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Economia

Uber e 99: Cancelamento de corridas virou rotina para usuários

Insatisfação de quem utiliza os aplicativos vem aumentando no decorrer dos últimos meses. Alta nos combustíveis impacta neste processo.

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Tempo de espera prolongado e cancelamentos inesperados têm sido as principais situações vividas por quem utiliza os aplicativos de mobilidade urbana Uber e 99. Passageiros das duas empresas estão insatisfeitos com os atuais serviços prestados, que eram considerados de boa qualidade até então.

Leia mais: Motoristas da Uber e 99 relatam dificuldades e justificam cancelamentos

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), responsável por medir o nível de insatisfação dos usuários das plataformas, informou que houve um aumento no número de reclamações nos últimos meses. Tal período coincide com o momento de alta no preço dos combustíveis no país.

Segundo Rafael Calabria, Coordenador de mobilidade urbana do Idec, as recentes críticas aos aplicativos de mobilidade podem ser atribuídas em razão ao preço “irreal” e “supreendentemente baixo” aplicado pelas empresas no decorrer dos últimos anos no país. O resultado da cobrança superficial de antes acaba se traduzindo em uma má qualidade dos serviços de hoje.

“Quando o preço é irreal, não consegue sustentar por muito tempo. Ele atrai pessoas por um tempo, mas depois começa a mostrar impactos ruins nesse preço artificial”, explicou Rafael Calabria.

Motoristas insatisfeitos

Além disso, conforme avalia Calabria, o cenário de insatisfação não se aplica somente aos usuários da Uber ou 99, mas também vai de encontro ao relato de motoristas das plataformas, que não enxergam mais vantagem em realizar corridas durante determinados períodos do dia. Isso acaba afetando a ponta responsável pela oferta de carros.

“Se tornou rotina ter vários cancelamentos dos motoristas até conseguir um que aceite a corrida”, declarou uma usuária da Uber, que costuma utilizar os serviços da empresa para ir ao trabalho.

De acordo com o coordenador do Idec, mesmo com o descontentamento inerente, é necessário entender que faz sentido a correção no preço cobrado pelas corridas na Uber e 99. Neste caso, cabe ao usuário a missão de refletir melhor sobre qual trajeto compensa utilizar o serviço de aplicativo. Combinar a mobilidade das empresas com o uso de transporte público pode ajudar na economia durante o processo.

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Empresas

EDP Brasil reporta lucro líquido de R$510,5 mi no 3º tri, alta de 70,3%

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado marcou R$ 753,9 milhões

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A EDP Brasil reportou lucro líquido de R$ 510,5 milhões no terceiro trimestre, alta de 70,3% ante igual período do ano anterior, conforme balanço encaminhado ao mercado.

De acordo com o documento, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização ajustado entre julho e setembro somou R$ 753,9 milhões, elevação de 30,1% na comparação com um ano antes.

Também disse que os segmentos de Distribuição e Transmissão foram os principais destaques do trimestre, e que o volume de energia distribuída apresentou aumento de 4,2% no trimestre em relação ao mesmo intervalo de 2020, em função da recuperação da atividade econômica e expansão do número de clientes.

E acrescentou que, paralelamente, o processo de reajuste tarifário da EDP Espírito Santo resultou no aumento de 9,75% na tarifa média para o consumidor e em uma alta de 46% da Parcela B.

EDP Brasil

Ainda de acordo com o balanço, na EDP São Paulo o reajuste tarifário aprovado promoveu uma elevação de 12,4% na tarifa média para o consumidor e um aumento de 32,6% na Parcela B. Mas, nesse caso, o evento ocorreu após o fechamento do terceiro trimestre, então sem impacto no trimestre avaliado.

Na Transmissão, os empreendimentos em operação apresentaram no trimestre RAP Líquida de 45,8 milhões de reais e Ebitda regulatório de 39,8 milhões de reais.

A companhia está na bolsa brasileira (B3) sob o ticker ENBR3.

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Economia

Após 2 meses em queda, confiança do consumidor sobe em outubro

Apesar disso, cenário ainda é de cautela, diz FGV.

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O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 1 ponto de setembro para outubro deste ano e interrompeu uma trajetória de dois meses em queda. Com o resultado, o indicador chegou a 76,3 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos.

Leia ainda: Combustíveis: ICMS com valor fixo vai reduzir o preço para os consumidores?

A alta foi influenciada principalmente pelo Índice de Expectativas, que mede a confiança do consumidor brasileiro no futuro. O subíndice subiu 1,3 ponto, atingindo 82,4 pontos em outubro, puxado pela melhora das perspectivas sobre a situação financeira familiar.

O Índice da Situação Atual, que mede a percepção do consumidor sobre o presente, variou 0,2 ponto e chegou a 69 pontos.

“Contudo, consumidores se mantêm cautelosos em relação a intenção de compra de bens duráveis. O aumento da incerteza, o aumento dos preços e a demanda represada por serviços na pandemia podem estar contribuindo para frear o consumo desses produtos”, disse a pesquisadora da FGV Viviane Seda Bittencourt.

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Empresas

TIM reporta lucro líquido normalizado de R$474 mi no 3º tri, alta de 21,4%

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização marcou R$ 2,167 bilhões

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A TIM reportou lucro líquido normalizado de R$ 474 milhões no terceiro trimestre de 2021, alta de 21,4% ante igual período do ano anterior.

De acordo com o balanço, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) marcou R$ 2,167 bilhões para o período de julho ao fim de setembro, crescimento de 4,5% na comparação anual.

A companhia pertence ao grupo Telecom Italia e terminou setembro com 51,6 milhões de clientes de telefonia móvel, incremento de cerca de 1% sobre um ano antes.

A companhia está na bolsa brasileira (B3) sob o ticker TIMS3.

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