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Patrocinadores japoneses injetaram US $ 3 bilhões nas Olimpíadas de Tóquio

O que eles vão receber em troca?

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Patrocinadores corporativos japoneses das Olimpíadas de Tóquio injetaram US $ 3 bilhões nos Jogos, a maior quantia já contribuída por empresas nacionais. Mas mesmo antes da Cerimônia de Abertura de sexta-feira, as empresas começaram a retirar os anúncios e cancelar os planos que tinham para que os funcionários comparecessem aos Jogos na era COVID.

Veja também: Inexplicavelmente, a empresa Twitter está indo incrivelmente bem em 2021

Na segunda-feira, a Toyota Motors, cujo contrato plurianual com as Olimpíadas está avaliado em quase US $ 1 bilhão, anunciou que não vai transmitir anúncios de televisão com tema olímpico no Japão. Ele também disse que o presidente da empresa, Akio Toyoda, vai pular a cerimônia de abertura, apesar do evento sem espectadores ser aberto para VIPs como executivos da empresa e dignitários estrangeiros.

O chefe de comunicações da Toyota, Jun Nagata, disse à mídia local que a montadora de 84 anos abandonou sua campanha olímpica em deferência à impopularidade dos Jogos entre os consumidores japoneses. A Toyota continuará apoiando os Jogos e os atletas por outros meios, como o fornecimento de veículos elétricos para transporte durante Tóquio 2020; seus anúncios olímpicos na TV continuarão a ser veiculados em outros países.

Outras empresas japonesas estão seguindo o exemplo da Toyota. No dia seguinte ao anúncio da montadora, os patrocinadores Fujitsu , NEC e Nippon Telegraph disseram que não enviariam funcionários da empresa aos Jogos. Executivos de outros patrocinadores Panasonic, Nippon Life Insurance , Sumitomi Mitsui Financial Group, Meiji Holdings e Asahi Group também não estarão presentes .

“Pré-pandemia, Tóquio 2020 foi exaltada como um meio de promover a ‘marca do Japão’ e recuperar o status do país como líder global em tecnologia”, disse Ben Ascione, professor assistente da Escola de Graduação em Estudos da Ásia-Pacífico na Universidade Waseda em Tóquio.

Mas agora os Jogos se tornaram “uma responsabilidade para os patrocinadores que buscam se distanciar do evento. [As empresas] decidiram que os benefícios potenciais da propaganda são superados por preocupações com danos à reputação”, diz ele.

Emergência de Tóquio

Originalmente programados para o verão passado, os Jogos de Tóquio serão abertos oficialmente nesta sexta-feira e durarão até 8 de agosto. O evento coincidirá com o quarto estado de emergência pandêmico de Tóquio. Apenas 22% dos cidadãos japoneses estão totalmente vacinados. Os críticos da decisão de prosseguir com os Jogos dizem que o primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, está ignorando os conselhos médicos e priorizando ganhos fiscais inesperados em detrimento da saúde pública.

Em uma pesquisa realizada na segunda – feira pelo jornal local Asahi Shimbun, mais de dois terços dos entrevistados duvidaram da promessa do governo de realizar Jogos Olímpicos “seguros”. Em uma pesquisa da Ipsos divulgada na semana passada, apenas 22% dos entrevistados japoneses achavam que os Jogos deveriam prosseguir.

O sentimento do público se voltou contra os Jogos muito antes de os atletas partirem para Tóquio. Mas sua chegada revelou falhas nos protocolos COVID dos Jogos. Até agora, 110 indivíduos ligados aos Jogos tiveram teste positivo para COVID, minando a promessa de Suga de realizar Jogos “seguros para COVID” e exacerbando as preocupações de que o espetáculo de semanas se transforme em um evento super-propagador da doença.

A decisão da Toyota de suspender seus anúncios para as Olimpíadas é algo que a empresa não poderia ter tomado fácilmente, diz Jamie Corr, diretor-gerente de esportes da consultoria de relações públicas.

Enquanto isso, as empresas que cancelaram as aparições de executivos nos jogos sem dúvida consideraram que seria ruim para a reputação da empresa. Se seus representantes comparecessem em um evento proibido para torcedores comuns em um estado de emergência que restringe o movimento, as pessoas no Japão não veriam isso com bons olhos.

