 100, incluindo custos de produção, lucro da montadora, taxas e impostos. Veja a carga tributária que incide sobre o produto:

  • ICMS 14,5%;
  • PIS/Cofins 11,6%;
  • IPI 11%.

Os impostos incidem sobre o preço líquido, que no caso de R$ 100 mil elevaria o valor do veículo a R$ 146.140. Considerando o emplacamento e o IPVA, o consumidor compraria o carro novo a R$ 151.990.

Levando em conta esses números, a tributação em impostos diretos representa 52% do preço do produto, podendo chegar a 69,5% em veículos movidos a diesel. Na prática, ao incluir os impostos embutidos no processo de produção, é possível observar que a carga tributária eleva os preços em mais de 70%.

O Gol, hatch de entrada da Volkswagen, já é vendido a mais de R$ 88 mil reais, cerca de 80 salários mínimos.

O aumento expressivo nos preços de carros usados leva o brasileiro a crer que chegou ao fim o conceito de carro popular. A saída encontrada por muitos para não pesar no bolso é apostar em modelos de segunda mão.

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Automobilística

Projeto de Lei visa criar CNH específica para dirigir carro automático

Condutor que fosse flagrado pilotando carro com câmbio manual receberia multa gravíssima e teria o carro apreendido. É o que determina o texto.

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Um Projeto de Lei (PL) prevê habilitação específica para condução exclusiva de carros automáticos. Dessa forma, o motorista poderia incluir essa condição na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O PL foi sugerido no Senado e aguarda a designação de um relator responsável.

Leia mais: SUV elétrico da Volvo no Brasil se assemelha a superesportivo

A proposta é de autoria do senador Eduardo Gomes (MDB-TO). De acordo com o texto, a pessoa poderia fazer a opção de dirigir apenas veículos automáticos.

Assim, o motorista com registro apenas para veículos automáticos não poderia pilotar carros com câmbio manual. Caso seja flagrado infringindo a regra, o ato acarretaria multa gravíssima e retenção do veículo. O automóvel seria liberado apenas para outro motorista com CNH própria para câmbio manual.

Alteração da Lei

O PL sugere, portanto, a alteração do Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503, de 1997). Só assim poderia ser possível a escolha de efetuar exame específico para obtenção da CNH. Contudo, o condutor poderia realizar nova prova para incluir a pilotagem de carros com câmbio manual.

Eduardo Gomes justifica que a legislação de trânsito precisa acompanhar a evolução tecnológica dos veículos. Ele assegura que o crescimento das vendas de carros com câmbio automático se dá a passos largos no Brasil.

O senador diz que esse mercado respondeu por 49% dos emplacamentos totais em 2018. No entanto, afirma o parlamentar, os exames de direção veicular são obrigatoriamente realizados em veículos com câmbio manual. É o que informou a Agência Senado.

“De fato, a condução de veículos equipados com câmbio manual requer maior destreza e habilidade, razão pela qual o Contran exige que o candidato realize as provas no modelo manual. No entanto, diante do fato de que enorme parcela dos condutores hoje dirige apenas veículos automáticos, não há razão para que o exame de direção veicular não acompanhe este cenário”, defende o senador na justificativa da matéria.

Apreciação na Câmara

Caso o texto seja aprovado pelo Senado, seguirá para avaliação da Câmara dos Deputados. Ao ser apreciados pelos parlamentares, o PL retornará para revisão dos senadores.

Se for aprovada sem alterações, a matéria seguirá para sanção presidencial. O projeto dá prazo de 180 dias, a partir da eventual sanção, para permitir que o Contran regulamente o tema. Além disso, o prazo também inclui os centros de formação de condutores, que devem se adaptar à determinação.

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Automobilística

SUVs crescem em vendas nos últimos 10 anos; Veja a lista dos mais vendidos

Conforto, maior espaço e distância maior do solo fazem destes modelos sucesso de vendas. Além disso, eles são visualmente mais atrativos.

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O gosto do brasileiro para carro tem mudado ao longo da última década. Os SUVs, por exemplo, foram o segmento que mais cresceu em comercialização, passando a integrar a lista dos modelos mais vendidos no país.

Leia mais: Ainda existe carro popular? Veículos de entrada já superam os R$ 60 mil

Fazendo um comparativo entre os anos de 2010 e 2020, o ranking dos carros mais desejados pelos consumidores mudou, tendo os SUVs recebido bastante destaque. Os motivos estão relacionados ao conforto, maior espaço e distância maior do solo que os carros desta categoria costumam oferecer. Além disso, os SUVs são visualmente mais atrativos.

Sendo assim, mesmo sendo mais caros em comparação aos hatches e os sedãs, os modelos mostram que vieram para ficar e conquistar de vez mais espaço entre o público.

Um exemplo disso são as grandes marcas, que deram um jeito de fazer parte do fenômeno dos SUVs. A Toyota, por exemplo, lançou em março o Toyota Corolla Cross, cujo modelo já vendeu mais de 20.171 unidades até o momento. Outro exemplo de sucesso é o Renault Sandero Stepway, hacth com vincos e visual ao estilo SUV.