Mas salvar a sua marca tem um custo. Pegar anúncios ou cancelar as aparições de executivos diminui os benefícios que uma marca obterá através desse caro contrato de patrocínio que ela assinou antes da pandemia. “Desfazer esses investimentos tão perto do início dos Jogos seria complicado e quase impossível”, diz Davis.

“Não posso dizer com certeza qual será a perda [dos patrocinadores] sobre o retorno do investimento … mas alguns deles verão uma perda de pelo menos 25-40%”, diz Burton.

As Olimpíadas são a segunda marca de eventos esportivos mais valiosa do mundo, atrás somente do Super Bowl, o que significa que patrocinar os Jogos normalmente representa uma “oportunidade de negócios transformacional” para as empresas aumentarem o valor de sua própria marca apenas por associação, diz Corr. Este ano, porém, patrocinadores nacionais procuraram consultores de marketing para aconselhá-los sobre os riscos de permanecerem associados ao Tóquio 2020, diz Ascione.

Mesmo antes de a chama olímpica ser acesa, as perspectivas parecem sombrias para os patrocinadores japoneses. Mas o público pode mudar de opinião assim que os Jogos começarem, diz Payne, especialmente se o Japão começar a ganhar medalhas de ouro.

Fonte: Fortune

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Unicef pede que países atingidos pela pandemia reabram as escolas o mais cedo possível

Em 17 países, as escolas permanecem totalmente fechadas e, em 39, estão parcialmente fechadas, informa um relatório.

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O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) pediu que as autoridades do setor de educação reabram as escolas o mais cedo possível em países nos quais milhões de alunos ainda não voltaram às salas de aula 18 meses após o início da pandemia de covid-19.

Leia ainda: União Europeia vai doar mais 200 milhões de vacinas contra Covid até 2022

Em 17 países, as escolas permanecem totalmente fechadas e, em 39, estão parcialmente fechadas, informa um relatório divulgado pelo Unicef nesta quinta-feira (16).

Entre as “quase completamente fechadas”, estão escolas frequentadas normalmente por cerca de 77 milhões de estudantes das Filipinas, de Bangladesh, da Venezuela, da Arábia Saudita, do Panamá e do Kuwait.

Quase um terço desta cifra corresponde às Filipinas, país que está enfrentando um dos piores surtos de covid-19 da Ásia e onde um novo ano letivo começou nesta semana.

Segundo o Unicef, os alunos dos seis países representam mais da metade dos 131 milhões de todo o mundo que perderam mais de três quartos do ensino presencial.

“A crise educacional ainda está aqui e, a cada dia que passa com salas de aula no escuro, pior a devastação”, disse a diretora executiva da agência das Nações Unidas, Henrietta Fore.

O relatório acrescenta que os professores deveriam ter prioridade na vacinação contra covid-19, depois dos profissionais de saúde e das pessoas sob risco maior, para protegê-los da transmissão comunitária.

De acordo com a Unesco, os estudantes podem estar mais seguros em casa, mas a disponibilidade de computadores e celulares e da internet, além da qualidade desigual da educação estão entre os desafios que eles continuam a enfrentar.

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Alerta! Vulcão capaz de provocar tsunami no litoral do Brasil entra em alerta amarelo

Segundo pesquisadores, caso aconteça uma grande erupção, pode ocorrer um tsunami capaz de afetar todo o litoral brasileiro, do Rio Grande do Sul ao Amapá.

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O portal MetSul Meteorologia divulgou uma informação de alerta amarelo para um vulcão na costa do continente africano. Trata-se do Cumbre Vieja, localizado na ilha La Palma, que pode gerar um tsunami capaz de atingir todas as Américas, inclusive a costa brasileira do Amapá ao Rio Grande do Sul, sendo o Norte e Nordeste as regiões mais afetadas.

Leia ainda: União Europeia vai doar mais 200 milhões de vacinas contra Covid até 2022

O Plano Especial de Proteção Civil e Atenção às Emergências de Risco Vulcânico das Ilhas Canárias (Pevolca) subiu o nível de alerta de verde para amarelo. Nessa situação, atividade vulcânica e sísmica passa a ser monitorada com maior intensidade, além disso, a população deve se prevenir e ficar atenta a qualquer sinal de alerta.

O Cumbre Vieja está adormecido há décadas, mas começou a mostrar sinais de atividade moderada nos últimos dias. Segundo o Instituto Vulcanológico das Ilhas Canárias, Involcán, o movimento pode ser descrito como “uma mudança significativa” no vulcão, ligada ao fenômeno conhecido como intrusão magmática, isto é, um processo que acontece dentro da crosta terrestre em que o magma fica mais perto da camada mais superficial da terra.

Ainda de acordo com o MetSul, a região de La Palma passa por um importante aumento nos movimentos sísmicos desde o último sábado. “Sua intensidade aumentou com abalos que tiveram magnitude superior a 3. A profundidade dos epicentros também diminuiu, em média, de 30 para 12 quilômetros. Só ontem foram mais de 100 tremores e um teve profundidade de apenas 4 quilômetros”.

Para que as áreas costeiras banhadas pelo Oceano Atlântico – incluindo o Brasil – sejam atingidas por um tsunami, é necessário que aconteça uma grande erupção, por isso, vale o alerta dos pesquisadores. Contudo, segundo eles, ainda não há motivo para preocupações. Apesar de ser uma possibilidade, as ondas, apesar de maiores, devem chegar ao Brasil um pouco menores.

“Toda a população costeira deve ser conscientizada, em especial do Norte e Nordeste do Brasil, pois seriam os principais afetados, e assim evitaríamos danos pessoais. Estudos mais recentes dizem que as chances de ocorrência são remotas e longínquas, no entanto, o estabelecimento de sistemas de alarme que possibilitam a evacuação de áreas é justificável quando se trata de vidas humanas”, disse o geólogo Mauro Gustavo Reese Filho ao portal MetSul.

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União Europeia vai doar mais 200 milhões de vacinas contra Covid até 2022

UE quer acelerar a vacinação nos países com baixo rendimento.

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A União Europeia (UE) tem vacinas contra a covid-19 suficientes para garantir uma terceira dose, caso seja necessário. No discurso do Estado da União Europeia (Soteu, a sigla em inglês), a presidente da comissão, Ursula Von der Leyen, traçou as prioridades para o próximo ano e disse que o combate à pandemia continua no topo das preocupações. A UE quer acelerar a vacinação nos países com baixo rendimento e, para isso, vai doar mais 200 milhões de doses até meados de 2022.

Leia ainda: Vacina contra covid-19: Israel aplicará dose de reforço em todas as faixas etárias

Ela anunciou que vai ser organizada no próximo ano, durante a presidência francesa da UE, uma reunião de cúpula sobre defesa, Para Ursula Von der Leyen, trata-se de questão essencial para a Europa passar ao nível seguinte.

A presidente da Comissão Europeia anunciou ainda que o bloco vai doar 100 milhões de euros de ajuda humanitária ao Afeganistão. “Vamos aumentar novamente a ajuda humanitária ao Afeganistão em 100 milhões de euros, que farão parte de um novo pacote de apoio ao país a ser divulgado nas próximas semanas”.

A líder do bloco, em seu discurso no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, observou que o apoio deve evitar os riscos reais de uma grande fome e um desastre humanitário.

“Estamos ao lado do povo afegão, das mulheres e crianças”, acrescentou, lembrando “as juízas que se escondem agora dos homens que tinham mandado para a prisão”.

Von der Leyen falou também sobre o combate à pandemia de covid-19. Afirmou que 2022 vai ser um “teste de caráter” para a União Europeia no combate nessa área e alertou para sinais de divergência entre os Estados-membros. “A pandemia é uma maratona, não é um sprint [corrida de velocidade]”.

Ela destacou o trabalho que tem sido feito na UE, especialmente na aceitação e administração de vacinas. “Temos 1,8 bilhão de doses adicionais asseguradas, o que é suficiente para nós e para a nossa vizinhança e ainda, se forem necessárias, para vacinas de reforço”, disse.

O primeiro discurso do Estado da União foi proferido pelo então presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, em 7 de setembro de 2010, prática que foi seguida pelo seu sucessor, Jean-Claude Juncker, e pela atual chefe do Executivo comunitário.

Ursula Von der Leyen, que tomou posse em 1º de dezembro de 2019, fez a sua primeira intervenção no cargo em 16 de setembro de 2020.

* Com informações da RTP – Rádio e Televisão de Portugal

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