Renault Sandero Stepway (Imagem: Divulgação)

Lista de 20 carros mais vendidos em 2010 e 2020

2010

  1. Volkswagen Gol: 293.762 unidades
  2. Fiat Uno: 229.300 unidades
  3. Chevrolet Celta: 155.169 unidades
  4. Volkswagen Fox/Cross Fox: 143.768 unidades
  5. Fiat Palio: 137.512 unidades
  6. Chevrolet Classic: 122.152 unidades
  7. Fiat Siena: 120.511 unidades
  8. Fiat Strada: 116.819 unidades
  9. Ford Fiesta: 90.941 unidades
  10. Ford Ka: 84.877 unidades
  11. Volkswagen Voyage: 82.703 unidades
  12. Renault Sandero: 68.827 unidades
  13. Chevrolet Agile: 67.727 unidades
  14. Chevrolet Prisma: 63.091 unidades
  15. Volkswagen Saveiro: 62.198 unidades
  16. Toyota Corolla: 55.018 unidades
  17. Chevrolet S10: 43.181 unidades
  18. Ford EcoSport: 43.037 unidades
  19. Honda Fit: 40.946 unidades
  20. Citroën C3: 39.930 unidades

2020

  1. Chevrolet Onix: 135.351 unidades
  2. Hyundai HB20: 86.548 unidades
  3. Chevrolet Onix Plus: 83.392 unidades
  4. Fiat Strada: 80.041 unidades
  5. VW Gol: 71.151 unidades
  6. Ford Ka: 67.491 unidades
  7. Fiat Argo: 65.937 unidades
  8. VW T-Cross: 60.119 unidades
  9. Jeep Renegade: 56.865 unidades
  10. Fiat Toro: 53.974 unidades
  11. Jeep Compass: 52.966 unidades
  12. Renault Kwid: 49.475 unidades
  13. Chevrolet Tracker: 49.372 unidades
  14. Hyundai Creta: 47.757 unidades
  15. Fiat Mobi: 46.617 unidades
  16. VW Polo: 41.863 unidades
  17. Toyota Corolla: 41.072 unidades
  18. Nissan Kicks: 36.433 unidades
  19. Honda HR-V: 32.511 unidades
  20. Toyota Hilux: 32.394 unidades

Por fim, no comparativo com 2021, a projeções apontam que a mudança será ainda maior. Isso porque em agosto, o top 10 de modelos de carros mais vendidos ficou bastante misto, sendo a presença dos SUVs algo extremamente marcante. Os hatches, por outro lado, estão saindo de cena e dando lugar a outras categorias.

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Automobilística

Ainda existe carro popular? Veículos de entrada já superam os R$ 60 mil

Em 2011, era possível comprar um Chevrolet Celta 0 km por apenas R$ 24,7 mil. Atualmente, o veículo mais barato entre os novos custa perto de R$ 50 mil.

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Carro popular

O apelido “popular” aos carros de entrada vem perdendo gradativamente seu sentido. Afinal, a maioria dos carros 0 km de entrada custam mais de R$ 50 mil. Em dez anos, o preço dos chamados “carros populares” quase triplicou.

Leia mais: SUV elétrico de 693 cv e que anda sozinho será vendido no Brasil

Carro popular

Em fevereiro de 1993, o governo federal assinou a regulamentação do carro popular. A condição era a de que os motores dos veículos não poderiam ter mais do que 1 mil cm³.

Uma vez enquadrado na categoria de carro popular, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) era de apenas 0,1%. Por isso, nessa época o termo “carro mil” ficou bastante famoso. Eram veículos 1.0 e bastante simples, que tinham um preço final reduzido.

Foi daí que surgiram modelos como o Fiat Uno Mille e o VW Gol 1000, por exemplo. A proposta do carro popular, inicialmente, era a de que ele custasse o equivalente a US$ 7 mil. Na conversão, seria como se um 0 km popular custasse algo em torno R$ 35 mil hoje.

A realidade, no entanto, é bem diferente da ideia inicial. Os carros novos mais vendidos de 2021 são mais caros do que os mais vendidos em 2011. Em apenas uma década, o valor médio dos veículos populares triplicou. Aliás, a potência de muitos carros de entrada é maior do que as dos antigos “carros mil”.

Alta nos preços

O ranking apontado pela Fenabrave dos 10 carros mais vendidos em 2011 reunia apenas modelos compactos. Hatchs e sedãs compactos eram os automóveis com maior volume de venda entre os 0 km da época.

Assim, a média de valor dos 10 mais populares de 2011 ficou em R$ 33.3 mil. Bem diferente de hoje, já que a média de valor dos 10 mais comprados chega a R$ 96 mil.

O carro mais barato da lista, em 2021, é a versão simples do Renault Kwid, que já custa quase R$ 50 mil. O preço mais caro fica por conta do Jeep Compass, com valor de R$ 187 mil.

Para quem não se lembra, o preço de um Chevrolet Celta 0 km em 2011 era de R$ 24.7 mil. Não eram raras promoções de carros simples, duas portas, 0km que custavam perto dos R$ 20 mil. Hoje, esses números soam como se fossem de um passado bem distante.

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